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Mea A
1 crítica
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4,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2019
Antes de entender o sentido do filme, eu achei esquisito. Depois eu percebi que ele descreveu coisas do seu passado com muito sentimento de gratidão pela empregada que era quase mãe. O filme não relata uma história, mas sim, mostra fatos que ele recorda de sua infância. Assim interpretado ele é um bom filme, mesmo porque ele demostra um grande amor por ela. Mas realmente é um filme arrastado e poucas pessoas vão gostar. No final eu me perguntei: - E aí?. Mas depois de saber de quem o escreveu , percebi o meu erro de interpretação.Eu me cansei um pouco mas achei que valeu a pena.
Ao contrário do que muita gente pode pensar, o título Roma, do filme escrito e dirigido por Alfonso Cuarón, não faz referência à capital italiana, e sim a um bairro da Cidade do México, de classe média, e que fica próximo ao centro histórico da localidade. Foi neste bairro que Cuarón nasceu e cresceu e são as suas memórias que norteiam o que veremos no decorrer dos 135 minutos do longa.
A história é centrada em Cleo (Yalitza Aparicio, na sua primeira performance como atriz), que trabalha como babá e empregada doméstica numa casa ampla, povoada pelos patrões, pela mãe do patrão e pelos quatro filhos do casal. Além disso, o filme se passa numa conjuntura histórica interessante: em 1970 e 1971, época em que o México não só sediou uma Copa do Mundo, como também passou por mudanças políticas, que culminaram num dos acontecimentos mais trágicos da história do país, o massacre de Corpus Christi, que ocorreu em 10 de junho de 1971 – e que é retratado em Roma.
Fotografado em preto e branco, Roma se apoia em longos silêncios, que ilustram a rotina quase meticulosa e repetitiva de Cleo, que se divide entre os cuidados com a casa, com as crianças e com momentos de lazer. Apesar de estar sempre rodeada de pessoas, a verdade é que Cleo é extremamente solitária e uma sensação de melancolia nos invade quando percebemos que, além de se contentar com tudo aquilo com o qual é contemplada, Cleo não vislumbra para si melhores oportunidades. Ela está (ou acha que está) feliz onde está. Ela sente que deve ser grata por ter patrões que cuidam dela, que oferecem a ela um lar e que a tratam como se ela fosse de casa.
Mesmo assim, apesar de termos todas essas sensações, a verdade é que Roma é um filme que não aprofunda os conflitos internos de suas personagens, muito menos faz uma contextualização adequada que nos ajude a compreender as progressões narrativas. O longa vai se desenrolando sem maiores desenvolvimentos. Isso é, definitivamente, um problema. Entretanto, Roma não tem o objetivo, talvez, de explicar. O filme deseja nos causar sensações, nos colocar dentro das memórias afetivas de Cuarón. Nesse ponto, Roma é extremamente bem-sucedido.
Filme delicado que retrata o cotidiano da família, para pessoas que gostam de observar o comportamento humano sem a necessidade de um final com excesso de drama. EU gostei e meu esposo detestou.
O filme está sendo super comentado, fiquei esperando algo acontecer... Isso demora. Quando finalmente acontece percebo que tudo é representado sem nenhuma emoção. Achei meio impessoal. Mas também não assisti tudo. Não consegui.
Filme arrastado, com cenas desconexas e final tosco. Podia ter sido ao menos condensado para um curta metragem, A única coisa que surpreende é a fotografia. Filme cult para críticos.
Um filme DELICADO, do talentoso diretor Alfonso Cuaron, que mostra de uma forma delicada sob o olhar extremamente feminino do filme uma história de idas e vindas e a relação entre uma empregada e a família durante um ano e muitos acontecimentos que mudam suas vidas. Bela fotografia, edição de som juntamente com uma direção impecável resulta num filme inteligente, que vai envolvendo a gente de forma impactante por ser todo rodado em branco e preto. Grande chance de levar a estatueta de melhor filme e direção no OSCAR 2019. Nasce uma OBRA-PRIMA.
A rotina da vida da família de classe média exatamente como ela é! Muita sensibilidade, cuidado, poesia sem pretensão! Pra quem espera filme "americano"....vai se decepcionar, é claro! Uma bela e delicadíssima viagem ao cotidiano do meu passado e, claro, de tantas outras pessoas e famílias. Muuuuuuuito bom!!!!
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