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    My Policeman: Quais filmes Harry Styles teve que assistir para fazer as cenas de sexo?
    4 de nov. de 2022 às 13:57
    Nathalia Jesus
    Nathalia Jesus
    -Redatora e crítica
    Apaixonada por filmes e séries (principalmente sul-coreanos), a redatora é uma contadora de histórias no mundo do entretenimento. No AdoroCinema, ela acompanha os principais lançamentos, premiações, festivais e solta o verbo em discussões relacionadas à diversidade e inclusão na sétima arte.

    O longa-metragem estrelado por Harry Styles, Emma Corrin e David Dawson chegou ao catálogo do Prime Video nesta sexta-feira (4).

    My Policeman chegou ao catálogo do Amazon Prime Video nesta sexta-feira (4), após ter sido lançado nos cinemas em 21 de outubro nos Estados Unidos e Reino Unido. É o quarto filme da carreira de Harry Styles, no qual o cantor e ator estrela ao lado de nomes como Emma Corrin, David Dawson, Rupert Everett, Linus Roache e Gina McKee.

    Na trama, dirigida por Michael Grandage e adaptada do romance de Bethan Roberts, Harry Styles é Tom, um aspirante a policial que tem sua vida mudada quando conhece Patrick, um curador de museu por quem se apaixona — e desafia tudo o que ele acreditava conhecer sobre si mesmo. A história é contada na Londres dos anos 50, onde a homossexualidade era considerada um crime e punida como tal. Querendo fugir deste destino, Tom se casa com a jovem Marion e vive uma vida dupla, fadada à tragédia.

    My Policeman
    My Policeman
    Data de lançamento 4 de novembro de 2022 | 1h 53min
    Criador(es): Michael Grandage
    Com Emma Corrin, Harry Styles, David Dawson
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    2,9
    Adorocinema
    2,5
    Assista agora

    O filme conta com cenas de sexo mais explícitas, um dos momentos mais aguardados pelos fãs, devido ao grande buzz relacionado à sequência. Em entrevista ao Entertainment Weekly (EW), o diretor Michael Grandage disse que o elenco foi recomendado a assistir a filmes clássicos — principalmente nos cortes mais sensuais.

    "Como um homem gay, pensei, se vou dirigir este filme, pelo menos quero ter certeza disso - se tiver a sorte de continuar vivendo por mais 10, 15, 20 anos ou então — eu quero poder olhar para o filme constantemente e dizer: 'Fiz o que me propus a fazer em termos de intimidade'", diz Grandage.

    "Eu só sabia que havia uma maneira de contar uma história muito específica sobre a intimidade entre pessoas do mesmo sexo que, cada vez que a vimos no filme, ajuda a avançar a narrativa. Você não pode fazer isso se simplesmente desaparecer."

    Quais filmes inspiraram as cenas de sexo?

    Para abordar as cenas de sexo do jeito que Michael Grandage imaginou, Harry Styles e David Dawson tiveram que assistir O Criado, clássico de 1963, além de Hiroshima, Meu Amor, lançado em 1959. No entanto, a maior inspiração para as sequências sexuais vieram de Inverno de Sangue em Veneza, mistério romântico de Nicolas Roeg.

    A trama se passa em Veneza, exatamente o lugar onde Patrick leva Tom para uma suposta viagem de trabalho, com o objetivo de viverem um romance longe dos olhos de Marion e da desconfiança de todos os que moram ao redor deles. Inverno de Sangue em Veneza apresenta uma famosa cena de sexo estendida entre os atores Donald Sutherland e Julie Christie, um interlúdio que foi provocativo e controverso na época.

    Muitas vezes nós apenas pensamos: 'E agora, a cena da intimidade — um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, 10 e acabou'. Mas eu disse: 'O que acontece se você estender esses momentos em cenas que são tão grandes quanto algumas das outras cenas?'

    O cineasta tinha ideias e referências muito claras sobre como abordar o sexo na tela. Desde suas primeiras conversas, Grandage queria que cada momento físico tivesse "seu próprio fluxo narrativo".

    Para Marion e Tom, é "uma história sobre a dificuldade da intimidade", esclarece Grandage. O sexo torna-se a maneira de Marion se convencer de que seu marido a quer. Para Patrick e Tom, o sexo é mais uma questão de "facilidade e abandono". E o cineasta queria contar tudo através de uma "narrativa escultural", algo mais "coreográfico", diz ele.

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