Pessoal falando que o filme é de comédia? Não vejo dessa forma, apesar de ter comédia, esta claro que a proposta do diretor é sobre a visão de uma criança sobre a guerra, que seria algo divertido e acredito que a comédia veio por essa visão, mas está muuuuito longe de ser um filme de comédia, até pq hora nenhuma do filme teve a intenção de fazer o público rir. É Drama na mais pura essência! Meu Deus, que filme perfeito!
O filme só começa a ficar interessante quando a mãe do moleque, morre, tenta parecer um filme engraçado mas o amigo imaginário do Hitler é bem ruinzinho e a judia lá, acaba sendo mais interessante do que o próprio Hitler, além disso o filme trata tudo com um humor em meio uma situação crítica deixada em segundo plano
Além do protagonista ser aquele exemplo de personagem clichê que é desmoralizado o filme todo, enfim, o filme não é ruim mas pelo fato de tentar humor e fugir do principal tema (Amigo imaginário de Hitler) fica muito broxante
Eu quase não acreditei, spoiler: mesmo vendo, que a mãe (Belíssima Scarlet) está pendurada pelo pescoço em praça pública, até a cena acabar eu estive torcendo para que fosse um pesadelo do personagem, no geral eu gostei das críticas e dessa forma irônica de ver a guerra.
Sinopse: Jojo é um garoto alemão solitário que descobre que sua mãe está escondendo uma garota judia no sótão. Ajudado apenas por seu amigo imaginário, Adolf Hitler, Jojo deve enfrentar seu nacionalismo cego enquanto a Segunda Guerra Mundial prossegue.
Crítica: "Jojo Rabbit" é uma obra ousada e provocadora que debate temas complexos através de uma lente inusitada e, por vezes, cômica. Taika Waititi nos presenteia com um filme que, ao mesmo tempo que faz rir, provoca reflexões profundas sobre o preconceito, a intolerância e a formação da identidade em tempos de guerra.
No centro da narrativa está Jojo, interpretado de forma encantadora por Roman Griffin Davis, que encarna a inocência e a confusão de uma criança dominada por ideais distorcidos. A relação dele com sua mãe, vivida por Scarlett Johansson, é uma das forças emocionais do filme, mostrando uma matriarcalidade forte que desafia o regime opressor e ensina empatia em um ambiente hostil.
A combinação do humor absurdo proporcionado pelo amigo imaginário de Jojo, uma versão caricata de Adolf Hitler interpretada por Waititi, é um dos elementos mais intrigantes do filme. Esse retrato surreal do líder nazista é uma escolha audaciosa que, longe de minimizar a gravidade dos eventos históricos, faz com que o público reflita sobre como essas ideologias podem ser destrutivas e absurdas. Waititi utiliza o humor como uma ferramenta não apenas para entreter, mas para permitir uma crítica incisiva ao fanatismo e ao nacionalismo exacerbado.
O filme também se destaca pela qualidade técnica e pelo design de produção. A estética vibrante e as cores saturadas contrastam com a dureza do tema, criando um ambiente que, embora leve, se sustenta em características sombrias da realidade da época. A trilha sonora, que mistura clássicos da era, insere o público ainda mais na atmosfera do período, enquanto os personagens, cada um com suas nuances, adicionam profundidade à narrativa.
Outro ponto forte do filme é a abordagem da amizade e da aceitação. A relação de Jojo com a jovem judia escondida, Elsa (interpretada com sensibilidade por Thomasin McKenzie), é um elo poderoso que desafia suas crenças enraizadas e lhe mostra a humanidade do “outro”. Através dessa interação, o filme invita o público a reconsiderar preconceitos e a buscar empatia em meio ao caos.
No entanto, "Jojo Rabbit" não está isento de críticas. Alguns podem argumentar que a mistura de comédia e temas tão pesados pode, em alguns momentos, parecer deslocada ou excessivamente leve. Ainda assim, essa abordagem única permanece como um forte chamariz e um sinal de que o cinema pode e deve explorar as complexidades da condição humana de maneiras inesperadas.
Assim, Taika Waititi entrega um filme que é tanto uma sátira quanto uma declaração de amor à humanidade. "Jojo Rabbit" convida os espectadores a questionar suas próprias crenças e a ver o mundo através de olhos mais empáticos, provando que até nas circunstâncias mais sombrias, a risada e a compreensão podem prevalecer. É uma obra que ecoa sua mensagem muito além das telas, nos lembrando da importância da tolerância e da aceitação.
Esse é , definitivamente, o filme que não promete nada e entrega tudo . Sempre tive um pé atrás por conta de achar que o filme era infantil e tal . No começo do filme mesmo pensei "qual a necessidade desse filme?!" . Mas conforme o filme desenrola vai ficando muito bom !! Sem contar na ótima atuação do mlk naquela idade ! 9.5 recomendo
Mesmo com uma grande carga dramática e de crítica, o filme é levemente engraçado e funciona muito bem como uma sátira. O humor ácido é bem empregado, não diminuindo o horror que a Segunda a Mundial causou. O elenco é exemplar e há destaque também para fotografia e caracterização.
Um filme maravilhoso. Fazer uma comédia sobre nazismo é uma tarefa arriscada, mas o filme acerta na medida, no deboche, na ridicularização. E após isso consegue aplicar, também na medida certa, a dose emocional, mostrando as perversidades da época. O que realmente faz o filme ser imperdível são os personagens, seja na relação entre o menino 'nazista' e a menina judia, seja na personagem de Scarlett Johansson que consegue no meio do caos manter um brilho de esperança, seja na de Rebel Wilson que consegue aplicar a comédia absurda como ninguém, seja no de Sam Rockwell, que em mais uma atuação excelente entrega o melhor personagem do filme. É um filme absurdamente bom e pelo tema, obviamente necessário.
É um filme que mistura comédia com a crítica, mostrando uma visão da imaginação infantil do nazismo e de como os nazistas enxergavam. Do começo ao fim é um filme intrigante e interessante, com diálogos que trás o lado fictício, juntando com a realidade e a crítica.
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