Robert Downey Jr. prefere ir para a cadeia a trabalhar novamente neste filme: “O pior de todos os tempos”
Diego Souza Carlos
Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.

Sequência de longa de ação aclamado, o thriller que traumatizou o astro da Marvel está disponível no streaming.

Robert Downey Jr. está pronto para voltar à Marvel em um papel completamente diferente daquele eternizado na cultura pop. De Homem de Ferro a Doutor Destino, o ator tem outras grandes contribuições ao vasto catálogo de obras hollywoodianas. Além do super-herói (e do vindouro vilão), ele também tem sua emblemática passagem pelo Oscar com uma indicação por Chaplin e a vitória da estatueta por Oppenheimer.

Antes de sua era de sucesso, alavancada pelo filme que deu início ao MCU, sua carreira estava estagnada. Envolvido em problemas com drogas, incluindo uma prisão no final dos anos 1990, o ator também tem seus tropeços artísticos. Muitos deles, inclusive, são motivo de más lembranças pelo artista.

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Há um trabalho em particular dessa época turbulenta de sua vida em que trabalhou com Wesley Snipes e Tommy Lee Jones no filme U.S. Marshals - Os Federais, sequência de O Fugitivo. Não é exagero dizer que o astro de Hollywood odeia o projeto em que seu personagem, o agente DSS John Royce, vira a casaca ao revelar ser o grande vilão da trama.

Em seu livro "The Fall And Rise of The Comeback Kid", Downey Jr. relembra como as gravações do filme se somaram ao período caótico de sua vida. “Prefiro acordar na prisão do que despertar outra manhã sabendo que estou prestes a ir para o set de U.S. Marshals - Os Federais”. Há algo mais contundente em um filme em que você estrelou que dificilmente expresse isso - especialmente se você realmente tiver experiência na prisão.

Warner Bros.

Ele explica que, para ele, este é “possivelmente o pior filme de ação de todos os tempos”, fruto de uma experiência conturbada: “Tive um ano traumático, praticamente suicida [...] Acho que se conversasse com um guia espiritual sobre isso, ele me diria: 'Isso vai te matar!' Mas pensei que estivesse faltando alguma coisa e que realmente precisava estar em um dos filmes que gostaria de levar para os meus filhos. Acabou sendo muito deprimente.”

O período foi tão difícil que Robert apagou boa parte dos acontecimentos de sua mente, como também conta em seu livro. “Não me lembro de nada que tivesse a ver com U.S. Marshals - Os Federais, exceto que estávamos correndo por aí agindo como se pudéssemos segurar uma vela para O Fugitivo. Tudo que me lembro foi: “'Coloque seu colete à prova de balas, você está no bayou!' O que diabos é isso? Onde está a história?”

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Já é de se imaginar que U.S. Marshals - Os Federais não chegou aos pés do longa original. No entanto, curiosamente, o filme segue como um thriller sólido com momentos interessantes de ação.

É claro que, para Robert Downey Jr., rever a película é sinônimo de viver uma tortura de pouco mais de 2 horas - mas isso não precisa transbordar para a audiência. Atualmente, o longa pode ser visto na HBO Max.

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