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Ailson J.
2 seguidores
51 críticas
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4,0
Enviada em 8 de junho de 2025
O Menu, dirigido por Mark Mylod, é um filme carregado de simbolismo, com uma proposta clara: criticar a arte elitizada e a forma como os muito ricos se apropriam dela sem compreendê-la ou valorizá-la de verdade. Desde os primeiros minutos, essa crítica é colocada no prato, de forma direta, elegante e irônica.
A protagonista, interpretada por Anya Taylor-Joy, se destaca como uma representação do espectador comum — alguém fora da bolha da alta classe, que observa aquele mundo sem fazer parte dele. Sua atuação é excelente, com uma presença que contrasta com todos os outros personagens. Ela nos faz enxergar a artificialidade daquele ambiente e nos lembra o que realmente importa. A personagem dela é, claramente, o fio condutor emocional do filme.
O chef, vivido brilhantemente por Ralph Fiennes, é outro ponto altíssimo do longa. Sua presença é hipnótica e tensa do começo ao fim. Ele domina cada cena com calma e ameaça, e a cada novo passo, ficamos na expectativa — ou melhor, a cada novo prato kkkkk.
A direção de Mark Mylod merece muitos elogios. A estrutura do filme, dividida em mini-arcos que acompanham os pratos servidos, é inteligente e eficaz. Cada “curso” revela camadas dos personagens, e a forma como isso é apresentado torna fácil entender quem são, o que estão fazendo ali e o que representam na crítica maior do filme. A direção consegue esse equilíbrio entre tensão, sátira e narrativa fluida com muita habilidade.
Apesar disso, vale mencionar um ponto de questionamento: a acompanhante do ator decadente, interpretada por Aimee Carrero, é uma personagem que me parece deslocada dentro do contexto. Assim como a protagonista, ela não deveria estar ali na minha opinião, mas diferente da protagonista, sua presença não é explorada da mesma forma. Fica a sensação de que faltou algo nesse arco específico.
O final pode ou não agradar a todos, mas a simbologia do hambúrguer é clara e potente. Representa o momento em que o chef ainda sentia amor pelo que fazia, um retorno à simplicidade, ao prazer genuíno da arte culinária — antes dela ser engolida pelo ego e pela expectativa da elite.
O Menu é um filme que mistura crítica social, suspense e um toque de humor ácido com muita competência. Pode não ser do gosto de todos, mas serve um prato cheio pra quem curte cinema com camadas e significado. Vale a experiência — desde o aperitivo até a sobremesa.
Eu achei o filme deveras interessante, bem feito, com boas atuações e uma história intrigante. Não é perfeito, claro, mas ele te faz pensar bastante no propósito e na mensagem que ele traz.
Um suspense/terror com toques de comédia em alguns momentos. Destaque para atuação do Ralph Fiennes e da Anya Taylor Joy que conseguiram passar a mensagem metafórica.
" Atuações fortes e crítica mordaz, mas ritmo vacila em momentos-chave." Um restaurante de luxo, comandado por um chef excêntrico, oferece uma experiência gastronômica peculiar que expõe as falhas, arrogâncias e hipocrisias de seus abastados clientes. Com direção precisa de Mark Mylod, O Menu mistura sátira e suspense ao explorar o elitismo e a desconexão de classes. Ralph Fiennes entrega uma performance magnética como o chef Slowik, enquanto Anya Taylor-Joy é o contraponto que conecta o espectador à trama. A crítica social, embora contundente, por vezes é ofuscada pelo ritmo irregular.
Adorei o filme, de verdade! Não sei se original, mas quase genial a quantidade de metáforas feitas entre as histórias, os pratos e o comportamento humano.
Um filme mediano de suspense onde todos vão para uma ilha para uma experiencia gastronômica, porém durante o filme descobrem que aquela experiência não vai terminar bem, porém tem uma personagem que não estava prevista pra estar lá que atrapalha o chef... Filme é muito parado, porém mediano...
Uma história sobre idolatria e radicalismo contada do ponto de vista de uma coitada enfiada no meio de um monte de gente metida, que se acha com o rei na barriga pelos mais variados motivos. O personagem mais insuportável, crítica clara a galera da Internet, morre cedo, o que dá uma sensação de alívio já que é o personagem adulto mais chato já produzido. De resto, é isso. Bem dirigido, suspense bem construído e enredo legal, com referências variadas a grupos diversos, sendo que um monte de gente criticada está se sentindo representada na web. Piada pronta.
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