Maníaco do Parque
Média
2,0
423 notas

216 Críticas do usuário

5
9 críticas
4
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Manuelen Melengate
Manuelen Melengate

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5,0
Enviada em 10 de abril de 2026
Maníaco do Parque — O Espelho de uma Sociedade.
Um retrato gélido sobre a psicopatia e uma reparação histórica ao olhar feminino sobre o crime.

O filme sobre Francisco de Assis Pereira, o "Maníaco do Parque", evita a armadilha do sensacionalismo barato para mergulhar na mente de um psicopata e, principalmente, nas falhas de um sistema que permitiu que ele agisse por tanto tempo.

1. A Anatomia do Mal
A produção acerta ao detalhar o modus operandi do criminoso sem transformá-lo em herói ou gênio. O roteiro é minucioso ao mostrar:
A Sedução: Como ele utilizava a lábia e falsas promessas de carreira para atrair as vítimas.
O Ritual: A frieza do "pós-ataque" que define a estrutura de um psicopata clássico.
A Realidade Nua: Não há tentativas de "justificar" o crime através de traumas; o filme o apresenta pelo que ele é: um predador.

2. Helena Pellegrino: A Ficção Necessária
Embora a jornalista Helena Pellegrino não tenha existido na vida real, sua inclusão é o maior trunfo narrativo do filme. Ela serve como o contraponto moral e técnico necessário.
O Olhar Feminino: A fotografia e a condução da personagem trazem uma sensibilidade que equilibra a brutalidade do tema.
Justiça Narrativa: Helena personifica a busca pela verdade em um ambiente onde o olhar misógino e patriarcal costumava culpar a mulher pela própria tragédia (o "por que ela foi lá?", "por que confiou?").

3. Subvertendo o Gênero
Diferente de produções antigas, aqui o foco não é o "prazer" da violência, mas a urgência da investigação.
"O filme finalmente entrega o que faltou à humanidade por décadas: a definição clara do culpado como o único responsável, sem sombras de dúvida ou transferências de culpa para as vítimas."

Considerações Finais
Maníaco do Parque não é apenas sobre um assassino em série; é sobre como o jornalismo e a polícia brasileira precisaram amadurecer para entender a mente de um psicopata. A escolha de focar na perspectiva de Helena, mesmo sendo fictícia, é um manifesto necessário contra a misoginia estrutural que permeia o gênero true crime.
Lara Saraiva
Lara Saraiva

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 8 de janeiro de 2026
Filme péssimo! Tanto a atuação dos atores quando o roteiro foram horríveis. Giovana não entregou nada na atuação. Se era pra ser um filme baseado em fatos reais sinto muito, mas não tem nada de baseado em fatos reais nele. Filme muito massante, esperava bem mais por ser um caso tão notório de um crime tão chocante. Depois reclamam do cinema brasileiro.
Simone Marques
Simone Marques

3 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 23 de outubro de 2025
Roteiro brega, inflado de groselhas. Final desnecessário, faltou noção do roteirista. Além disso, a jornalista é muito caricatural.
Carlos Alberto
Carlos Alberto

5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de setembro de 2025
Tudo que vem do Brasil é uma merda a começar pelo nosso presidente né. O 9 dedos. Bom agora vamos falar do filme. Não é tão Ruim assim não. Ruim
É o PT todo dia aumentando impostos
Rosana Cabral
Rosana Cabral

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 17 de agosto de 2025
Péssima ideia colocar essa jornalista Helena.
Cansativo e chata a atuação da atriz Giovana.
Achei Péssima!!!
Tinha que dar vida a quem desvendou o assassino.
Quem é que desvendou esse caso?
Artur Gewehr
Artur Gewehr

1 crítica Seguir usuário

1,5
Enviada em 3 de agosto de 2025
A única coisa que se salvou minimamente no filme foi a construção do ator Silvério Pereira no papel do Maníaco do Parque porque no demais corroboro com as demais opiniões.
Paulo
Paulo

6 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 28 de julho de 2025
“Maníaco do Parque” (2024), filme brasileiro de drama policial dirigido por Mauricio de Eça e roteiro de . Bayão, falha em retratar um dos crimes mais hediondos ocorridos no Brasil, justamente porque cai na armadilha que a própria história critica: a invisibilidade do sofrimento das vítimas. No fim, o longa-metragem de Eça prefere lançar luz a temas que, apesar de importantes, competem e, por diversos momentos, esmagam o verdadeiro fio condutor que poderia ter alavancado o filme.

Havia uma única possibilidade para tornar esse um dos filmes mais potentes do cinema brasileiro: aprofundar a história e dar espaço às vítimas. O que o roteiro faz é o completo oposto disso. Não é sempre que um roteiro irá se alinhar com todas as expectativas do público, mas certas expectativas são naturais ao se assistir a um filme como ‘Maníaco do Parque’: a construção do serial killer até aquele ponto em que decide fazer o que faz; os traumas das vítimas; a perseguição arrepiante de gato e rato; o julgamento; as reviravoltas. O filme não tem nada disso. Há apenas a tentativa, cena após cena, de tornar crível uma história rasa e pouco empolgante da jornalista investigativa Elena, interpretada por Giovana Grigio, que não transmite a emoção nem a entrega que esse papel exigia. As expressões de Grigio, seus olhos arregalados e suas cenas mais intensas resultam em momentos constrangedores, mais pelo exagero do que pela emoção. Outro tema recorrente é o ambiente tóxico no jornalismo que, apesar de ser necessário retratar, não era preciso ter ocupado tanto espaço.

É uma pena que um dos casos criminais mais chocantes do país tenha recebido esse tratamento. Um filme com esse tema exige precisão de propósito: ou se corre o risco de soterrar questões fundamentais. Ao invés de focar no sofrimento das vítimas ou construir um suspense envolvente, o roteiro se dispersa em tramas paralelas, como o relacionamento mal resolvido da protagonista com o pai, a venda do apartamento da família, a competitividade nas redações e o ambiente tóxico do jornalismo, os quais pouco contribuem para a narrativa central. O resultado é uma obra que se distancia da sua potência original e falha em fazer jus à gravidade da história que se propôs a contar.
Ed Sousa
Ed Sousa

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 8 de julho de 2025
É uma pena o que fazem com filmes que deveriam contar a história verdadeira, ainda mais num caso tão sério como esse que mexeu com o Brasil, mas não, preferiram militar através de uma jornalista fictícia. E os carros antigos nas cenas mas com placas cinzas atuais ??? É muita falta de atenção.
maria
maria

1 seguidor 16 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 29 de junho de 2025
Bom roteiro. Bom filme. Boa direção. Mas a contrução da personagem principal é um pouco óbvia, achei que faltou alguma coisa. Eu fiquei com um pouco de agonia das cenas violentas e psicólogicas, mas retrata bem como foi esse caso.
Luan Alves
Luan Alves

2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 11 de junho de 2025
Costumo colocar um filme de fundo enquanto trabalho — algo leve, descartável, que sirva de trilha sonora para minha produtividade. Porém, ao me deparar com o título "O Maníaco do Parque", confesso que parei tudo. Afinal, trata-se de um dos casos mais brutais e emblemáticos da crônica policial brasileira. O mínimo que esperava era um filme tenso, investigativo, com alguma reverência ao tema. O que recebi, no entanto, foi um insulto artístico disfarçado de produção audiovisual.

O longa começa prometendo pouco — e cumpre com um zelo digno de elogios. Mas não contente com entregar o mínimo, ele cava com afinco o buraco da mediocridade. Em vez de explorar o caso real com profundidade, opta por centrar sua trama em uma jornalista genérica em busca de "se destacar" na profissão. O caso do serial killer vira mero papel de parede, algo entre um enfeite narrativo e um clickbait fílmico.

Marco Pigossi, o único ator que poderia ter salvo alguma dignidade desse espetáculo grotesco, mal aparece. Quando surge, é apenas para ser humilhado por sua subordinada em uma sequência digna de um panfleto militante mal diagramado. Em determinado momento, você começa a se perguntar se todos os personagens masculinos foram inspirados em caricaturas de folhetins da Globo — todos machistas, opressores, ou simplesmente inúteis. Inclusive o chefe da protagonista, que não faz absolutamente nada, mas ainda assim leva sermão. Merecido? Talvez. Convincente? Jamais.

A cereja do bolo (ou o prego no caixão) é a cena em que o caso é resolvido. Prepare-se para um plot twist que deixaria até os roteiristas de Chaves embaraçados: a jornalista simplesmente mostra um vídeo da internet para uma sobrevivente e, voilà, caso encerrado. Polícia? Para quê. Investigação? Bobagem. Evidências? Isso é coisa de gente que respeita o gênero policial.

As vítimas reais? Desrespeitadas. A inteligência do espectador? Insultada. A polícia? Um figurante cômico. O roteiro é tão raso que, com três dias de folga e um pacote de bolachas, qualquer ser humano alfabetizado escreveria algo mais digno. No meio da projeção, já não estava apenas decepcionado — estava indignado. Me sentia cúmplice dessa aberração, por tê-la permitido ocupar minha tela e, pior, meu tempo.

A cinematografia é uma ode à mesmice estética das novelas das 18h. A atuação beira o amadorismo estudantil. O roteiro parece ter sido concebido durante um surto de ego inflado, como se alguém tivesse tido uma epifania superficial de cinco minutos e achasse que havia resolvido os problemas sociais do Brasil — tudo isso sem sair do sofá.

Não me dei ao trabalho de pesquisar o diretor, roteirista ou a mente por trás desse disparate. Mas, seja quem for, desconfie dela. No final, o filme tenta se levar a sério com um discurso moralista tão deslocado da realidade quanto o próprio enredo. É uma pregação vazia, tão descolada do caso real que beira a irresponsabilidade.

Se arrependimento matasse, eu estaria escrevendo esse texto do além. Gastei meu tempo, atrasei meu trabalho, e ainda fui brindado com essa aberração cinematográfica. Se puder dar um conselho: não assista. Nem de fundo. Nem como castigo. Nem em transe.

Nota: 0.
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