O documentário tinha tudo para ser excelente, entretanto é extremamente viesado e parcial.
Eu não sou defensor nem a direita, nem da esquerda, sou apartidário, entretanto o documentário tem um viés de parcialidade gigantesco, normatizando condutas criminosas que aconteceram nos governos, como Mensalão, Petrolão e Lava Jato, a justificativa da autora do documentário é que "acontecia em todos os governos, e só no de Lula foram atrás da corrupção".
Pois bem, então o erro é ir atrás dos criminosos?
Isso fica mais claro quando pesquisamos quem é a diretora, Petra Costa é neta do fundador da Construtora Andrade Gutierrez, empresa cujos diretores e CEO foram condenados na Lava Jato...
Petra Costa é filha de Manuel da Silva Costa Júnior, deputado federal por MG, político profissional, desde 1983. Inclusive no documentário temos inúmeras cenas em primeira pessoa com Dilma e com Lula, o que mostra a proximidade da autora com essas figuras, causando uma cegueira que a impede de criticar objetivamente os erros do Governo PT.
Como eu disse no início, poderia ter sido um documentário excelente, se Petra Costa mostrasse a realidade dos crimes orquestrados por Lula e Dilma, não tiro o mérito das coisas boas que fizeram, entretanto condutas criminosas devem ser penalizadas, independentemente de quem as perpetre.
Mas não, a autora tentou relativizar os esquemas de corrupção e crimes, inclusive dando o mínimo enfoque possível, no fim, para ela, a culpa é do Temer e do PMDB (partido pelo qual seu pai foi deputado, inclusive).