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Leonardo Monte Marques
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5,0
Enviada em 24 de outubro de 2014
As palavras me fogem quando preciso falar sobre "Uma Lição de Amor", o motivo? Um dos melhores filmes que já assisti. Seria impossível não falar na atuação de Sean Penn, uma das melhores atuações na história do cinema (Minha opinião). Acredito que está seja a hora de revelar um segredo, em minha total e até então falta de conhecimento sobre filmes deste gênero, me pego em meio ao burocrático comprimento de atividades acadêmicas assistindo Uma Lição de Amor. Acredite, me castigo até hoje por até então não conhecer Sean Penn. Atordoado com minha inserção neste gênero, (movido por necessidade curriculares), me encontro pesquisando e descubro que nele também se destaca uma das atrizes em ascendência no mundo do cinema e deixo registrado uma das maiores atrizes de sua geração Dakota Fanning. Bem, deixando um pouco de lado minha clara admiração pelo filme gostaria de destacar a trila sonora do mesmo, que escolhas em? The Beatles, Paul McCartney, que riqueza sonora e como foi bem usada ao longo do roteiro. Cenas emocionantes, é claro para o grande público merecedoras de impertinentes lagrimas (Assim me senti). Jessie Nelson não me fazia lembrar muito confesso, ao não de Lado a Lado, acredito que deva ter sido um desafio a ela trabalhar com uma intensidade tão grande em certas cenas do filme. Dou merecidas 5 (Cinco) Estrelas, não por ser perfeito, sem falhas ou não perecível de crítica, por ser verdadeiramente uma lição de amor.
A atuação de Sean Penn em “Uma lição de amor” é excepcional e a história é bastante comovente, mas, se for para ser racional, spoiler: Lucy (Dakota Fanning) realmente não deveria ficar com seu pai. Mesmo sendo muito amoroso e esforçado, Sam (Penn) não tem capacidade intelectual para criar adequadamente a menina. Entretanto, como “tudo o que precisamos é amor”, viva! Êê! Como observação, achei a representação de Michelle Pfeiffer bastante realista, já que o comportamento da advogada Rita (Pfeiffer) não mudou radicalmente como seria em uma trama idealizada.
Nessa linda história de amor e família, o coração do telespectador bate acelerado a cada cena de amor entre Sam (Sean Penn) e sua filha Lucy (Dakota Fenning). Um filme que além de nos mostrar o quão importante é amar seu filho e cuidar bem dele para que no futuro ele se torne um lindo reflexo seu, mostra também o lado do bom senso e da justiça interligados. Ao conceber uma filha Sam percebe que arranjou uma companheira para vida que era apenas dividida entre trabalhar na cafeteria e se encontrar com seus amigos. Mas a alegria dura pouco pois as diferenças começam a surgir, e por ser deficiente mental Sam acaba perdendo a guarda de sua filha, e para assumir o caso como sua advogada ele procura e recebe a ajuda de Rita (Michelle Pfeiffer), que tem uma vida conturbada em casa e no trabalho. O amor é a lição dessa película, as cenas em que pai e filha estão juntos são memoráveis e muito especiais, lindas. E ao torcer por Sam conhecemos sua vida e de seus amigos, todos com algum tipo de deficiencia mental, ou física. A ficha técnica do filme conta com um cenário que se transforma conforme as emoções de Sam mudam. Direção e figurino impecáveis, as trocas de tomadas e de câmera são dignas de indicações a vário prêmios. Claramente a trilha sonora é magnífica e não seria diferente com esse filme que faz clara homenagem aos garotos de Liverpool, The Beatles não só faz parte da trilha como também de grande parte do ótimo roteiro. E um "gran finale" de crítica: Sean Penn, além de uma santa aula de atuação, drama, ele nos leva ao mundo de Sam facilmente, a cada cena vemos a força da personagem construída por ele e indubitavelmente para ele. A indicação ao Oscar é puro mérito e satisfação, pois a cada cena, a cada abraço em sua filha, ele nos passa a certeza de que o amor é a lição mais importante que um pai tem para ensinar a seu filho.
Um bom filme, mas com alguns probleminhas. A história, apesar de bonita é comovente é pouco crível, o personagem de Sean Penn, Sam Dawson me parece incapaz de criar um criança (praticamente sozinho) até os sete anos de idade. O filme também é grande demais, Pfeiffer está pouco inspirada e Penn, na sua já conhecida total doação ao personagens, acaba por dar um tiro no próprio pé com um personagem que é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que a perfeição com que ele interpreta um homem altamente problemático é admirável, também é problemática porque deixou o ator muito marcado, e eu já cansei de ouvir piadas zombeteiras em Hollywood sobre esse trabalho do ator. Um monte de comentários imbecis mas que estão aí. Dakota foi a mais bela supresa.
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