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Ricardo A.
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174 críticas
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4,0
Enviada em 5 de maio de 2018
Tive que assistir duas vezes para tirar conclusões mais definidas do trabalho. É uma obra extremamente aberta e isso gera milhares de interpretações. Se você não viu a explicação do diretor sobre o filme, certamente terá idéias sobre os simbolismos do filme que cabem em qualquer teoria, e foi isso que fiz quando vi pela primeira vez. A segunda vez eu já sabia o real contexto que o diretor queria que o espectador prestasse atenção, e dai foi muito mais fácil perceber a simbologia. Ou seja, o filme é surreal e trata sobre Deus e a Natureza (mãe), que na Wicca é considerada a grande deusa e realmente todo o perfil do filme da personagem condiz com ela, todo seu sofrimento, a vaidade de Deus perante suas criações, o desrespeito dos homens com a regras naturais, etc. Mas isso só fica totalmente claro se você já saber que o filme fala sobre religião, porque senão podemos partir para simbolismos da mulher no mundo paternalista, o culto a celebridades e os excessos do fanatismo de todas as formas. Jennifer Lawrence (mesmo sendo indicada ao Framboesa) eu considero que está ótima no papel, realmente visceral e com muitos momentos bem emotivos e chocantes. spoiler: A sequência da morte do bebê e depois seu canibalismo representando a comunhão é de arrepiar (nas duas vezes vistas) . Os efeitos visuais, e maquiagem bem como sua fotografia são muito boas deixando quase sempre em close e ângulos fechados. Ed Harris e Michelle Pfeiffer abrilhantam na atuação. Apenas Javier Bardem mantém aquele mesmo perfil carrancudo de seus filmes anteriores.O filme só não se torna uma obra prima, devido a dificuldade de entendimento dos arquétipos propostos, isso fez com que ou se amassem ou se odiassem o filme, e consequentemente não gerou o lucro esperado ao trabalho. Se o roteiro tivesse sido um pouco mais explícito, ou se até na sua divulgação tivesse já dado abertura sobre o que se tratava o filme sem tanto suspense, o espectador já iria assistir sabendo o que iria encontrar.
Entendi spoiler: que o filme se trata da Bíblia e tal, mas sinceramente a minha interpretação é sempre diferente, aconteceu o mesmo com o filme Diário de uma Paixão que eu achei que ela tinha se casado com o rico e por remorso esqueceu só depois me dei conta que era sobre ALZHEIMER,spoiler: . Esse a mesma coisa, pra mim o caos todo eram personagens do escritor que atrapalhavam a vida deles de casado e ela acabou se consumindo por nunca ter o marido. Sinceramente gostei mais da minha versão, alguém com mais alguma ideia maluca como a minha?
ODEIO filmes "Cults", que criam essa divisão de amado ou odiado, ou que exigem que pessoas se achem "melhores" culturalmente por apenas entendê-lo, entretanto, "Mother!" me prendeu desde do primeiro momento, com sua expectativa e roteiro no mínimo intrigante. Sim, confesso que, a priore, achava que fosse um filme de terror... E sim, também li algumas críticas - a maioria negativa - antes de assisti-lo, porém decidi assistir assim mesmo e me surpreendi bastante. Lawrence está magnifica em sua interpretação atrelada à um desenvolvimento que privilegia a protagonista, trazendo para perto de seu sofrimento o telespectador. "Mother!" choca ao retratar em apenas 2hrs, o que aconteceu/acontecerá com a humanidade em milhares de anos. É verdade, Aronofsky traz a tela uma "história simples", que a partir do momento em que você descifra os códigos entende facilmente o contexto dela, todavia, o filme ainda choca por expor de maneira tão crua a realidade metaforizada, trazendo à tona em quem ver uma reflexão acerca da humanidade, afinal, é sempre muito impactante ter nossas feridas expostas em nossa frente. Por fim, não creio em uma representação fiel do cristianismo aqui, Aronofsky abre margens - enormes - para a caracterização de personagens, principalmente o de Deus, spoiler: retratando ele como um ser egocêntrico ao lidar com a humanidade e todos os problemas - maior parte causadas por Ele mesmo. É uma visão do autor. Ademais, "Mother!" é uma excelente pedida para quem procura um filme intrigante, doloroso e inquietador de assistir, em determinados momentos de até se perder a paciência - com tamanha perplexidade dos fatos - para depois se criar teorias e surpresas - ou não - com o que foi narrado pelo filme. Falo por mim, em vários momentos levei minha mão a boca de tamanha surpresa, entretanto, reconheço que não é um filme para ser adorado, não se trata aqui de um blockbuster ou um filme para a academia. Apenas uma tentativa de produzir algo menos superficial.
Pior filme que já vi na vida! Perdi meu tempo vendo esse lixo! Horrivel. É decepcionante. Os atores cairam no meu conceito por ter aceitado interpretar essa porcaria. O Darren Aronofsky é um doente e psicopata, devia ser internado,gente que faz filme como esse não tem nada de bom pra compartilhar.
Que decepção e tragédia na vida de uma personagem que idealizava um recanto de paz e aconchego e de repente se vê em meio a um caos insano, fora do controle. Mãe! É muito profundo, cheio de camadas, simbologias que evidenciam um " eu" muito sofrido, arruinado, que vai muito além do que até seu diretor e roteirista declarou. Ele foi sábio nas declarações. Falou e cutucou, mas se falasse mais a outra metade do munfo cairia em cima dele ( já que metade caiu mesmo, e ele até tentou fazer Marketing disso, citando em teasers opiniões inversas sobre sua realização msis recente.). Mãe! nos convida verdadeiramente a reflexões profundas, bem mais do que " Aha, já sei, ali é Eva, aquele é Adão, aqueles ali são Caim e Abel...". Mãe é o retrato vivo, visceral, de várias experiências, vivências, opções humanas, culturas. E que roteiro afiado, direção extremanente inteligente, contando tudo do ponto de vista da pacata personagem de Jennifer Lawrence, o que aumenta a empatia com essa dedicada, frágil e tão digna de ser tratada com carinho, mas que é alvo de tsnto abuso e desprezo. Em uma linguagem distorcida, discorre sobre várias nuances do que nos é simplesmente jogado no nosso exercício de viver, jogado e que forna um mosaico catastrófico e num contínuo de piora. Jennifer Lawrence no tom certo, nada caricata, muito empática, como sempre, em suas personagens O problena de "mãe!" foi ter sido lançado num ano pesado em Hollywood. Aronofsky, que já em " Cisne Negro" fez críticas visionárias, aqui nos entrega uma obra prima que em slguns momentos até nos faz lembrar " Os Pássaros", de Hitchcock. Tivesse sido lancado uns dois anos antes, certamente filne, roteiro, direção, fotografia e atriz estariam no minimo indicados aos premios anuais Hollywoodianos. Como foi na curcunstancia do caos em Hollywood, 2017, restou-lhe ser ressaltado com cores berrantes , transformando Aronofsky num senhor rabugento que depois de " Cisne Negro" desandou a trolar Noé e depois falar mal de Deus e da Bíblia. As pessoas estão numa era de imediatismo, parar pra refletir só se for em romances ou questões já batidas pelo tempo. Aí perdem em percepção.
Provável que o melhor filme de 2017. Um experiência visceral. Do mesmo diretor de “cisne negro” que dessa vez não se acanha a recontar boa parte da Bíblia sem metáforas fofas. Uma atualização de uma história tão conhecida. Leva o espectador a ver a narrativa de modo muito mais impactante. Existe um profundo carinho cuidado com os detalhes do filme, enquanto os enquadramentos nos ajudam a entender melhor a história e a música serve para te deixar tão perdido quando a protagonista. Um filme “estanho” que vale a pena ser visto, justamente por toda sua estranheza. Tendo um primeiro e segundo ato aparentemente arrastados, aos espectadores que assim como a protagonista não estão entendo o que está acontecendo. É um terceiro ato chocante onde tudo é exposto pelas imagens e o caos narrativo
Realmente um filme difícil de entender e muito tedioso. Depois de 40 minutos, quase desisti de continuar. Fora que é difícil acreditar na passividade da protagonista, chega a ser surreal. Ótimo elenco, mas o roteiro é excêntrico.
O espectador precisa de, no mínimo, algum conhecimento de psicologia e psiquiatria para entender a mensagem do filme. O autor deve ter entrado em um surto criativo quando escreveu o filme, assim como o personagem de Javier Bardem.
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