Manchester à Beira-Mar
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4,2
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59 Críticas do usuário

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Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de abril de 2017
Manchester by the Sea (no original) é mais uma grande obra cinematográfica composta de um drama que nos passa uma verdadeira obra de arte. Traçado em uma linha menos melodramática, o filme não tem a intenção de nos fazer chorar. Ele ocorre em um tom mais tocante e singelo, com doses verdadeiras de emoção e sensibilidade. Escrito e dirigido pelo diretor e roteirista Kenneth Lonergan, a trama gira em torno de Lee Chandler (Casey Affleck). Um jovem zelador que vive em Boston quando recebe uma ligação dizendo que seu irmão Joe Chandler (Kyle Chandler) havia falecido e então é obrigado a voltar para sua cidade para se despedir do irmão e cuidar de seu sobrinho Patrick (Lucas Hedges). O que ele não imaginava era que seu irmão o tinha nomeado tutor do seu sobrinho e ainda ele deveria voltar a morar em sua cidade natal, cidade essa que guardava o maior trauma de sua vida. Lee então começa uma relação muito difícil com Patrick, eles não tem nenhuma afinidade e a convivência entre eles seria muito complicada. Lee então volta para Manchester para colocar as coisas no lugar e cuidar de Patrick até que ele atinja a maioridade. O que ele não esperava era voltar a ter contato com Randi Chandler (Michelle Williams) sua ex esposa que juntos guardavam uma triste e dolorosa história. Casey Affleck esta completamente entregue ao personagem, ele mostra uma atuação realmente digna de um Oscar (eu não estou exagerando). Seu personagem é frio, reprimido, traumatizado e muito perturbado com os acontecimentos passados. Uma atuação pouca expressiva no sentindo do seu personagem não se desesperar com os fatos e entrega uma monstruosa interpretação. O que dizer da cena em que ele arranca a arma do policial e tenta tirar sua própria vida, ele mostra um total desepero. Destaco também a cena que ele esta na casa da Sandy parado na frente da mãe dela completamente paralisado e sem nenhum assunto, como se não fizesse nenhum sentido ele esta ali ou em qualquer outro lugar, ele não esnoba nenhuma reação. Casey realmente mostra um excelente trabalho, até por isso ele esta muito bem cotado para o prêmio de melhor ator e na minha opinião deveria sim ser o vencedor. Lucas Hedges é outro destaque, ele tem uma grande atuação. Seu personagem é um jovem adolescente de 16 anos que só pensa em se divetir e namorar duas garotas ao mesmo tempo. Ele mostra muita competência e se sai muito bem em suas cenas de adolescente rebelde e nas cenas mais dramáticas. Michelle Williams é a candidata á atriz coadjuvante, que na minha opinião é mais uma precipitada escolha. Vamos ser sinceros, ela tem uma grande atuação e mostra uma personagem ferida porem ainda forte (destaque para a cena com Casey onde ela desaba sobre o acontecido), Mas sua personagem aparece pouco e em alguns momentos do filme você acaba esquecendo dela, então não acho que é uma atuação para ser indicada (minha opinião). O filme conta ainda com Elise (Gretchen Mol), George (C.J. Wilson), Stan Chandler (Tom Kemp) e Mr. Emery (Stephen Henderson) que também aparece em Fences. Manchester à Beira Mar conta com a bela fotografia de Jody Lee Lipes, que trabalha muito bem as cenas de presente e as cenas em flashbacks e com uma trilha sonora mais pacata mas não menos expressiva. O filme entrega o que promete e passa uma trama pesada sobre perdas e recomeços com doses de amor e sensibilidade.
Marcos M.
Marcos M.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2017
Um homem carregando o peso da dor pela morte dos filhos se vê obrigado a cuidar de um sobrinho adolescente. Um drama de ótima qualidade, bem feito e com ótimas atuações.
Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2017
Desfiladeiro Dramático.

Casey Affleck interpreta Lee Chandler, um homem que precisa retornar a sua cidade natal após o irmão Joe Chandler (Kyle Chandler) falecer vítima de uma doença precoce. Seu retorno também é motivado por duas grandes responsabilidades, cuidar do sobrinho Patrick (Lucas Hedges) e lidar com as dificuldades oriundas do passado que o fez sair da cidade em que nasceu.

Embora seja uma premissa tradicional capaz de cair no lugar comum do melodrama, MANCHESTER A BEIRA MAR é a prova cabal de que muito pode se extrair de uma narrativa dramática. A complexidade e o cuidado meticuloso em contar o passado do protagonista é visivelmente marcante, nada se explica diretamente ou forçadamente, deixando diversos detalhes serem absorvidos pelo expectador, principalmente os mais maduros.

Lee Chandler é uma bomba atômica de sentimentos repreendidos que, ao serem plenamente entregues ao expectador, fica difícil imaginar como conviver com uma situação similar, dadas as vicissitudes que tornam a vida do personagem crível e realista. O roteiro do também diretor Kenneth Lonergan é impecável, bem costurado e mesclando de forma direta que nem tudo está perdido, apesar do sinuoso percurso.

Manchester a Beira Mar é um filme competente, conta com um elenco de peso e mostra como é fácil perguntar se a arte imita a vida ou a vida imita a arte.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de fevereiro de 2017
“Manchester a beira mar” é a prova viva que com simplicidade podemos fazer grandes obras cinematográficas, e é simplesmente essa beleza cotidiana que nos encanta, temos todos os elementos para ter um filme super dramático que vai fazer o publico chorar mas não, o filme até passa tristeza, mas também passa alegria, raiva, medo, angustia e um misto entre pessimismo e otimismo, pois “Manchester a beira mar” é um retrato da vida. Com um roteiro contando de forma linear com diversos flashbacks que vão dar contexto e conotações para acontecimentos no presente, mas tudo muito sutil, não temos flashbacks demais ou de menos, seu roteiro é extremamente preciso ao contar a historia de Lee Chandler (Casey Affleck), que é obrigado a voltar a Manchester para cuidar de seu sobrinho após a morte de seu irmão, e durante sua estadia começa a lembrar do seu triste passado na cidade enquanto enfrenta questionamentos no presente. É lindo ver como o filme relata tão bem o ser humano, este ser que é completamente falho, Lee é falho, vive arrependido e com remorsos de suas falhas, vive em duvidas e angustia sobre o presente e futuro, enquanto seu sobrinho vive as descobertas da adolescência enquanto se debate com a perca do pai e a falência emocional da mãe, “Manchester a beira mar” e seus personagens retratam a vida como ela é, e para deixar esses aspectos bem claros, o diretor Kenneth Lonergan entope o filme de cenas improvisadas e pequenos detalhes do cotidiano, como uma porta que trava ou um dialogo em que os dois não se entendem, até o dialogo dos filmes cheio de falhas, com palavras ditas erradas ou entediadas erradas, como eu disse, é um retrato da vida. A fotografia da película é muito boa, com uma paleta lotada de tons de azuis, e sempre muito clara, o aspecto do filme em geral é muito agradável, sua câmera simples e muitas vezes manuseada na mão da o tom da cena e sua ótima trilha sonora que vai deste Rock And Roll até lindas cenas com musicas incidentais é completamente maravilhosa e me surpreende não ter levado uma indicação ao óscar nesse quesito. Todas as atuações do filme são ótimas ou muito boas, não temos nenhuma atuação meia boca, vale um grande destaque a Casey Affleck que tem uma atuação maravilhosa, seu personagem reflete toda nossa angustia e desespero, mas ele é tão clamo e frio que ao mesmo tempo também transmite a nossa indiferença a vida, Casey atua como nós, ele não quer passar pelo que está passando, mas enfrenta como pode, sempre com uma cara deprimente um olhar sem animo, Casey felizmente recebeu uma indicação ao óscar, e também devemos dar os parabéns a Kenneth Lonergan, ótimo roteirista que agora se consagra de vez como diretor. “Manchester a beira mar” encanta, prende o telespectador e faz ele passar por todos os sentimentos possíveis, e a frase “A arte é a janela pra vida” nunca fez tanto sentido.
Jake D.
Jake D.

101 seguidores 109 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de fevereiro de 2017
Manchester a beira mar... neste filme, o Casey Affleck dá uma das melhores interpretações de sua carreira, provavelmente dessa vez ele irá levar o óscar. O filme conta a história de um homem chamado Lee Chandler (Casey Affleck), que é forçado a retornar para sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente após o pai (Kyle Chandler) do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisar enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes. A direção deste filme é do Kenneth Lonergan, e ele faz um excelente trabalho aqui, os movimentos de câmera são muito bem pensados, ele faz com que a narrativa te prenda do início ao fim, e a edição é muito bem fluída. O roteiro também é de destaque, os diálogos são extraordinários, e o final é sensacional. Há algumas cenas que não são necessárias para a história, o filme poderia ter uns 10 minutos a menos, mas isso não irá te tirar do filme. As interpretações são todas muito boas, a Michelle Williams está muito bem aqui, mas o melhor de todos é sem dúvidas o Casey Affleck, que dá uma das melhores interpretações de sua carreira. Visualmente o filme é deslumbrante, a cinematografia é praticamente um colírio para os olhos de tão linda que é, e a trilha sonora é perfeita. Manchester a beira mar é um excelente filme que consegue ser cativante e emocionante, Casey Affleck está em um de seus melhores papeis e provavelmente irá levar o óscar. Recomendo!
Bader
Bader

11 seguidores 64 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2017
Filme muito impactante, que deixa o espectador angustiado com a imensa dor da perda. Mas diante de uma tragédia na vida, são os laços familiares e as relações sociais, incluindo a Igreja, que fornecem alguma sustentação e sentido para a vida. Neste aspecto, o filme tem uma defesa velada da conservação dos laços sociais, em um lugar onde as pessoas se conhecem pelos sobrenome das famílias, e os amigos estão presentes nos momentos mais difíceis. Uma bela fotografia e uma atuação do Affleck que expressa um profundo vazio existencial.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2017
Um bom filme. Um drama na vida de um homem que sofreu um grande trauma, que ele assume como sua culpa. Com excelente direção e ótimos atores. Casey Affleck, ator principal, que faz o personagem Lee Chander, dá um show de interpretação. Não é um filme caro. Sem efeitos especiais, sem cenários caros, mas com uma dramaticidade incrível. A história é comum, numa cidade americana comum, com pessoas comuns. O personagem principal vive da pesca, junto com seu irmão. Após o trauma, muda de cidade e vai exercer a função de zelador de prédios. Seu temperamento é tímido, retraído, mas explosivo e indelicado e as vezes grosseiro, quando a situação pede calma. É o tipo de filme que não sai de sua cabeça. Isso é bom. Para quem gosta de cinema de qualidade, vale a pena.
João victor c.
João victor c.

3 seguidores 13 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2017
Kenneth Lonergan dirige o filme de forma extremamente melancólica mas nunca apática, o filme não se preocupa em fazer o telespectador chorar, antes ocupa o tempo explorando os dramas do personagem Lee Chandler, um ser humano completamente destruído por conta de escolhas ruins do passado.
É um filme simples para pessoas comuns, é sobre o luto e a forma com que cada um supera isso (ou não), a identidade dos personagens pode fazer com que várias pessoas se sintam representadas nesse filme. O contraste é visível no filme, a jovialidade de Patrick e a depressão de Lee, até em alguns flashbacks que mostram como tudo era antes de certas coisas acontecerem.
Pegue a série Bloodline e misture com Little Miss Sunshine. Esse é o nosso filme.
AndréL0pes
AndréL0pes

41 seguidores 104 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de fevereiro de 2017
Gostei muito do filme, o roteiro me prendeu, mas acima de tudo a atuação do Casey Affleck me fez achar um filmaço, com certeza é forte candidato ao Oscar de melhor ator.

spoiler:
spoiler:

A angústia e as dores que ele guarda e que o fizeram fugir de tudo aquilo que faz ele lembrar do passado são tocantes e o filme não é melodramático, ele é simples, duro e verdadeiro, a melhor cena pra mim foi quando ele explica ao sobrinho que não superou.
Davison P.
Davison P.

167 seguidores 132 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2017
Manchester A Beira Mar
Lee Chandler (Casey Affleck) é um zelador de condomínio nos EUA, vivendo uma vida solitária e com muito serviço pra fazer nos apartamentos, recebe a notícia de uma doença cardíaca de seu irmão Joe Chandler (Kyle Chandler) que tem um filho Patrick ( Lucas Hedges) e a situação é meio grave e talvez ele não tenha muito tempo de vida, ao decorrer da história flashbacks vão rolando, mostrando que Lee tinha uma família, era casado com Randi (Michelle Williams) e tinha 3 filhos, mas vive sozinho atualmente, depois de um certo tempo Joe morre e Lee precisa ir para Manchester na Inglaterra cuidar dos preparativos e ser o tutor de Lucas que está com 16 anos, um jovem ativo que pratica Rocket, basquete e tem uma banda, ele volta e precisa encarar seu passado sombrio que o afeta nos dias atuais, um terrível acidente doméstico que ceifou a vida de seus filhos e afastou sua esposa, lidar com um velório no inverno rigoroso, onde talvez tenha que deixar o corpo num freezer da funerária, pois é impossível fazer um buraco com a terra congelada e as questões emocionais e o futuro do sobrinho. Bom galera esse filme teve 6 indicações ao Oscar 2017, na minha opinião é melhor que a chegada e La La Land, apesar de gêneros muito diferentes, Até o último homem fica em primeiro e Manchester a beira mar em segundo mas falta alguns dá lista pra eu acompanhar, o filme tem uma das fotografias mais magníficas que eu já vi, os atores indicado ao Oscar mereceram realmente estarem ali, Casey Affleck faz um homem frio que foi moldado pela dor dá perca dos filhos, e faz uma das cenas mais incríveis que eu já vi, um depoimento do acidente doméstico e em seguida uma tentativa de homicídio que impacta o telespectador. Bom galera recomendo.
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