40 anos atrás, ele interpretou o papel de "Pessoa ao telefone durante uma briga", mas acabou apresentando o Oscar: Você o reconhece?
Giovanni Rodrigues
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

Ninguém o conhecia em sua primeira aparição cinematográfica, mas acabou sendo esbofeteado por Will Smith décadas depois.

No Brasil não teve muita repercussão, mas na Nova York de 1985, Krush Groove era tudo: o filme sobre a criação da Def Jam Recordings e o sucesso de artistas afro-americanos como Run-DMC ou Russell Simmons logo ganhou status cult: arrecadou quatro vezes mais do que custou. O filme teve uma incrível trilha sonora, seu diretor, Michael Schultz, continua em atividade agora mesmo (aos seus 86 anos) e marcou o nascimento de um ator que naquela época nem sequer havia começado sua carreira de comediante e que, de fato, não aparece nos créditos (afinal, seu papel se reduz a ficar de pé ao lado do telefone durante uma briga): um tal de Chris Rock.

Warner Bros.
Krush Groove
Krush Groove
1h 37min
Criador(es): Michael Schultz
Com Sheila E., Blair Underwood, Lisa Gay Hamilton
Usuários
3,2

Chris Rock começou a fazer stand-up em 1984, mas antes disso era um simples rapaz, filho de uma professora e um caminhoneiro. Naquela época, Rock, que abandonou o ensino médio por causa do bullying, trabalhava como garçom em restaurantes de fast food e encontrou no humor uma saída. Não era estranho aos estúdios: durante os fins de semana em que trabalhava como DJ, conseguiu o papel em Krush Groove, e foi seu único contato com o cinema até 1987, quando apareceu, de surpresa, em Um Tira da Pesada 2.

Acontece que Eddie Murphy o tinha visto em um de seus monólogos e decidiu, de maneira unilateral, que ele merecia mais sucesso, então, sem rodeios, deu-lhe um pequeno papel em seu filme. A partir daí foi ascendendo em Hollywood pouco a pouco: conseguiu aparecer de 1990 até 1993 no desejado Saturday Night Live e, à base de monólogos e pequenos filmes, construiu uma carreira que culminou com a apresentação do Oscar em 2016.

Não, essa não foi a do tapa: essa foi a cerimônia de 2022, quando estava apresentando o prêmio de melhor documentário e fez uma piada sobre Jada Pinkett-Smith e Até o Limite da Honra. O resultado? Uma das imagens mais tristemente épicas da história das cerimônias de premiação. E talvez nada disso teria acontecido se ele não tivesse se posicionado ao lado do telefone durante uma briga em Krush Groove!

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