Média
3,9
1147 notas
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Bacurau entrega uma fotografia impecável, marcada pelo majestoso bioma da caatinga. Utiliza cinematografia decente, embora não se possa dizer o mesmo especificamente do áudio, que é péssimo. As convincentes atuações de Thomas Aquino e Silvero Pereira são o que faz valer a pena assistir o filme. Sonia Braga cumpre o que dela se espera, porém Udo Kier não tem a mesma sorte, seu personagem Michael é unidimensional. O roteiro, que conta de maneira pouco criativa uma estória de
spoiler:
caçada humana
, tem o único mérito de ambientar-se no sertão. Acerta ao iniciar a narrativa de maneira arrastada, que ajuda a caracterízar um lugar onde o tempo passa devagar, assim como ao acelerar nas cenas finais de ação.
A dupla de diretores/roteiristas Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles parece mais preocupada em apresentar um panfleto político do que em contar a estória, e acabam sem fazer direito nem um nem outro. Sacrificam a coesão da narrativa ao introduzir diversos elementos: as desnecessarias, insistentes e variadas cenas de nudez, e os personagens prefeito Tony Jr. (Thardelly Lima) e o líder comunitário Plínio (Wilson Rabelo), que parecem existir apenas para dar dimensão política à obra. Entram no terreno político com o pé esquerdo, para dizer o mínimo, ao transformar em premissa a negação das multirracialidades brasileira e americana. A seguir, embarcam em sequencias de contradições: Ao mesmo tempo em que erguem barreiras entre os moradores de Bacurau e forasteiros, explicitam a total dependencia daqueles por produtos destres: de água a energia elétrica, de celulares à medicamentos. Recusam o armamentismo enquanto confiam nas armas para se libertar dos armamentistas.
, tem o único mérito de ambientar-se no sertão. Acerta ao iniciar a narrativa de maneira arrastada, que ajuda a caracterízar um lugar onde o tempo passa devagar, assim como ao acelerar nas cenas finais de ação.
A dupla de diretores/roteiristas Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles parece mais preocupada em apresentar um panfleto político do que em contar a estória, e acabam sem fazer direito nem um nem outro. Sacrificam a coesão da narrativa ao introduzir diversos elementos: as desnecessarias, insistentes e variadas cenas de nudez, e os personagens prefeito Tony Jr. (Thardelly Lima) e o líder comunitário Plínio (Wilson Rabelo), que parecem existir apenas para dar dimensão política à obra. Entram no terreno político com o pé esquerdo, para dizer o mínimo, ao transformar em premissa a negação das multirracialidades brasileira e americana. A seguir, embarcam em sequencias de contradições: Ao mesmo tempo em que erguem barreiras entre os moradores de Bacurau e forasteiros, explicitam a total dependencia daqueles por produtos destres: de água a energia elétrica, de celulares à medicamentos. Recusam o armamentismo enquanto confiam nas armas para se libertar dos armamentistas.
Filme fantástico, roteiro, direção, elenco, figurino, fotografia, tudo impecável.
Vale a pena ver 11 vezes ou até mais.
Vale a pena ver 11 vezes ou até mais.
Nunca vi filme pior, ta de sacanagem, horrível, produção muito, mas muito, muito RUIM. História de Sharknado é.melhor do q isso
Uma joia do cinema nacional! Desde Tropa de elite 2 não tínhamos um filme de tanta qualidade com todo os aspectos de um cinema bem feito. Elenco todo comprometido, uma fotografia linda e uma direção segura do excelente Kleber Mendonça Filho e contribuição do Juliano Dornelles, destaque para Sonia Braga e Udo Kier em atuações seguras e eficientes. Bacurau marca o cinema em 2019 e o coloca como um dos melhores desse ano.
O filme é tipo sessão da tarde com algumas sacadas a mais.
spoiler:
(semi-spoiler) O filme tem uma conclusão fácil, mas é o meio que tenta iludir o espectador (mas nem tanto, assim). O caso é que a história não entrega tudo de uma vez só e acaba passando falsos sinais só para instigar um pouco mais de "puxa, não era o que eu estava pensando". Parece que é de zumbi... Ah, não é... Parece que é de lobisomem... Ah, não é... Parece que é de borboletas... Ah, não é... (Acho que já deu pra sacar).
Tanto o espectador quanto os moradores de Bacurau vão descobrindo aos poucos as questões das mortes. Não tem tanta violência quanto achei que tivesse. E está mais para um filme de ação "revenge" que um filme de terror ou suspense.
Tanto o espectador quanto os moradores de Bacurau vão descobrindo aos poucos as questões das mortes. Não tem tanta violência quanto achei que tivesse. E está mais para um filme de ação "revenge" que um filme de terror ou suspense.
Não gostei. A atuação dos atores é muito boa. Mas a história é mal contada. Reviravolta do nada, ou não explicada. O temido Lunga, de quem tanto se fala no começo do filme, não faz nada. Não merece ser comparado aos do Glauber Rocha.
Muito bom. Um filme bom para se refletir, retratando um pouco do descaso do poder público e da União de moradores. E que alguns casos infelizmente ainda se retrata em nossos sertões.
Suspense brasileiro e nordestino, envolvendo mistérios de um pequeno vilarejo e estranhos acontecimentos. Bem diferente, com referências e olhares em relação às classes sociais e conflitos da sociedade. Interessante, visualmente bonito. Gostei.
bacarau, e ruim.... BEM ruim, tão simples quanto isso. Li aqui críticas elaboradas, só podem ser amigos dos envolvidos... (ironia). Li tb que o filme é panfletário ... nem isso ele consegue ser.
Iniciando pelo que não é subjetivo, o SOM é ruim como de filmes dos anos 70. Muitos diálogos tive que voltar para conseguir entender, sem contar o excesso de sotaque, que passa, afinal é cinema real.
A estória é ruim, com uma sequencia mal feita, tipo redação de escola, que quando vc percebe escreveu demais e corre para encerrar.
As interpretações, salvo uns dois, são péssimas.
Pouca vezes me senti tanto perdendo tempo... ruim demais....
São filmes como este que reforçam o discurso dos que são contrários as tão importantes leis de incentivo à cultura. Pena mesmo
Iniciando pelo que não é subjetivo, o SOM é ruim como de filmes dos anos 70. Muitos diálogos tive que voltar para conseguir entender, sem contar o excesso de sotaque, que passa, afinal é cinema real.
A estória é ruim, com uma sequencia mal feita, tipo redação de escola, que quando vc percebe escreveu demais e corre para encerrar.
As interpretações, salvo uns dois, são péssimas.
Pouca vezes me senti tanto perdendo tempo... ruim demais....
São filmes como este que reforçam o discurso dos que são contrários as tão importantes leis de incentivo à cultura. Pena mesmo
Gostei, diferente, criativo, bom nivel de suspense, atores benm qualificados e de acordo c personagens.
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