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Natan Nunes
2 críticas
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4,0
Enviada em 20 de março de 2026
O filme tem um ritmo lento, com uma carga dramática forte, no decorrer da história vamos nos envolvendo nesse clima de drama, e nos tornando mais próximos do protagonista. A atuação de Casey Affleck realmente é marcante, soube interpretar com excelência um homem em luto constante e lidando com uma angústia terrível, é um filme que retrata a tristeza silenciosa, sem choros e desespero, mas uma tristeza muito real, possui um roteiro que mostra o ser humano como ele é, falho, inconstante, com vários sentimentos, bons e ruins. Uma reflexão sobre a vida, o luto e o comportamento das pessoas. Manchester a Beira mar é incrível! O Cenário da história é lindo .
Filme excelente, história muito intrigante do começo ao fim. Porém, sinceramente, eu estava esperando um desfecho melhor, ficou com um gosto amargo e triste. Talvez esse seja o objetivo, expressar o que realmente é a vida.
Manchester à beira-mar é um filme dramático que foi dirigido por Kenneth Lonergan, que também elaborou o roteiro. Vale lembrar que o filme recebeu x indicações ao oscar de 2017: melhor filme, melhor atriz coadjuvante (Michelle Williams), melhor ator coadjuvante (Lucas Hedges), melhor direção, melhor roteiro original e melhor ator (Casey Affleck). Levaram 2 estatuetas e foram as últimas duas categorias mencionadas acima. O filme conta a história de Lee (Casey Affleck) que é um zelador faz tudo na qual é bastante antipático e antisocial. Lee acaba sendo forçado a retornar para a sua cidade natal, Manchester por conta do falecimento do seu irmão, Joe (Kyle Chandler). Lee deve tomar conta do seu sobrinho adolescente, Patrick (Lucas Hedges). A grande problemática do filme é esse retorno de Lee, pois agora deve confrontar as razões que o fez se afastar da cidade. Lonergan nos oferece uma história rica e complexa do universo emocional, pois trabalha com a reflexão de como o passado pode ser algo difícil a ser superado, principalmente quando em situações traumáticas não conseguimos se quer perdoar a nós mesmos. A condução do filme é lenta e isso não é ruim, pois o filme não trabalha o suspense e sim um verdadeiro drama, e para um bom drama é necessário desenvolver bem os personagens. Texto e personagens são contemplativos. Aqui vemos a poderosa interpretação de Casey Affleck (merecedor do oscar) na qual nos mostrou a falta de traquejo entre um simples dialogo com todos os personagens do filme. Não apenas nos diálogos, mas até mesmo na sua postura retraída. Affleck não brilhou sozinho, o elenco de apoio foi brilhante com Michelle Williams interpretando a sua ex-esposa, Lucas Hedges trazendo conflitos e até mesmo um breve participação de Matthew Broderick. O filme é um drama de alto nível que nos vai oferecendo aos poucos um soco no fígado, na qual só vamos sentir a dor completa no seu último ato, na sua última cena.
É muito comovente o quanto uma tragédia pode mudar a vida de uma pessoa por toda a vida. Um deslize qualquer e tudo está completamente comprometido. Casey cumpriu e entregou o trabalho de sua vida. Vai ser difícil superar.
O grande destaque desse filme é Case Affleck no papel de Lee, um personagem depressivo e introspectivo interpretado de forma brillante pelo ator, a trilha sonora também é um grande diferencial, preenchendo adequadamente os momentos de silêncio do filme.
Cenas com gaivotas e neve acompanhadas de música de trilha sonora no estilo sacra abundam em um roteiro tedioso, que também abusa da quantidade de tragédias, bem no estilo dramalhão mexicano, do tipo desgraça pouca é bobagem. Reforçando a máxima de que nada é tão ruim que não possa ficar pior, a trama gira em torno de um personagem que perde três filhos, ainda bebês, em um incêndio que destruiu sua residência em que ele teve certa culpa pela ocorrência. Logo depois perde a própria esposa que abandona o casamento por não suportar sua depressão e a presença dele. Daí o cara tenta e não consegue suicidar e depois perde o irmão morre de modo prematuro, a única coisa que consegue fazer é se atormentar como zelador de um prédio, onde recebe um salário miserável. As paisagens com neve em Manchester são mostradas com bastante cuidado o que fornece algum prazer a quem assiste e a produção é excelente, mas o filme se arrasta sem humor e em meio a tragédias sucessivas, algumas verossímeis, outras forçadas. Direção firme e profissional que valeu indicação ao Oscar de melhor filme em 2017.
SENSACIONAL! Uma história um tanto confusa no início, mas que foge do drama óbvio, com atuações brilhantes, principalmente do personagem principal, que é bem enigmático, mas transmite toda dor e angústia apenas no olhar. Bem profundo
Manchester à Beira-mar é mais um triunfo do realizador Kenneth Lonergan. Um drama seco porém nunca apático, ainda traz uma performance centralizada realmente impressionante de Casey Affleck. Apesar de ser um filme indelevelmente deprimente que trata de coisas trágicas, o excelente argumento não se priva de boas sacadas de humor aqui e ali. Poderia ser um filme pretensioso e indulgente, mas Lonergan, apesar de se levar à sério, não quer estar acima de piadas de sexo, humor negro, auto sátira, e até um pouco de comédia física, mostrando controle e descontração com seu projeto. Povoado por personagens encorpados, o elenco ainda conta com a sempre competente Michelle Williams(que, apesar de passar um pouco do ponto em uma cena e outra, entrega bem o que é exigido dela), e o jovem talento Lucas Hedges, que quase rouba o filme. Esta é uma 'semi Obra-prima' com atuações de primeira, uma direção detalhada, e um roteiro sutil perspicaz o bastante para desenvolver bem uma trama que, embora pareça simples, é dolorosamente complexa. Manchester by the Sea é uma daquelas experiências agridoces que ficam com você dias após a assistida.
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