Assisti muitas vezes e, cada vez que eu assisto eu percebo como o documentário foi coerente e condizente com a nossa realidade. Uma verdadeira aula de História . O legal de assistir agora é perceber como a História faz justiça, parafraseando Dilma Rousseff. E onde estão seus acusadores nesse exato momento?
Achei Democracia em Vertigem interessante, mas parcial. A diretora coloca muito da sua visão pessoal e da sua família, o que às vezes tira força do lado documental. Ao mesmo tempo, gostei de como mostra o clima de divisão no Brasil e a sensação de perda da democracia. Para mim, é mais um relato íntimo do que uma análise equilibrada.
Logo se vê pela recorrente ocultação de informações relevantes e até mesmo adição de informação falsas, que é um trabalho enviesado, sem credibilidade, provavelmente feito e financiado por pessoas de esquerda.
O documentário tinha tudo para ser excelente, entretanto é extremamente viesado e parcial.
Eu não sou defensor nem a direita, nem da esquerda, sou apartidário, entretanto o documentário tem um viés de parcialidade gigantesco, normatizando condutas criminosas que aconteceram nos governos, como Mensalão, Petrolão e Lava Jato, a justificativa da autora do documentário é que "acontecia em todos os governos, e só no de Lula foram atrás da corrupção".
Pois bem, então o erro é ir atrás dos criminosos? Isso fica mais claro quando pesquisamos quem é a diretora, Petra Costa é neta do fundador da Construtora Andrade Gutierrez, empresa cujos diretores e CEO foram condenados na Lava Jato...
Petra Costa é filha de Manuel da Silva Costa Júnior, deputado federal por MG, político profissional, desde 1983. Inclusive no documentário temos inúmeras cenas em primeira pessoa com Dilma e com Lula, o que mostra a proximidade da autora com essas figuras, causando uma cegueira que a impede de criticar objetivamente os erros do Governo PT.
Como eu disse no início, poderia ter sido um documentário excelente, se Petra Costa mostrasse a realidade dos crimes orquestrados por Lula e Dilma, não tiro o mérito das coisas boas que fizeram, entretanto condutas criminosas devem ser penalizadas, independentemente de quem as perpetre.
Mas não, a autora tentou relativizar os esquemas de corrupção e crimes, inclusive dando o mínimo enfoque possível, no fim, para ela, a culpa é do Temer e do PMDB (partido pelo qual seu pai foi deputado, inclusive).
Sinopse: A cineasta Petra Costa testemunha a ascensão e queda de um grupo político e a polarização do Brasil.
Crítica: "Democracia em Vertigem", dirigido por Petra Costa, é um exemplo brilhante de como o documentário pode não apenas informar, mas também provocar reflexão. A obra é uma análise íntima e poderosa do tumultuado período político brasileiro, explorando não apenas os eventos, mas também as emoções que permeiam a crise democrática. É um filme que transcende o mero relato factual, transportando o espectador para dentro dos dilemas que marcaram essa fase da história do Brasil.
A direção de Petra Costa é habilidosa e envolvente. Sua capacidade de entrelaçar os fios complexos da narrativa política com elementos pessoais cria uma experiência cinematográfica rica e multifacetada. O uso de imagens de arquivo, intercaladas com entrevistas e relatos íntimos, oferece uma perspectiva profunda e reflexiva que muitas vezes escapa em documentários mais tradicionais. Petra não só apresenta os fatos, mas, convida o público a sentir a carga emocional por trás das decisões tomadas e das crises vivenciadas.
A maneira enigmática de produção destaca-se, especialmente, na forma como Petra Costa aborda temas delicados. A escolha cuidadosa das imagens, a construção de uma atmosfera de suspense e a edição sutil reforçam a sensação de que a democracia está, de fato, em um estado de fragilidade. Cada cena é meticulosamente pensada para evocar emoções e reflexões, fazendo com que o espectador se sinta parte desse momento histórico, quase como um personagem dentro da narrativa.
Além disso, "Democracia em Vertigem" funciona como um alerta para outras democracias ao redor do mundo. O documentário não se limita a uma narrativa local; é uma crítica abrangente sobre os perigos que ameaçam as instituições democráticas em diversas sociedades. A forma como é articula esses universais é particularmente impactante, trazendo uma relevância que ecoa além das fronteiras do Brasil.
Por fim, o documentário é uma obra essencial para quem busca compreender a complexidade da política contemporânea. A visão perspicaz e sua execução artística criam uma experiência memorável que não apenas informa, mas também instiga discussões importantes sobre a natureza da democracia. "Democracia em Vertigem" é, sem dúvida, um marco na cinematografia brasileira, um testemunho do poder do documentário como forma de arte e ferramenta de conscientização.
Pra quem gosta de ficção é uma boa pedida. Mas sem dúvidas tem muito viés ideológico que não retrata em nada o que de fato aconteceu. Uma coisa é inegável o Brasil está dividido entre esquerda e direita. Faço você pensar em um cenário hipotético, se o Brasil fosse dividido literalmente entre esquerda e direita, quem mora no sul fosse de direita e quem mora norte fosse de esquerda. O que você acha que aconteceria?
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