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Que filme arrastado, não gostei
É realmente um filme que poderia ter bem menos tempo de roteiro....
É realmente um filme que poderia ter bem menos tempo de roteiro....
Muito bom mesmo! Excelente adaptação dos quadrinhos! Atores perfeitos nos papéis, história incrível! Efeitos especiais maravilhosos! A mais bem feita adaptação de super-heróis! Zack Snydee foi grandioso nessa obra!
Melhor filme de super herói já feito, o final ficou melhor do que dos quadrinhos, Zack Snyder realmente é o melhor, e entende os personagens complexos da DC.
"Watchmen", lançado em 2009, se destaca como uma obra singular no cinema, rompendo com a tradição dos super-heróis coloridos e levando o público a uma reflexão profunda sobre moralidade, poder e a condição humana. A originalidade do filme é evidente, já que ele não se limita a oferecer uma narrativa simplista, mas sim um relato sério e complexo que faz jus à sua fonte original.
Uma das grandes conquistas da adaptação é a forma como os personagens são desenvolvidos. Cada um recebe o tempo de tela necessário para ser plenamente explorado, permitindo que suas histórias e dilemas sejam compreendidos em profundidade. O destaque vai para Rorschach, um personagem magistralmente construído, cuja loucura e forte senso de justiça o tornam fascinante. O público, mesmo diante de suas ações muitas vezes extremas, consegue identificar-se com ele, compreendendo os horrores que moldaram sua visão de mundo.
A fidelidade à obra original das HQs é um dos grandes trunfos do filme. Zack Snyder se esforça para capturar a essência das Hqs, o que resulta em uma narrativa que agrada tanto aos fãs de longa data quanto a aqueles que se aproximam da história pela primeira vez. Mesmo quem não conhece a obra original pode se sentir envolvido pela profundidade dos personagens e pelas questões que o filme levanta.
Em suma, "Watchmen" é uma adaptação ousada e bem-sucedida que redefine o que um filme de super-herói pode ser. Sua seriedade e originalidade o elevam a um patamar que transcende o gênero, fazendo dele uma experiência cinematográfica marcante e memorável.
Uma das grandes conquistas da adaptação é a forma como os personagens são desenvolvidos. Cada um recebe o tempo de tela necessário para ser plenamente explorado, permitindo que suas histórias e dilemas sejam compreendidos em profundidade. O destaque vai para Rorschach, um personagem magistralmente construído, cuja loucura e forte senso de justiça o tornam fascinante. O público, mesmo diante de suas ações muitas vezes extremas, consegue identificar-se com ele, compreendendo os horrores que moldaram sua visão de mundo.
A fidelidade à obra original das HQs é um dos grandes trunfos do filme. Zack Snyder se esforça para capturar a essência das Hqs, o que resulta em uma narrativa que agrada tanto aos fãs de longa data quanto a aqueles que se aproximam da história pela primeira vez. Mesmo quem não conhece a obra original pode se sentir envolvido pela profundidade dos personagens e pelas questões que o filme levanta.
Em suma, "Watchmen" é uma adaptação ousada e bem-sucedida que redefine o que um filme de super-herói pode ser. Sua seriedade e originalidade o elevam a um patamar que transcende o gênero, fazendo dele uma experiência cinematográfica marcante e memorável.
Poucos filmes carregam um fardo tão injusto quanto o Watchmen de Zack Snyder. Adaptar a graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons, uma obra tida por décadas como "infilmável" e venerada como um dos pontos altos da cultura pop, era uma armadilha montada de antemão. Qualquer resultado seria medido contra uma expectativa impossível. E talvez seja por isso que, até hoje, o filme arraste uma reputação de obra fraca e adaptação dispensável que simplesmente não se sustenta diante do que está na tela.
Comecemos pelo ponto em que a acusação mais comum desmorona, que é a infidelidade. É difícil pensar em adaptação mais reverente ao material original. Snyder transpõe quadros inteiros da HQ com precisão quase obsessiva, preserva a estrutura narrativa, e, o que mais importa, mantém intacta a tese central da obra. Os personagens chegam à tela com toda a sua podridão moral preservada. Aqui não há heróis no sentido tradicional, apenas figuras falhas, comprometidas, por vezes patéticas. A grande inversão da trama, em que o homem mais admirável de todos se revela o autor da maior atrocidade, movido ironicamente por boa intenção, permanece como o golpe genial que sempre foi. E a pergunta que sustenta tudo, "quem vigia os vigilantes?", ecoa do começo ao fim. Chamar isso de adaptação dispensável é confundir "não é idêntico ao papel" com "não tem valor".
Como obra em si, o rótulo de "fraco" também não encontra apoio. Um filme fraco é aquele sem ambição, sem identidade, incapaz de provocar. Watchmen é o oposto disso em cada fotograma. Tem uma visão estética definida e assumida. Tem uma trilha sonora que não está ali para enfeitar, mas para dialogar com as imagens, frequentemente jogando uma canção nostálgica ou romântica sobre cenas sujas e desiludidas, criando um desconforto calculado que é puro cinema. Constrói, com paciência, o clima claustrofóbico de uma sociedade apodrecida, onde até os justiceiros estão contaminados. E, talvez seu gesto mais corajoso, entrega um desfecho profundamente incômodo dentro de um blockbuster de estúdio, recusando-se a oferecer o conforto que o público de super-heróis costuma esperar.
Isso não significa que o filme esteja acima de qualquer reparo. A escolha de Snyder por estetizar a violência, o slow-motion, a coreografia, o impacto visualmente impecável dos ossos que se quebram, é seu ponto mais discutível. Há uma tensão real entre a beleza da imagem e a repulsa que a cena deveria provocar, e é legítimo que parte do público sinta aí um ruído. Mas vale uma leitura mais generosa e, a meu ver, mais correta. Essa estetização não trai a obra, ela a serve. O mundo de Watchmen é exatamente isso, sedutor e podre ao mesmo tempo, um lugar que embrulha a própria decadência em embalagem bonita, do mesmo modo que Ozymandias embrulha um genocídio em "salvar a humanidade". Um filme sedutor e podre na mesma medida não comete um erro, e sim alcança uma coerência.
O que sobra, no fim, é a sensação de que o desprezo dirigido a este filme é desproporcional ao que ele de fato entrega. Parte disso é a maldição da expectativa impossível. Outra parte, é justo dizer, é o ranço acumulado contra um diretor que se tornou alvo fácil, e cuja obra posterior, muitas vezes cansativa e previsível, acabou contaminando retroativamente o julgamento sobre seu trabalho mais sério e ambicioso.
Há ainda um mérito que raramente entra na conta quando se fala mal deste filme. Para uma boa porção das pessoas que o assistiram, ele funcionou como porta de entrada, servindo de empurrão para que fossem atrás da obra original e pudessem conferir, na mídia em que ela nasceu, o quão original e revolucionário é o trabalho de Moore. E isso já vale bastante. Um filme que desperta no espectador a vontade de procurar a fonte, e que ao fazê-lo apresenta toda uma nova geração a um marco dos quadrinhos, presta um serviço que nenhuma adaptação verdadeiramente dispensável seria capaz de prestar.
Watchmen não é uma obra-prima unânime, e não precisa ser. Mas está a uma enorme distância de fraco ou dispensável. É um filme sério, ambicioso e raro em sua fidelidade, desses que, em vez de substituir o original, mandam o espectador correndo atrás dele. E essa, no fundo, pode ser a maior prova de seu valor. Obra dispensável nenhuma desperta em tanta gente a vontade de procurar a fonte.
Comecemos pelo ponto em que a acusação mais comum desmorona, que é a infidelidade. É difícil pensar em adaptação mais reverente ao material original. Snyder transpõe quadros inteiros da HQ com precisão quase obsessiva, preserva a estrutura narrativa, e, o que mais importa, mantém intacta a tese central da obra. Os personagens chegam à tela com toda a sua podridão moral preservada. Aqui não há heróis no sentido tradicional, apenas figuras falhas, comprometidas, por vezes patéticas. A grande inversão da trama, em que o homem mais admirável de todos se revela o autor da maior atrocidade, movido ironicamente por boa intenção, permanece como o golpe genial que sempre foi. E a pergunta que sustenta tudo, "quem vigia os vigilantes?", ecoa do começo ao fim. Chamar isso de adaptação dispensável é confundir "não é idêntico ao papel" com "não tem valor".
Como obra em si, o rótulo de "fraco" também não encontra apoio. Um filme fraco é aquele sem ambição, sem identidade, incapaz de provocar. Watchmen é o oposto disso em cada fotograma. Tem uma visão estética definida e assumida. Tem uma trilha sonora que não está ali para enfeitar, mas para dialogar com as imagens, frequentemente jogando uma canção nostálgica ou romântica sobre cenas sujas e desiludidas, criando um desconforto calculado que é puro cinema. Constrói, com paciência, o clima claustrofóbico de uma sociedade apodrecida, onde até os justiceiros estão contaminados. E, talvez seu gesto mais corajoso, entrega um desfecho profundamente incômodo dentro de um blockbuster de estúdio, recusando-se a oferecer o conforto que o público de super-heróis costuma esperar.
Isso não significa que o filme esteja acima de qualquer reparo. A escolha de Snyder por estetizar a violência, o slow-motion, a coreografia, o impacto visualmente impecável dos ossos que se quebram, é seu ponto mais discutível. Há uma tensão real entre a beleza da imagem e a repulsa que a cena deveria provocar, e é legítimo que parte do público sinta aí um ruído. Mas vale uma leitura mais generosa e, a meu ver, mais correta. Essa estetização não trai a obra, ela a serve. O mundo de Watchmen é exatamente isso, sedutor e podre ao mesmo tempo, um lugar que embrulha a própria decadência em embalagem bonita, do mesmo modo que Ozymandias embrulha um genocídio em "salvar a humanidade". Um filme sedutor e podre na mesma medida não comete um erro, e sim alcança uma coerência.
O que sobra, no fim, é a sensação de que o desprezo dirigido a este filme é desproporcional ao que ele de fato entrega. Parte disso é a maldição da expectativa impossível. Outra parte, é justo dizer, é o ranço acumulado contra um diretor que se tornou alvo fácil, e cuja obra posterior, muitas vezes cansativa e previsível, acabou contaminando retroativamente o julgamento sobre seu trabalho mais sério e ambicioso.
Há ainda um mérito que raramente entra na conta quando se fala mal deste filme. Para uma boa porção das pessoas que o assistiram, ele funcionou como porta de entrada, servindo de empurrão para que fossem atrás da obra original e pudessem conferir, na mídia em que ela nasceu, o quão original e revolucionário é o trabalho de Moore. E isso já vale bastante. Um filme que desperta no espectador a vontade de procurar a fonte, e que ao fazê-lo apresenta toda uma nova geração a um marco dos quadrinhos, presta um serviço que nenhuma adaptação verdadeiramente dispensável seria capaz de prestar.
Watchmen não é uma obra-prima unânime, e não precisa ser. Mas está a uma enorme distância de fraco ou dispensável. É um filme sério, ambicioso e raro em sua fidelidade, desses que, em vez de substituir o original, mandam o espectador correndo atrás dele. E essa, no fundo, pode ser a maior prova de seu valor. Obra dispensável nenhuma desperta em tanta gente a vontade de procurar a fonte.
Amo a Graphic Novel de Alan Moore, E achei o filme Bom como V ou Do inferno . Quanta a alternativa ao monstro da graphic novel nada contra ,e o elenco e Bom !
O Filme é muito ruim, chato demais de assistir, vai ganhar umas nota 1,5 pelos efeitos especiais....
Filme de super herói diferentão, tem até desenho animado no meio. Tem como ponto positivo violência sem censura e personagens politicamente incorretos. Pesa contra o fato de o filme misturar elementos do futuro e do passado, criando uma incoerência que incomoda.
Tem nem o que falar! Tinha uma homem que merecia morrer e não morreu, mas no final achei foi bom o que aconteceu!!! Filme excelente! Super recomendo!
Bem antes de The Boys, vemos heróis questionáveis num roteiro reflexivo, profundo e sem esperança. Imprescindível vê-lo.
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