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Ophélie Renaud
30 críticas
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3,5
Enviada em 8 de setembro de 2026
Acho o filme interessante para entender a crise política brasileira que foi provocada pelo governo de Lula até a destituição de Dilma Rousseff e a eleição de Jair Bolsonaro. As imagens atrás do poder e as testemunhas pessoais de Petra Costa dão a essa história bem mais concreta e permitem sentir a desilusão de uma geração atachada à democracia após a ditadura. Acho boa a maneira como o filme liga a história familiar da realizadora às contradições políticas do país. Considerando o caráter engajado do filme que privilegia o ponto de vista do PT e dos simpatizantes e deixa menos espaço ao campo oposto ou aos erros dos governos que ele defende. Ele constitui uma porta de entrada para esse período de perspectiva pro PT.
Assisti muitas vezes e, cada vez que eu assisto eu percebo como o documentário foi coerente e condizente com a nossa realidade. Uma verdadeira aula de História . O legal de assistir agora é perceber como a História faz justiça, parafraseando Dilma Rousseff. E onde estão seus acusadores nesse exato momento?
Achei Democracia em Vertigem interessante, mas parcial. A diretora coloca muito da sua visão pessoal e da sua família, o que às vezes tira força do lado documental. Ao mesmo tempo, gostei de como mostra o clima de divisão no Brasil e a sensação de perda da democracia. Para mim, é mais um relato íntimo do que uma análise equilibrada.
Logo se vê pela recorrente ocultação de informações relevantes e até mesmo adição de informação falsas, que é um trabalho enviesado, sem credibilidade, provavelmente feito e financiado por pessoas de esquerda.
O documentário tinha tudo para ser excelente, entretanto é extremamente viesado e parcial.
Eu não sou defensor nem a direita, nem da esquerda, sou apartidário, entretanto o documentário tem um viés de parcialidade gigantesco, normatizando condutas criminosas que aconteceram nos governos, como Mensalão, Petrolão e Lava Jato, a justificativa da autora do documentário é que "acontecia em todos os governos, e só no de Lula foram atrás da corrupção".
Pois bem, então o erro é ir atrás dos criminosos? Isso fica mais claro quando pesquisamos quem é a diretora, Petra Costa é neta do fundador da Construtora Andrade Gutierrez, empresa cujos diretores e CEO foram condenados na Lava Jato...
Petra Costa é filha de Manuel da Silva Costa Júnior, deputado federal por MG, político profissional, desde 1983. Inclusive no documentário temos inúmeras cenas em primeira pessoa com Dilma e com Lula, o que mostra a proximidade da autora com essas figuras, causando uma cegueira que a impede de criticar objetivamente os erros do Governo PT.
Como eu disse no início, poderia ter sido um documentário excelente, se Petra Costa mostrasse a realidade dos crimes orquestrados por Lula e Dilma, não tiro o mérito das coisas boas que fizeram, entretanto condutas criminosas devem ser penalizadas, independentemente de quem as perpetre.
Mas não, a autora tentou relativizar os esquemas de corrupção e crimes, inclusive dando o mínimo enfoque possível, no fim, para ela, a culpa é do Temer e do PMDB (partido pelo qual seu pai foi deputado, inclusive).
Sinopse: A cineasta Petra Costa testemunha a ascensão e queda de um grupo político e a polarização do Brasil.
Crítica: "Democracia em Vertigem", dirigido por Petra Costa, é um exemplo brilhante de como o documentário pode não apenas informar, mas também provocar reflexão. A obra é uma análise íntima e poderosa do tumultuado período político brasileiro, explorando não apenas os eventos, mas também as emoções que permeiam a crise democrática. É um filme que transcende o mero relato factual, transportando o espectador para dentro dos dilemas que marcaram essa fase da história do Brasil.
A direção de Petra Costa é habilidosa e envolvente. Sua capacidade de entrelaçar os fios complexos da narrativa política com elementos pessoais cria uma experiência cinematográfica rica e multifacetada. O uso de imagens de arquivo, intercaladas com entrevistas e relatos íntimos, oferece uma perspectiva profunda e reflexiva que muitas vezes escapa em documentários mais tradicionais. Petra não só apresenta os fatos, mas, convida o público a sentir a carga emocional por trás das decisões tomadas e das crises vivenciadas.
A maneira enigmática de produção destaca-se, especialmente, na forma como Petra Costa aborda temas delicados. A escolha cuidadosa das imagens, a construção de uma atmosfera de suspense e a edição sutil reforçam a sensação de que a democracia está, de fato, em um estado de fragilidade. Cada cena é meticulosamente pensada para evocar emoções e reflexões, fazendo com que o espectador se sinta parte desse momento histórico, quase como um personagem dentro da narrativa.
Além disso, "Democracia em Vertigem" funciona como um alerta para outras democracias ao redor do mundo. O documentário não se limita a uma narrativa local; é uma crítica abrangente sobre os perigos que ameaçam as instituições democráticas em diversas sociedades. A forma como é articula esses universais é particularmente impactante, trazendo uma relevância que ecoa além das fronteiras do Brasil.
Por fim, o documentário é uma obra essencial para quem busca compreender a complexidade da política contemporânea. A visão perspicaz e sua execução artística criam uma experiência memorável que não apenas informa, mas também instiga discussões importantes sobre a natureza da democracia. "Democracia em Vertigem" é, sem dúvida, um marco na cinematografia brasileira, um testemunho do poder do documentário como forma de arte e ferramenta de conscientização.
Pra quem gosta de ficção é uma boa pedida. Mas sem dúvidas tem muito viés ideológico que não retrata em nada o que de fato aconteceu. Uma coisa é inegável o Brasil está dividido entre esquerda e direita. Faço você pensar em um cenário hipotético, se o Brasil fosse dividido literalmente entre esquerda e direita, quem mora no sul fosse de direita e quem mora norte fosse de esquerda. O que você acha que aconteceria?
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