1917
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4,4
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Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 511 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de março de 2025
Sinopse:
Na Primeira Guerra Mundial, dois soldados britânicos recebem ordens aparentemente impossíveis de cumprir. Em uma corrida contra o tempo, eles precisam atravessar o território inimigo e entregar uma mensagem que pode salvar 1.600 de seus companheiros.

Crítica:
"1917", dirigido por Sam Mendes, redefine o gênero de filme de guerra com uma narrativa centrada na urgência e na fragilidade humana. O enredo acompanha dois jovens soldados britânicos, Schofield e Blake, em uma missão crítica: atravessar território inimigo em tempo limitado. Essa premissa simples transforma-se em uma experiência visceral, onde a tensão é palpável.

Mendes utiliza o formato de "plano-sequência" para criar uma narrativa fluida e imersiva, colocando o espectador na pele dos protagonistas. Cada movimento, batalha e silêncio se tornam significativos, permitindo uma conexão emocional profunda. George MacKay e Dean-Charles Chapman oferecem performances excepcionais, retratando autenticidade e vulnerabilidade.

A cinematografia de Roger Deakins contribui enormemente para a atmosfera do filme. A iluminação e a composição visual criam uma estética bela e perturbadora, refletindo a brutalidade da guerra e a fragilidade da vida. A trilha sonora, sutil mas impactante, intensifica a experiência, envolvendo o espectador neste mundo devastado.

Além de sua grandiosidade técnica, "1917" faz importantes comentários sobre camaradagem e sacrifício. Os laços entre os soldados ressaltam a humanidade em meio à desolação, mostrando que, apesar do horror, a esperança e a solidariedade prevalecem.

Em resumo, "1917" não é apenas um filme sobre a Primeira Guerra Mundial; é uma experiência cinematográfica que ressoa no coração do público. Sam Mendes oferece não apenas um olhar sobre a guerra, mas uma reflexão sobre coragem, perseverança e a essência da condição humana.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 29 de janeiro de 2025
O filme 1917, dirigido por Sam Mendes, é uma das obras cinematográficas mais impressionantes da última década dentro do gênero de guerra. A produção se destaca pelo seu estilo inovador de filmagem, com a impressão de ser um plano-sequência contínuo, o que aumenta a imersão do espectador na brutalidade e na tensão da Primeira Guerra Mundial. A narrativa de 1917 é relativamente simples, mas sua execução a torna extraordinária. O filme acompanha dois jovens soldados britânicos, Blake e Schofield, que recebem a missão de atravessar território inimigo para entregar uma mensagem crucial que pode salvar 1.600 vidas, incluindo a do irmão de Blake. A estrutura da trama, que se desenrola em tempo real, contribui para uma experiência angustiante e visceral.

O roteiro evita os convencionalismos dos filmes de guerra mais tradicionais, como sequências de batalhas prolongadas ou grandes discursos patrióticos. Em vez disso, 1917 se concentra na jornada pessoal e nas provações dos protagonistas, destacando o horror da guerra através da tensão psicológica e dos desafios físicos que enfrentam. A simplicidade da história, no entanto, pode ser vista como uma fraqueza por alguns espectadores, pois carece de subtramas mais complexas ou desenvolvimentos narrativos profundos.

George MacKay e Dean-Charles Chapman carregam o filme quase que inteiramente sozinhos, o que exige um nível excepcional de entrega e comprometimento. MacKay, em particular, tem um desempenho notável ao retratar a exaustão, o desespero e a resiliência de Schofield. Seu olhar perdido e sua postura abatida, que se intensificam ao longo do filme, transmitem o peso da guerra de maneira autêntica e comovente.

Chapman, apesar de ter menos tempo de tela, também convence como Blake, exibindo uma ingenuidade e um senso de urgência emocional que tornam sua jornada ainda mais trágica. As pequenas participações de atores como Benedict Cumberbatch, Colin Firth e Mark Strong adicionam uma camada de credibilidade ao filme, mas são meramente pontuais e servem mais para reforçar a sensação de que Schofield está constantemente cruzando o caminho de figuras de autoridade.

A trilha sonora de Thomas Newman é outro elemento crucial na construção da atmosfera de 1917. Ao contrário de trilhas grandiosas que muitas vezes dominam os filmes de guerra, a música aqui é sutil e cuidadosamente inserida para maximizar o impacto emocional das cenas. Os momentos de silêncio são tão poderosos quanto as passagens sonoras, pois permitem que os ruídos ambientes da guerra—explosões distantes, passos apressados, respiração ofegante—sejam sentidos com intensidade.

Destaque para a faixa "The Night Window", que acompanha um dos momentos mais belos e melancólicos do filme, quando Schofield atravessa a cidade em ruínas iluminada por sinalizadores. A música cria um contraste entre a beleza visual da cena e o perigo iminente, evidenciando o impacto emocional que a guerra causa nos indivíduos.

A cinematografia de Roger Deakins é, sem dúvida, o grande trunfo de 1917. O filme foi concebido para parecer um plano-sequência contínuo, o que exige um grau excepcional de planejamento, coordenação e execução. Embora cortes invisíveis tenham sido usados para unir diferentes tomadas, a fluidez da câmera dá a impressão de que tudo acontece em tempo real, mergulhando o espectador na jornada angustiante dos personagens.

A movimentação da câmera é hipnotizante, variando entre planos fechados claustrofóbicos nas trincheiras e vastas panorâmicas dos campos de batalha devastados. As transições são incrivelmente suaves, tornando a experiência cinematográfica ainda mais imersiva. A cena do rio e a sequência da cidade em chamas são exemplos primorosos da maestria de Deakins, combinando iluminação magistral e uma coreografia impecável dos personagens e da câmera.

O roteiro, coescrito por Sam Mendes e Krysty Wilson-Cairns, é eficiente e focado, priorizando a jornada física e emocional dos protagonistas. No entanto, algumas escolhas narrativas foram criticadas, especialmente no que diz respeito à precisão histórica.

O filme opta por um realismo estilizado, sacrificando detalhes históricos para maximizar o impacto cinematográfico. Por exemplo, a ideia de dois soldados cruzando sozinhos o território inimigo para entregar uma mensagem crucial foi considerada improvável por historiadores militares, que apontam que uma missão desse porte provavelmente envolveria mais homens e apoio tático. Além disso, a inclusão de um soldado indiano no regimento britânico sem uma explicação adequada também gerou debates sobre autenticidade histórica.

Mesmo assim, a abordagem do roteiro permite que a narrativa flua sem distrações desnecessárias, criando uma experiência cinematográfica mais sensorial do que expositiva.

O final de 1917 é profundamente simbólico e anticlimático no melhor sentido da palavra. Após finalmente entregar a mensagem e impedir o ataque, Schofield encontra Joseph Blake e informa sobre a morte de seu irmão. O momento é contido e sem exageros melodramáticos, reforçando a ideia de que, na guerra, sacrifícios individuais muitas vezes passam despercebidos em meio ao caos e à brutalidade do conflito.

A última cena, com Schofield sentando-se sob uma árvore e revelando uma foto de sua família, traz um raro momento de introspecção e descanso, sugerindo que sua jornada não foi apenas física, mas também emocional e psicológica. O desfecho é coerente com o tom do filme, evitando grandes discursos e enfatizando o impacto humano da guerra.

1917 não é apenas um filme de guerra; é uma experiência cinematográfica visceral e imersiva que redefine a maneira como esse gênero pode ser explorado. A combinação de uma cinematografia inovadora, atuações envolventes, uma trilha sonora impactante e uma narrativa simples, mas eficaz, fazem dele uma obra-prima do cinema moderno.

Apesar de algumas críticas quanto à precisão histórica e à simplicidade do roteiro, o filme cumpre sua proposta de transportar o espectador para o horror das trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Mais do que um espetáculo visual, 1917 é um lembrete poderoso dos sacrifícios e do sofrimento humano que marcaram um dos conflitos mais devastadores da história.
Ludgero B
Ludgero B

13 seguidores 102 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de novembro de 2024
filme muito bom demaaaaaaaaaaais, com uma edição mais que excelente uma obra de arte .dirigido por Sam Mendes que dirigiu 007 operação skyfall
Vito Zanotti
Vito Zanotti

3 seguidores 139 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de setembro de 2024
Filme muito foda

vc sente aflição e até aventura em meio ao tiroteio e desastre. Sem contar as cenas sem corte, onde vc se sente ali com o personagem em meio á toda guerra. Isso faz a atuação dos atores serem melhores ainda. Melhor detalhe do filme

Filme muito simples, mas não é pq é simples que não vai ser bem feito, muito pelo contrário. Um dos melhores filmes de guerra

Nota 9
Fernando Santos
Fernando Santos

8 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de maio de 2024
Muito bom gostei  assistir galera 
Maria Claudete R.
Maria Claudete R.

1 seguidor 25 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de dezembro de 2023
frases que marcaram: _há homens que só querem guerrear. e _essa guerra só acabará quando sobrar apenas um homem.
é muito sofrimento, como em qualquer guerra, jovens, quase meninos ainda, obedientes e determinados a ir enfrente.
Leandro Oliveira
Leandro Oliveira

10 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de março de 2023
Grande filme, retrata bem o horror da 1ª guerra, muito rico em detalhes, excelente fotografia e confesso que o estilo de filmagem deu muito certo.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de novembro de 2022
Sam Mendes surpreendeu ao humanizar um filme de guerra, abordando o assunto sobre as escolhas pessoais numa situação tão delicada, voltar para casa ou servir a pátria. A direção é perfeita acompanhando dois jovens em uma missão especial para salvar 1600 pessoas que iriam cair em uma emboscada. A fotografia do filme é impecável e enche os olhos sempre acompanhado por uma trilha sonora que encaixa perfeitamente em cada cena. A imersão na história é intensa, cheia de emoção e tem seus altos e baixos, claro, mas não perde a mão ao nos fazer refletir sobre um ambiente tão desolador e cheio de tristeza que é uma guerra, mas existe esperança numa caminhada desenfreada rumo ao sucesso de uma missão na escala pessoal na descoberta de um novo mundo.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de setembro de 2022
Quando eu assisto a filmes que se passam durante grandes conflitos, como a Primeira Guerra Mundial, sempre me chama a atenção o fato de que a batalha ocupa um pano de fundo. O foco principal se encontra nas histórias das pessoas envolvidas nos combates. Não é diferente com “1917”, filme dirigido e co-escrito por Sam Mendes.

Neste longa, iremos acompanhar os Cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) numa missão aparentemente impossível: eles devem cruzar o campo de batalha, correndo o risco de sofrerem ataques dos inimigos alemães, para entregar uma mensagem que pode impedir o massacre de 1.600 colegas do exército britânico.

A missão ganha um contorno ainda mais dramático quando consideramos que um dos integrantes do destacamento que eles tentam alcançar é o irmão do Cabo Blake.

“1917” é um filme que se destaca, principalmente, em dois aspectos: a edição e mixagem de som e pelas escolhas estilísticas de Sam Mendes. A jornada de Schofield e Blake nos é apresentada em planos sequências que chamam a atenção, não só pela coreografia das cenas, como também por terem a capacidade de nos inserirem no coração emocional desta história: o caráter pessoal que a missão dos militares adquire.
CalceViridi
CalceViridi

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de setembro de 2022
Muito bom! O filme tem uma ambientação e trilha sonora magnifica, fazendo grudar toda a atenção na cena. É uma história simples, porém muito bem trabalhada.
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