Midsommar - O Mal Não Espera a Noite
Média
3,2
764 notas

179 Críticas do usuário

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Cleiton
Cleiton

1 seguidor 82 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de janeiro de 2026
Fazia um certo tempo que eu ouvia falar de Midsommar por meio de críticas e comentários, então resolvi assistir e o filme me surpreendeu positivamente. Como fã do gênero, achei a proposta e a execução do diretor excelentes. Logo na cena inicial envolvendo os pais, já é possível imaginar o que vai acontecer, e isso é fundamental para explicar diversos elementos emocionais e narrativos que surgem depois. Há muito tempo o cinema explora a ideia de seitas sinistras, mas aqui a abordagem é diferente: a seita apresentada em Midsommar é provocativa, sádica e profundamente estranha, e o espectador absorve essa sensação aos poucos, quase sem perceber, como se fosse sendo envolvido pelo ritual junto com os personagens. Quando o grupo viaja para o local, um detalhe visual chama muito a atenção: os efeitos de câmera que mostram o céu totalmente branco dominando a estrada, funcionando como uma preparação psicológica para o que está por vir, e esses efeitos remetem diretamente ao Overlook Hotel de O Iluminado, de Stanley Kubrick, não pela ambientação em si, mas pela sensação de opressão criada através da luz, da simetria e da composição dos planos, onde o terror não se esconde na escuridão, mas se revela de forma clara, iluminada e constante. O filme também utiliza transições visuais com imagens convergindo, criando uma sensação contínua de distorção e desconforto, reforçando a ideia de um mal puro, explícito e solar. As atuações são muito boas, especialmente na construção do sofrimento emocional e do estranhamento progressivo, e a fotografia é impecável, fortalecendo essa proposta estética. Midsommar é um filme absurdo no melhor sentido possível: perturbador, impactante e extremamente bem executado.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 502 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de novembro de 2025
Sinopse:
Após vivenciar uma tragédia pessoal, Dani vai com o namorado Christian e um grupo de amigos até a Suécia para participar de um festival local de verão. Mas, ao invés das férias tranquilas com a qual todos sonhavam, o grupo se depara com rituais bizarros de uma adoração pagã.

Crítica:
"Midsommar", dirigido por Ari Aster, é uma obra que se destaca no gênero de terror, não apenas por sua trama, mas pela profundidade emocional que oferece. Ao contrário da abordagem típica do horror, repleta de sustos repentinos e criaturas grotescas, o filme se imerge em um crescente estado de desconforto que reflete a fragilidade humana diante da dor e do luto.

A narrativa começa com um evento trágico que afeta a protagonista, Dani, interpretada de forma magistral por Florence Pugh. O trauma que a personagem enfrenta, a perda de sua família, é um catalisador para a sua jornada ao que parece ser um simples festival na Suécia. No entanto, à medida que o enredo se desenrola, nos deparamos com as camadas de uma cultura estranha e perturbadora, que desafia os limites da normalidade e da moralidade. O contraste entre a beleza vibrante do cenário sueco e a escuridão das práticas do culto cria uma tensão palpável, levando o espectador a questionar até onde a devoção e a tradição podem ir.

Aster é habilidoso ao apresentar o tema do luto, utilizando o festival não apenas como um pano de fundo, mas como um símbolo do desespero de Dani em busca de pertencimento e compreensão. A relação dela com Christian, que se torna cada vez mais desgastada e egoísta ao longo do filme, reflete as dificuldades dos relacionamentos sob pressão emocional. O desprezo sutil e a falta de apoio do namorado se tornam uma fonte de angústia, destacando a necessidade de conexão humana em momentos de crise.

Visualmente, "Midsommar" é uma obra-prima. A cinematografia é rica em detalhes, capturando a essência do verão nórdico com cores vibrantes e uma iluminação que, paradoxalmente, ressalta o horror que se esconde sob a superfície sorridente da comunidade. A música e o design de som também desempenham um papel fundamental, contribuindo para a atmosfera de estranheza e crescente inquietação.

No entanto, o filme não é isento de críticas. Algumas escolhas narrativas podem parecer excessivas ou prolongadas, levando o espectador a uma jornada que, em certos momentos, se torna cansativa. A exploração de temas pesados em uma narrativa tão longa pode deixar alguns à margem, dificultando a plena imersão no terror psicológico que Aster tenta provocar.

Em suma, "Midsommar" é uma experiência cinematográfica que desafia as convenções do terror, usando a dor e o luto como pilares para uma história complexa. A habilidade de Aster em unir esses elementos, junto com atuações brilhantes, tornam o filme um exemplo notável de como o terror pode ser mais do que sustos e monstros: pode ser uma análise profunda da natureza humana, das relações e das tradições que moldam nosso comportamento.
Nicollas
Nicollas

11 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de outubro de 2025
É um filme diferente e bem bizarro, mas gosto de filmes assim que fogem um pouco da realidade.
Pra quem busca um filme eletrizante e cheio de ação realmente não vai gostar, mas pelo que o filme propõe é bem bacana.
A criatividade do roteiro é intrigante.
Aleandro ALmeida Andrade
Aleandro ALmeida Andrade

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de fevereiro de 2024
Excelente filme, mas precisa de um certo grau de entendimento exotérico retrogusmão, pois ele trata diretamente sobre a sócio endogamia da cultura eurooriental ligada diretamente ao abuso de drogas e brutalidade espiritual, quando não se pode tocar as músicas pouscas. O filme eleva levemente o raciocínio tatacaense de cada expectador... Vale muito apena ver com toda família.
Julio  C. Freitas
Julio C. Freitas

23 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de outubro de 2022
Muitos simbolismos, reflexivo e boas fotografias. Gostei da experiencia fora do habitual que este filme transmitiu.
Mauricio Pallegrini
Mauricio Pallegrini

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de agosto de 2022
A premissa é muito interessante. Porém tem varios absurdos durante o filme que te faz duvidar da inteligencia dos protagonistas.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 481 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de julho de 2022
Midsommar

"Midsommar" é escrito e dirigido por Ari Aster, sendo uma produção da A24 estúdio e foi lançado em 2019. O filme segue o casal disfuncional Dani e Christian, interpretados por Florence Pugh e Jack Reynor, enquanto viajam até uma ilha remota na Suécia para um festival de verão que ocorre uma vez a cada 90 anos. Lá, eles descobrem que os moradores do local escondem segredos e rituais perturbadores.

Ari Aster foi um diretor que me deixou completamente impactado em 2018 com a excelente obra-prima, "Hereditário". Um longa de terror psicológico, sobrenatural, sombrio, que se destacou como um filme que foge do trivialismo moderno dos jumpscare, e resgatou aquele gênero intrigante e perturbador que havia se perdido nos filmes de terror atual.

Dessa vez Ari Aster nos traz um terror folclórico que navega diretamente no drama, no mistério, com uma boa pitada do suspense, porém, sem deixar de lado aquele terror psicológico, que está diretamente relacionado ao sobrenatural, que nos aflige com o temor e a ameaça do perigo e da aflição. Por outro lado Aster ainda nos imergi no horror, nos confrontando diretamente com uma repulsa à um algo grotesco, oculto, sombrio, nos envolvendo em uma violência sangrenta com rituais satânicos e suicidas, com cadáveres e pedaços de corpos desmembrados - completamente bizarro!

Em "Hereditário", Aster utilizou uma temática sombria, obscura, soturna, gótica, em praticamente 100% do filme. Já em "Midsommar" ele nos traz um contraponto interessantíssimo ao nos confrontar com um ambiente totalmente imergido em um tom primaveril, com um cenário florido, colorido, vivo, alegre, divertido, que nos transmitia uma paz e uma leveza de um retiro espiritual. Por outro lado, todo este encantamento esconde algo surreal, imaginário, lúdico, ao nos confrontar com a beleza de um cenário primaveril com um festival de culto pagão escandinavo.

Este é o ponto de maior destaque no roteiro de Ari Aster, pois temos a primeira hora do filme totalmente voltada para a apresentação da personagem Dani (Florence Pugh), uma jovem estudante de psicologia que sofre um grande trauma familiar. O roteiro segue nos apresentando os seus personagens em meio às suas histórias, e nos evidenciando sobre o relacionamento conturbado e desgastado de Dani e Christian (Jack Reynor), ou seja, a primeira hora do filme prepara muito bem todo o terreno para o que virá a seguir. E o que vem a seguir é exatamente um roteiro que joga com as nossas expectativas o tempo todo, misturando imagens encantadoras da natureza com cenas brutais de terror psicológico e até gore. Somos impactados pela beleza de um lugar e o espírito acolhedor de uma comunidade que contrasta diretamente com seus rituais sanguinários, pois temos um ritual de suicídio, um ritual de acasalamento perturbador, uma coroação sinistra, juntamente com traições e assassinatos.

Florence Pugh é uma atriz jovem, bela, muito talentosa, que já nos entregou ótimos trabalhos como em "Adoráveis Mulheres" e "Viúva Negra", e ainda estrelará o elenco de "Oppenheimer", do Nolan, e "Duna: Parte Dois", do Villeneuve. Aqui Florence nos traz uma personagem que contrasta com o sofrimento e a felicidade, com a dor do seu trauma familiar e um conturbado relacionamento amoroso, ou seja, uma personagem que vive de remorsos e esperanças, que viaja para a Suécia em busca de uma paz espiritual depois de tudo que ocorreu em sua vida. Florence Pugh está perfeita em sua atuação, ela consegue transparecer todo o seu sofrimento e agonia juntamente com um sorriso feliz e esperançoso. Aquela cena inicial que ela chora desesperadamente pelo o que tinha acabado de acontecer é uma aula de atuação, feito com uma maestria impecável.
Jack Reynor (What Richard Did) tem uma química com a Florence Pugh em até certo ponto funcional, dado a todos os acontecimentos que eles se envolveram, ele também consegue segurar seu personagem, principalmente no último ato do filme, onde eu acho que ele entregou tudo que podia, porém é uma atuação apenas ok, daquelas que não se destaca mas também não chega a comprometer.
O elenco do grupo de amigos, que era composto por William Jackson Harper como Josh, Will Poulter como Mark e Vilhelm Blomgren como Pelle, estão ok, cumprem apenas as suas respectivas funções e nada além.

Tecnicamente o longa de Ari Aster é impecável.
Temos uma fotografia maravilhosa, prazerosa, estonteante, que se destaca em 100% das cenas, principalmente naquele ambiente primaveril, que possuía um contraste de cores vivas e vibrantes. A trilha sonora, composta pelo músico eletrônico britânico Bobby Krlic, é inspirada na música folclórica nórdica, e funcionou perfeitamente, casou muito bem com todos os acontecimentos que permeava a trama, uma trilha sonora uníssona. A direção de Ari Aster é muito competente, um trabalho de câmera impecável, que nos dava a exata dimensão de cada cena, cada acontecimento, com enquadramentos onde a câmera rodeava os personagens como se tivesse vida própria - sensacional! A direção de arte é muito bem feita, a cenografia é impecável, uma ótima montagem, uma ótima edição, uma ótima ambientação - realmente um grande trabalho técnico e artístico!

Não poderia deixar de mencionar o significado do título do filme - 'Midsommar' ou 'Midsummer' - que significa “solstício de verão”, celebração do meio do verão e é um dos principais feriados suecos. Acredita-se que o solstício é comemorado desde a idade da pedra, uma celebração pagã que a igreja cristã adaptou a seus modos para não precisar eliminá-los.

Ari Aster nos entrega mais um trabalho competente, primoroso, genial, conseguindo manter o nível do seu trabalho anterior e não descambar para o terror trivial e o clichê moderno - o quê pra mim já conta muito em sua pequena carreira cinematográfica. "Midsommar" é mais um filme que entra em minha lista como um ótimo terror psicológico e sobrenatural, que ainda mistura uma antropologia cultural com um final tragicômico - sensacional!

Parabéns Ari Aster, você acertou de novo. [23/07/2022]
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 31 de julho de 2021
Excelente. É um filme que te faz pensar bastante eu tive que pesquisar para entender algumas mensagens. Certamente Midsommar é ouro em comparação a média de filmes nesse mesmo gênero. Não posso deixar de mencionar a estética desse filme que é certamente uma das mais lindas que eu já vi!
Rr753168
Rr753168

5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de maio de 2021
Midsommar: Festival Perturbador e intrigante

Midsommar é um dos filmes mais perturbadores da década. O bom desse filme é que ele é sútil. O diretor não expõe muitas explicações, ele apenas as sugere e isso despertar uma grande dúvida em relação aos eventos. Pequenos detalhes desde do figurino a direção de arte contam uma história. A atuação da Florence Pugh é excepcional. O quê ela faz com a linguagem corporal é de outro mundo (É uma interpretação que merecia mais reconhecimento.

O filme tem problemas demais. Um deles é a longa duração de 2h30 que são bem cansativas, dava para tirar 50 minutos de cenas desnecessárias. O ritmo do filme tinha que ser mais objetivo, ele enrola demais. Tem momentos que perde muita a força, principalmente no final.

Nota: ⭐8/10
Antonio Hélder França
Antonio Hélder França

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de janeiro de 2021
Pra quem gosta de Horror tá bem servido, o Filme desperta todos tipos de sentimentos ruins, as pessoas parecem irritadas com o filme justamente por isso, o filme n desperta nenhuma emoção boa em vc, apenas tristeza, angústia, raiva, impotência, filme bem doentio, n faz o meu tipo, mas como é gênero horror, acho que fez o papel dele.
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