Filhos da esperança é um filme de ação e suspense que contou com a direção de Alfonso Cuarón, que tbm participou do roteiro ao lado de Timothy J. Sexton, David Arata, Mark Fergus, Hawk Ostby (baseado no romance de P. D. James). O filme recebeu 3 indicações ao Oscar 2007: melhor fotografia, melhor edição e melhor roteiro adaptado. O trama é ambientada em um futuro próximo, em 2027, onde a infertilidade passa a ameaçar o futuro da espécie humana. Diante de uma crise, Theo (Clive Owen), um homem desiludido, pode salvar a humildade, quando precisa proteger uma jovem que está grávida Kee (Clare-Hope Ashitey) de ativistas. O filme tem seu primeiro ato inteiro apenas para situar o personagem principal e suas nuances e até então, pouco sabemos de maiores detalhes sobre como aquilo tudo começou ( se é que tem explicação). A trama vai nos oferecendo respostas ao longo da narrativa. Mas é fácil perceber que existe um embate das forças dominantes ( o governo) com grupos armados de resistência. Além das ações militares de separarem os imigrantes dos não imigrantes ( cidadãos ingleses). O estopim de tudo isso é a morte do até entao mais jovem humano, que tinha pouco mais de 18 anos. A rotina de Theo ( de aceitação) muda quando sua ex-esposa, uma ativista lhe procura para pedir ajuda. Temos aqui um bom elenco , com otimas atuações, destaque para Owen, que carrega um semblante de cansado e sem esperanças. O fimme ganha uma maior densidade a medida que vemos a mudança para um personagem que passa a acreditar em si e na humanidade (dadas as razões pessoais de ter desacreditado antes).Temos participações ainda de Julianne Moore e de Michael Caine para abrilhantar o elenco. O vilão ficou para Luke (Chiwetel Ejiofor), e aqui o roteiro deixa claro a boa intenção da maioria dos ativistas, mas uma parcela passa a colocar interesses pessoais em ápice de todo o caos é no terceiro ato onde temos cenas longas de conflitos, com uso de câmera, caindo gotas de sangue, causando um maior impacto. A cena mais impactante é de Theo e Kee saindo com o bebê, a ponto de parar o conflito por alguns segundos. Além do nascimento do bebê, obviamente. O filme usa seu distopismo como forma de criticar a sociedade atual, especialmente em termos de conflitos, na qual devemos pôr nossos interesses pessoais em segundo plano e voltamos a sermos seres humanos.