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Milley9127
1 seguidor
2 críticas
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4,0
Enviada em 6 de agosto de 2026
Eu particularmente adoro filmes com a temática de restaurante/comida, e esse me surpreendeu bastante. Os plots foram sutis e a comida me deu água na boca (kkkk eu sei que não é o principal do filme), o humor do filme também é engraçado de certa forma, é um filme que sempre que posso revejo!
O Menu (2022) é um prato cheio para quem gosta de cinema que incomoda e faz pensar. À primeira vista, parece apenas mais uma sátira sobre como a elite é fútil, mas o roteiro vai muito além do clichê. O filme não critica os ricos apenas pela sua arrogância financeira; ele faz uma autópsia de como a obsessão, o ego e o esvaziamento da arte podem destruir o ser humano. E faz isso sem precisar de metáforas excessivamente difíceis ou de um vocabulário rebuscado. O coração do filme pulsa no embate entre o Chef Slowik (Ralph Fiennes) e Margot, vivida pela espetacular Anya Taylor-Joy. Sou fã de carteirinha da Anya (para mim, a atuação dela em O Gambito da Rainha é uma das melhores coisas já feitas na história das minisséries). Embora ela tenha começado a carreira em A Bruxa (um filme que, particularmente, acho bem fraquinho e arrastado, muito por ser o início de sua trajetória), em O Menu ela mostra uma maturidade artística gigante. Margot é a única ali que não pertence àquele mundo de aparências. Enquanto os ricaços tentam decifrar o "conceito intelectual" de pratos sem comida de verdade, Margot está com fome. Ela exige o básico que a gastronomia gourmet esqueceu: o afeto de alimentar alguém. A cena final do x-burger é o ápice disso; é a simplicidade e a honestidade derrotando a pretensão. Mas o que realmente me fascinou e traz uma camada única ao filme é o personagem Taylor. Ele é a representação perfeita do "fã tóxico" ou do consumidor obcecado, flertando claramente com características do espectro autista através de um hiperfoco violento. O hiperfoco de Taylor na culinária é tão absoluto que ele perde totalmente a empatia. Ele não quer tratar as pessoas mal por maldade; ele simplesmente entra em seu próprio mundinho e se desliga da realidade ao redor. Ele sabe o nome de cada técnica, decora cada detalhe, mas não enxerga o óbvio: que as pessoas estão morrendo ao seu lado. Para ele, o Chef não é um humano, é um deus. Quando Slowik o força a ir para a cozinha e expõe que Taylor é apenas um teórico medíocre que não sabe cozinhar de verdade, o mundo dele desaba. A perda de sua identidade e a humilhação o levam ao suicídio. Do outro lado da moeda, temos o Chef Slowik, o artista que virou monstro. Ele começou na cozinha por amor, fritando hambúrgueres felizes na juventude. Porém, a busca obsessiva pela perfeição e a obrigação de agradar uma elite insaciável (que não consome arte, mas consome status) secaram sua alma. O menu de morte que ele cria é sua obra-prima final, a única forma que ele encontrou de recuperar a paixão que o mercado roubou dele. Claro que o filme não é perfeito. Como ponto fraco, sinto que alguns convidados secundários, como o ator decadente e sua assistente, ganham pouco desenvolvimento para justificar o destino trágico que recebem. Além disso, o roteiro exige que aceitemos uma passividade extrema dos personagens ricos, que aceitam a morte sem esboçar uma reação física real contra os cozinheiros, o que pode quebrar um pouco a imersão de quem assiste. Ainda assim, os pontos fortes esmagam qualquer defeito. O ritmo é impecável, transformando um jantar chic em um thriller psicológico sem que a gente perceba a virada de chave. O Menu nos serve uma verdade que não dá pra digerir: quando a nossa paixão vira uma obsessão cega, nós deixamos de viver para virar apenas mais um prato no banquete da autodestruição.
Experiência ímpar! Equilibrio perfeito entre suspense e acidez. O desenrolar dos acontecimentos te prendem de tal forma, que não conseguimos parar de pensar no que está por vir. A narrativa não entrega tudo de mão beijada, portanto é importante assistir com certa atenção, pois muitas coisas aqui se escondem em detalhes que não são repetidos, se pegar pegou, se não, já era! Mas isso não atralhada em nada a experiência, pelo contrário, faz o espectador pensar e elaborar suas próprias teorias enquanto avança. Ademais, o filme é uma crítica á várias publicos da arte/cultura como um todo, e faz isso com maestria e pertinencia. Anya Taylor Joy está sensacional aqui!
Filme tinha tudo pra ser bom te prende,entendi a narrativa do pisciocopata que achei fraca,mas achei o final sem sentindo faz o telespectador de idiota!
Filme esta classificado como comédia ,mas e muito pesado, ,nao tem nada de comédia e sim um confronto ... e reflexão. Assustador aproximando ao terror..
Filme fica interessante quando você abre o youtube e vê " Detalhes do filme O Menu que você perdeu " pois lá o rapaz consegue explicar bem melhor as coisas que acontecem no filme, me senti honestamente burro pois senti muita dificuldade de entender as mensagens subliminares sozinho.
Mas quando você entende assistindo o vídeo, o filme até parece ser bacana, esse filme é para quem aprecia a arte, mas aprecia mesmo, sem conversas paralelas durante o filme, sem mexer no celular, sem acelerar o vídeo, pois a crítica é literalmente a pessoas que não dão mais valor a arte como deveriam dar, alguns só estão ali para falar que foram, outros já foram tantas vezes e nunca conseguem se lembrar de nenhum prato especial e único feito pelo chef.
Naõ sei se vale a pena você perder quase 2 horas para assistir, melhor pular logo pro video do youtube explicando o filme.
Fico me fazendo duas perguntas: A primeira: Como um filme pode ser tão ruim? Que filme chato. Terminei de assistir de raiva!
A segunda: Como podem atores tão famosos e renomados, se prestarem a ler o roteiro e toparem fazer essa porcaria? O valor pago a cada um deles deve ter sido astronômico.
Excelentes atores desperdiçados em um filme lamentável. Espero que o cachê tenha valido a pena.
O filme teve orçamento de pouco mais de 30 milhões de dólares e arrecadou 79,6 milhões. Realmente a população mundial está doente e cada vez mais idiota.
o filme tem um bom começo, um encadear interessante, diria intrigante e sagaz: fiquei cativado, sem sombra de dúvida. Depois surge a ideia de como tudo acaba - pensei: "não faz sentido!", pois se uma pessoa quer matar quem não a aprecia, e/ou destroi a sua arte, 70% das pessoas do planeta teriam de morrer!!! e aí, a partir daí, é "uma autêntica merda" ... dei dois pontos, pelo início, mas depois o filme não faz sentido nenhum, e tenho pena que actores tão excelentes se limitam a enredos tão desprezíveis e com extrema falta de imaginação... quem escreveu o guião merece um 0 para mim! o facto da moça se safar é previsível - a ideia veio-me logo após ver a foto do chefe no fastfood...
Suspense bem realizado, ótimas interpretações, e a cada prato servido, ficamos hipnotizados pelo que há de vir. As críticas sociais são claras, os toques cômicos ao mostrar a receita de cada prato, a esperteza da Margot em entender o que faria o Chef ainda humano e feliz, os funcionários absurdamente submissos, tudo isso faz do Menu um excelente filme.
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