O vazio do domingo é um longa da Espanha que contou com a produção da Netflix. A direção e roteiro ficou com Ramon Salazar. Na trama, acompanhamos Chiara (Bárbara Lennie), uma mulher que foi abandonada pela sua mãe Anabel (Susi Sánchez) quando ainda era criança. Chiara resolve procurar a sua mãe e a convida para uma viagem isolada durante 10 dias sob termos que Anabel desconhece. O roteiro inicialmente é bastante competente em não entregar de cara tudo o que está acontecendo. O público deve ser paciente enquanto a isso, pois é exposto aos poucos. Isso gera um estranhamento das decisões iniciais tomadas pelas personagens, mas logo sao super justificáveis. Com diálogos difícil e por vezes competentes e outros até desnecessários acabam quebrando um pouco o ritmo do filme. Mas o ponto alto do filme é ver cenas de desconforto, principalmente causados por Chiara para a sua mãe. Outro ponto acertado para esse incômodo ter dado certo é o contraste social em que Anabel vive para com relação a sua filha. Mas essa relação vai se afinando aos poucos, de modo que nao vai ser resolvido ( esse filme nao é um drama da Disney). Tudo isso tbm dá certo pela boa química entre as atrizes. De modo que mesmo entendo que Anabel errou, não queremos o seu mal, mas o seu acerto com sua filha. A fotografia é excelente. Pois expõe cenários belíssimos das montanhas em que Chiara mora. O silêncio é contemplativo no filme. É puro cinema. Por falar nisso, a casa fechamento de cena temos o som e passagem de imagem como se fosse um máquina antiga de exposição de foto, e entendemos essa escolha, pois é uma das cenas mais belas do filme. Quando Chiara convida sua mae a assistir os slides com fotos e a sua mae sente que as memórias estão vivas. E estão. As memórias é algo vivo dentro da gente. Belíssimo. Enfim, o longo é a uma experiência subjetiva e é uma narrativa contemplativa. Muito diferente de qualquer produção atual. É pra ser sentida e refletiva durante a semana pós filme. Belissimo e belissimo filme.
Um filme para que ama arte, fotografia, cinema, escrita! Eu me senti parte da trama, senti que ao fim, também descobri uma parte de mim que há muito deixei para trás. O filme é repleto de silêncios e hiatos, por vezes me senti desconfortável, envergonhada, sem jeito. O sentimento que o filme quer passar é pálpavel. Chorei, ri, fiquei com raiva. Gente, sinceramente, esse filme é um espetáculo. Certamente não é do gosto popular, pois é um filme lento, sem adrenalina, muito reflexivo. Mas deixo aqui o desafio para aqueles que só veem um tipo de filme: Assistam e deixem a trama envolver vocês sem julgamentos! se deixe levar, explorar, entender e também dúvidar. Acho que vale apena.
Já vi várias vezes e a última vi a dimensão desse filme. Das primeiras vezes focava mais nos personagens, tensos, o falado, o silenciado, por fim as histórias de vida que se mostram num segundo plano. A questâo das classes sociais que se apresentam logo no início é a mudança de classe por parte da mâe que abandona tudo, estilo de vida e família. E o filme vai evoluindo e a gente percebe que ela começa a encontrar-se a si mesma qdo dança ouvindo Mana Cass. O final, seu olhar para casa denota que ela viu tudo que perdeuspoiler: spoiler:
Verdade seja dita eu vejo é inúmeras interpretações pra história desse filme. Pois um filme que não explica coisa com coisa...e que deixa muita coisa no ar é mesmo alvo infinitas interpretações. Eu particularmente vi até um possivel envolvimento sexual entre mãe e filha, eca! O que bastou pra ser um filme nojento! Esse filme no geral é uma bosta!
Geeeeeeeeennttee, como a usuária Silvia Z. chegou na conclusão de que os pais de Chiara eram Serial Killers? Acabei de assistir e amei! Filme muito contemplativo, melancólico, arrebatador mesmo com o seu ritmo... Daí entrei aqui pra ler as críticas e dei de cara com esse comentário(Silvia Z.), eu tive várias dúvidas durante o longa principalmente quanto o que realmente Chiara queria, mas pais assassinos? Oi?
Filme maravilhoso!!! O que uma mulher na faixa dos seus quase 60 anos, rica, elegante, de família importante pode ter a ver com uma jovem simples de um vilarejo afastado e que vive só? Muito mais que elas supunham, pois são mãe e filha. Uma mãe que abandona a filha ainda criança e o marido para tentar ter uma vida melhor. 30 anos depois a filha que foi criada pelo pai apenas, a procura. Sua única exigência era que passasse alguns dias com ela e nada mais. A mulher recuou a princípio mas em troca de um acordo contratual que ela e o marido a fazem assinar, ela aceita em troca da filha não exigir nenhuma herança em troca. O que se passa nesses dias em que ambas convivem é de emocionar. Aquela mulher fria aprende a ser um pouco mãe que ela não soube ser nem da filha atual. A filha permite-se ser cuidada ao menos um pouco. Mas o destino ainda reservaria algo para uni-las eternamente e quem ganha com isso é espectador.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade