Em tela, vemos um enorme rebanho de vacas vagando por uma fazenda aparentemente deserta, eventualmente desaparecendo à distância. As imagens sombrias em preto e branco e o clima inóspito reforçam-se mutuamente, alimentando uma bela tomada. Esta é uma breve descrição da cena inicial de oito minutos de Sátántangó Part 1, um filme lançado em 1994 que conta com 7 horas e 30 minutos de duração.
O oitavo longa-metragem assinado pelo cineasta húngaro Bela Tarr é um trabalho gigantesco em todos os sentidos. A trama é ambientada em em uma cidade cada vez mais desolada em uma planície húngara, nos anos 1990, onde os habitantes vivem os últimos dias do regime comunista e estão animados porque receberão um dinheiro pela venda de uma fazenda coletiva.
Só que Irimias, um homem carismático que era da comunidade, e que todos achavam estar morto há dois anos, reaparece, levando as pessoas a ficarem apreensivas com a possibilidade de ele pegar para si todo o dinheiro prometido.
“Um faroeste como nenhum outro”: Martin Scorsese admira este filme “visualmente deslumbrante” de um ícone de HollywoodOs 12 capítulos que estruturam Sátántangó lançam uma luz sobre temas considerados pessimistas por muitos, como poder mal direcionado, ausência do Estado e declínio da humanidade. Um dos fãs mais notáveis do filme é Martin Scorsese, que durante uma entrevista de 2019 afirmou que Bela Tarr é “um dos artistas mais aventureiros do cinema”.
“Seus filmes, como Sátántangó e O Cavalo de Turim, são verdadeiras experiências que você absorve e que continuam se desenvolvendo na mente”, acrescentou o diretor de Os Infiltrados.
Protagonizado por Mihaly Vig, Laszlo Lugossy, Eva Almassy Albert e mais, Sátántangó não está disponível para streaming no Brasil.
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