Filho de Saul
Média
3,7
125 notas

22 Críticas do usuário

5
3 críticas
4
10 críticas
3
4 críticas
2
2 críticas
1
3 críticas
0
0 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de junho de 2016
Agonizante. Guerra. Judeus. Funeral. Religião. Pesado. Filho. Desespero. Perigoso. Nazistas. Parado. Sonolento.
Bruno Campos
Bruno Campos

630 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2016
Muito bom! Começo arrebatador, c/ uma câmera diretamente no rosto do protagonista, um dos judeus forçados a trabalhar por alguns meses antes de morrer, limpando os pertences dos mortos na câmara de gás num campo de extermínio na 2a Guerra. O oxigênio de Saul é apostar q um menino é seu filho, delírio q o impulsiona a tentar enterrar o filho c/ uma prece de um rabino, custe o q custar. O diretor húngaro coloca as cenas de puro horror embaçadas, atenuando bastante a angústia do espectador. Mais uma bela indicação ao Oscar de Filme Estrangeiro.
Anine W.
Anine W.

9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de fevereiro de 2016
Um filme pesado, muito pesado, como já foi dito. Não só pelas cenas chocantes e inconcebíveis a um ser humano, mostradas (e já vistas em outros tantos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial), porém aqui mais chocantes ainda, por mostrarem não só a mortandade em massa, o genocídio, mas os detalhes de
como FUNCIONAVA toda a engrenagem da máquina da morte, ou "Situação Final": as câmaras de gás.
Tudo funcionava sob o comando cruel, através do terror (prisioneiros executados sucessivamente às centenas por dia ou, individualmente, por simples prazer), dos berros constantes e bem audíveis dos soldados alemães, e da fraqueza física e psicológica. Muitas cenas foram desfocadas ou apareciam pela metade, para não se transformarem em algo extremamente mórbido. Este não era o objetivo do diretor.
O protagonista, Saul, era um Sonnderkomando, homens escolhidos aleatoriamente para fazer todo do serviço pesado, "sujo" de recepção aos prisioneiros desde a chegada em caminhões ou trens, obrigá-los a tirarem toda a roupa rapidamente, fazerem fila homens, mulheres e crianças misturados, recolherem no meio de suas roupas os objetos de valor (principalmente de ouro), enquanto um soldado falava em voz alta: "Rápido, tomem o banho, porque a sopa está esfriando!" E as pessoas, sem saber absolutamente o que estava acontecendo e porque estavam naquela situação, eram empurradas às centenas para dentro das câmaras de gás. Depois os sonnderkomandos fechavam as portas e aguardavam para recolher os corpos, arrastá-los pelo chão, empilhá-los num caminhão, que saiam rumo à etapa seguinte que era a cremação (havia outro grupo específico para esta "tarefa"), e, por fim, lavar tudo bem esfregado, porque o grupo de prisioneiros seguinte já aguardava sua vez. A estas cenas eu nunca tinha assistido de forma tão real. As cenas eram focadas a partir do personagem principal, Saul, num campo reduzido, quase que o tempo todo. Isto torna o cenário mais claustrofóbico. Esta situação diária a que estes homens eram submetidos, obrigados, transformou Saul em um ser letárgico, sem emoção visível, numa defesa de sua mente. Afinal, que ser humano sobreviveria incólume a tanta atrocidade? Mas todo este "esquema" repetitivo é quebrado por um menino que sobrevive (por pouco tempo). Saul, sem demonstrar qualquer sentimento de dor, inicia uma jornada constante e obstinada pelo enterro de forma digna e condizente com sua religião (que é a de enterrar o corpo com a benção de um Rabino). Para concretizar este seu pensamento fixo, e agora único objetivo de vida, empreende verdadeiras peripécias, arriscando sua vida e a de seus companheiros, sem pensar em mais nada. O personagem, até então muito bem caracterizado pelo ator Géza, perde-se um pouco na tentativa de compor um "pai" (no filme isto fica duvidoso, porque ele afirma que é, mas seus companheiros dizem: "mas você não tem filhos!") obstinado à procura do rabino para fazer o enterro. Falha do diretor (aliás, muitas falhas ou "furos" deixados) que dificultam ao expectador ter empatia total pelo personagem. No meio de um movimento de resistência e tentativa de fuga de seus companheiros de grupo, num trabalho de verdadeiras "formiguinhas", conseguindo um feito aqui, um material ali, com imensas dificuldades e perigos, ele se mostra TOTALMENTE INSENSÍVEL E ALHEIO, batalhando unicamente em prol de seu objetivo. NADA MAIS IMPORTA, nem mesmo sua vida.
A forma como tudo se desenrola, situações "mal contadas", como quando, do nada, larga seu trabalho de limpeza, sai e sobe num caminhão com um grupo responsável por executar tarefa diferente da dele e NENHUM SOLDADO LHE PERGUNTA: "onde você está indo? quem lhe deu a ordem?" Por muito menos, alguns foram fuzilados, sem tempo de responder. O diretor provavelmente quis mostrar um judeu convicto de suas crenças religiosas, capaz de qualquer coisa para realizar aquilo que considera certo. Este fanatismo leva o personagem a uma situação para FORA de todo a cruel realidade mostrada no filme, que é o extermínio em massa dos judeus e outras minorias, consideradas inferiores pelos algozes alemães do Terceiro Reich, como que em uma atuação em paralelo, um filme dentro de outro filme. Transforma o personagem em um ser único, independente, solitário em sua luta particular e egoísta. Não é possível a empatia com uma pessoa assim. Culpa maior do diretor que não soube integrar as duas situações paralelas, possíveis, porém mais próximas a um devaneio, a uma fuga do real, a uma imaginação beirando à loucura. Na cena final, é possível entender o personagem Saul, sua última vontade. Mas o filme em si deixa muitas interrogações, muitas incongruências, muitas incoerências, muitas falhas do tipo amadoras, como quando Saul, vestindo seu casaco marcado com o "X" vermelho às costas, relativo a sua função, sai, se infiltra em grupo com função diferente (para procurar um rabino), sendo o único com o "X" no meio deles, e fica incólume, sem ser questionado..
Rodrigo G.
Rodrigo G.

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2016
Meu deus, que filme pesado. Bastante audacioso, ainda mais por ser o primeiro longa do diretor, e consegue ser único e original em um tema que já foi tão explorado em filmes.

A proporção de tela em 1:37:1 em planos longos e fechados, onde só se vê o personagem principal em primeiro plano e o resto tudo fora de foco, te deixa completamente imerso no filme e dá uma sensação de confinamento desconfortável durante a obra inteira. Vemos o horror de Auschwitz em volta de Saul pelo seu ponto de vista, mas vemos pouco. Vemos mais o sofrimento do cara, de perto.

O filme inteiro é composto por curtos e nervosos sussurros alternados com gritos desesperados dos presos ou agressivos dos alemães, te deixando nervoso do começo ao fim, parece que você está lá no meio. É um filme difícil de assistir, incomoda muito, mas é uma obra prima.
Rodrigo B.
Rodrigo B.

3 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2016
Adoro filmes sobre a 2a guerra (A Lista de Schindler, O menino do pijama listrado, O pianista, dentre outros). Mas este é um péssimo filme! O roteiro é ruim, o ator tem a mesma expressão o filme inteiro, não há trilha sonora, é muito cansativo. Decepcionante. Não sei como foi indicado a melhor filme estrangeiro.
Abenon M.
Abenon M.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de fevereiro de 2016
Saul (Géza Röhrig) é uma espécie de Antígona moderna. Como a personagem de Sófocles, ele tem que escolher entre obedecer a lei da Pólis, no caso o estado totalitarista, ou a lei da Oykós, no caso a da familia e da tradição judáica.
Nelson J
Nelson J

51.034 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 10 de fevereiro de 2016
Fui assistir com muita expectativa devido a indicação ao Oscar. Muito abaixo do esperado, pois Labirinto de Mentiras não indicado e As 5 graças são muito superiores.
Neste filme sobre o holocausto, um judeu húngaro trabalha na limpeza da câmara de gás e do incinerador. Uma vida muito dura a espera da chegada da sua vez para ser morto também. Em uma destas limpezas de câmara, um jovem sobreviveu e os nazistas o asfixiam e pedem autópsia. Neste momento, Saul resolve que este corpo deve receber a oração de um rabino e ser enterrado apropriadamente, o que causa muita confusão e mortes, mas esta ideia fixa o leva a afirmar que era seu filho, embora ninguém tivesse notícia de ele ter um filho. No final, todos morrem durante uma fuga e o corpo do menino é levado pela correnteza de um rio.
O filme trata da falta de propósito e vazio destas vidas de limpadores de câmaras no aguardo das suas próprias execuções. Esta oração de rabino e enterro são os únicos propósitos da vida de Saul.
Há sequências tipo videogame e falta total de carisma dos personagens centrais, o que torna o filme exaustivo e pouco interessante.
Marco G.
Marco G.

540 seguidores 244 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de fevereiro de 2016
O favorito ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Com um cinema moderno de câmera no ombro em movimento, coloca o espectador dentro de Auchwitz. Sufocante.
Stanislaus  Kat
Stanislaus Kat

24 seguidores 82 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2016
Um drama produzido na Hungria, que retrata, sob o ponto de vista de um prisioneiro (Saul Ausländer), o cotidiano dos' Sonderkommandos' no campo de concentração de Auschwitz. 'Sonderkommandos' eram prisioneiros judeus usados pelo regime nazista em diferentes atividades nas fábricas da morte. A maneira como a câmera foi usada faz com que o espectador se sinta dentro desse cotidiano tenebroso, podendo para algumas pessoas ser uma experiência quase insuportável. Um excelente filme que mostra de uma maneira diferente o Holocausto, fazendo jus aos prêmios que vêm ganhando.
magelpi
magelpi

4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de fevereiro de 2016
Favorito ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Com um cinema moderno de câmera no ombro em movimento coloca o espectador dentro de Auchwitz. Sufocante.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa