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antonio neiva de toledo tom
2 seguidores
44 críticas
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4,5
Enviada em 9 de julho de 2026
Um filme muito muito bom, atuações espetaculares, muito humano, um nível de realismo gigante. As lutas nem se fala, são muito boas, é um filme diferente sobre o Henrique V, conta sobre sua Ascenção, é legal! Só não é uma obra prima, mas quase do 5, , e de 0 a 10
O rei é um filme ambientado no início do século XIV e teve a direção de David Michôd que também participou do roteiro ao lado de Joel Edgerton. O filme conta a história de Hal (Timothée Chalamet) que herda de forma inesperada ( e mesmo contra a sua vontade) o treino da Inglaterra após a morte do seu irmão e do seu pai que já estava muito doente. Antes Hal vivia de farra e festas e agora se vê diante de um grande desafio em meio a uma Inglaterra envolvida em conflitos. A princípio o novo rei deseja paz ao seu reino. O filme é longo e torna-se cansativo, pois várias ideias são repetidas ao longo da trama. O primeiro e segundo ato são muito redundantes e se não fosse por isso, o filme ficaria menos longo. O longo tempo do filme não serviu para desenvolver se quer o seu protagonista. A princípio até iniciou bem, mostrando como era a vida de Hall e as suas aspirações, mas após o jovem assumir o trono, nada evoluiu. O protagonismo de Hall é bem meia boca, pois até na decisão da estratégia de combate, recaiu tudo para Falstaff (Joel Edgerton). As cenas de luta também deixaram a desejar. O que realmente salvou o filme foram as atuações de Chalamet e a boa participação de Robert Pattinson, como rei da França. A ambientação e fotografia foram ótimas.
Um bom filme medieval, figurino excelentíssimo, se quiser se entreter. Este filme é excelente, não espere precisão histórica em algumas coisas, mas ainda é um bom filme.
Filmaço, com uma super produção e uma história bem impactante trazendo um momento histórico e com uma bela lição de moral, nos mostra como a vaidade pode nos enganar com tamanha facilidade, como disse o Rei Salomão "Tudo é vaidade".
“O Rei”, filme original da Netflix dirigido por David Michôd, é uma adaptação livre das peças históricas de William Shakespeare, especialmente de "Henrique IV" e "Henrique V". A obra se destaca não apenas pela sua narrativa envolvente, mas também pela profundidade das atuações, a riqueza do roteiro, a trilha sonora marcante e a fotografia impressionante, que juntos constroem uma experiência cinematográfica memorável.
A performance de Timothée Chalamet como o príncipe Hal é um dos pilares do filme. Chalamet traz uma complexidade emocional ao seu personagem, retratando a jornada de um jovem que luta entre a pressão das expectativas familiares e seu desejo de se afastar do legado violento de seu pai. Sua transformação de um príncipe rebelde e despreocupado para um rei consciente de suas responsabilidades é magistralmente construída ao longo do filme. Ao lado dele, Joel Edgerton, na pele de Falstaff, oferece uma atuação robusta e carismática, proporcionando alívio cômico e, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre a amizade e a lealdade em tempos de guerra. O elenco de apoio, incluindo Ben Mendelsohn como o rei adversário e Robert Pattinson como o príncipe desonesto, contribui significativamente para a narrativa, adicionando camadas de tensão e complexidade à história.
O roteiro, escrito por David Michôd e Edgerton, é uma adaptação inteligente que preserva a essência do material original, ao mesmo tempo em que o torna acessível a uma audiência contemporânea. A trama é rica em conflitos políticos e dilemas morais, oferecendo uma crítica sutil à natureza do poder e da guerra. A construção dos diálogos é habilidosa, mesclando elementos poéticos com uma linguagem mais direta, o que facilita a conexão do público com os personagens. A narrativa fluída permite um desenvolvimento orgânico dos acontecimentos, levando o espectador a refletir sobre as consequências das ações de Hal e as complexidades da liderança.
A trilha sonora, composta por Nicholas Britell, é outro destaque do filme. As composições são sutis, mas impactantes, criando uma atmosfera que complementa as cenas de batalha e os momentos de introspecção. A música de Britell intensifica as emoções transmitidas pelos personagens, desde a tensão crescente durante as batalhas até os momentos de vulnerabilidade de Hal. Essa combinação de sonoridade e narrativa contribui para a imersão do público no mundo medieval retratado na tela.
A fotografia, a cargo de Adam Arkapaw, merece destaque especial. Arkapaw utiliza uma paleta de cores sombria e uma iluminação cuidadosamente planejada que refletem o tom sério e muitas vezes melancólico da história. As cenas de batalha são coreografadas de forma impressionante, capturando a brutalidade e a confusão da guerra de maneira visceral. Além disso, os ambientes históricos são retratados com riqueza de detalhes, desde os castelos imponentes até os campos de batalha empoeirados, criando uma autenticidade visual que transporta o espectador para a época.
“O Rei” é uma obra que transcende o mero entretenimento, oferecendo uma reflexão profunda sobre o poder, a identidade e os dilemas que cercam a liderança. A combinação de atuações excepcionais, um roteiro inteligente, uma trilha sonora envolvente e uma fotografia deslumbrante resulta em uma experiência cinematográfica rica e significativa. O filme não apenas captura a essência do drama shakespeariano, mas também ressoa com questões contemporâneas, fazendo de “O Rei” uma obra relevante e impactante. Para aqueles que apreciam narrativas complexas e cinematografia de alta qualidade, este filme é, sem dúvida, uma recomendação imperdível.
Criei uma conta somente para comentar este filme. Não conheço a obra de Shakespeare da qual o filme carregou sua inspiração ( apesar de já ter ouvido resenha) Eu particularmente gostei muito do filme, justamente pelo fato de conseguir compreender a obra e a tragédia Shakespeariana por trás da história. Tentarei ser breve em minha análise. Hal, se apresenta como um jovem que se auto exila da presença do Rei, seu pai, e que sempre está cercado de bebidas e farras. Apesar de ser o filho mais velho, com direito ao trono, ele não aspira por tal título devido ao seu ressentimento com seu pai e a sua intolerância com o regime de guerras civis que ocorreram durante seu reinado. A cena que é notoriamente a mais importante é a de seu pai morrendo, e ele expressando todo seu ressentimento no leito de morte de seu pai, com a declaração fulcral de que agora como Rei ele seria um governante totalmente oposto aos ideais de seu pai. Os eventos o levam a se tornar rei. Temos sensação de um crescimento de uma personalidade severa, apesar de jovem, que vai conquistando aos poucos o respeito de seus ministros e súditos, Hal deixa claro sua aversão pelas guerras, e queria um reino que promovesse a paz. Outra cena importante, é em que sua irmã lhe dá um conselho, para não confiar em ninguém. Por fim temos alguns eventos que o levam a declarar guerra contra a França, há algumas execuções de amigos próximos, e há um grande assalto contra o território francês, resultando em uma guerra sangrenta. Temos a personalidade forte do Delfim da França que sucumbi na guerra. Por fim o Rei francês se rende e se torna seu sogro, mais adiante sua noiva, a princesa expõe a versão francesa dos fatos que o levam a perceber que toda a guerra foi uma manobra política interna de seus ministros, ou seja, uma conspiração e manipulação dos fatos para que o Rei investisse nessa grande luta contra os franceses em contrapartida, terras e muitos rendimentos haveriam de lucrar. Conclusão, um Rei jovem, inexperiente, que criticava seu pai pelas guerras civis, fez igual a ele, ou até pior. Sangue inocente derramado, se sentiu manipulado e incapaz de reparar todo o dano. Aí que está a tragédia, ele fez pior do que o pai, e nós assistimos toda essa história com a sensação de que nascia um Rei bravo, forte, cavalheiro que defenderia sua honra e a da Inglaterra. Hal foi feito de bobo, e talvez tenha perdoado seu pai, mas seria impossível agora reparar toda sua miserável ação que culminou na perca de muitos homens, inclusive de seus amigos, tudo por ambição de seus ministros. Realmente, uma tragédia Shakespeariana.spoiler:
Timothée Chalamet traz uma construção de personagem diferente da costumeira neste tipo de filme. Ele nos apresenta um Rei jovem, que não está preocupado com justiça ou vingança, mas sim, em simplesmente não repetir o mesmo caminho que seu pai trilhou. O filme é um pouco arrastado para o público em geral, e contém poucas cenas de batalhas que normalmente habitam nesse gênero, mas a narrativa é muito bem construída. Robert Pattinson com pouco tempo de tela, surpreende. A fotografia e a trilha são muito boas. Gostei muito do que vi.
Muito bom, esse The King! Ótimas cena de batalha. Diáligos bem interessantes, principalmente no final. A cena entre o Rei e sua futura esposa, curta e intensa, é realista e carregada de dramaticidade. O filme talvez tenha pecado um pouco em relação a alguma historicidade, aqui e acolá, mas sem maiores prejuízos. A argumentação ficcional, em apoio e em torno da ideia central (e histórica), no fim das contas, é boa. Timothée tem ótima atuação como Henrique. Assisti pela segunda vez. Leva 4 estrêlas!
Producao grandiosa com grande empenho técnico. No entanto, o roteiro raso impõe soluções fáceis e superficiais a trama. Timothee l, reconhecidamente um bom ator, foi engolido pelo papel. Quando sobem os créditos, a inevitável sensação de frustração fica no ar. Mediano.
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