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Maria Luiza Reis
1 crítica
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2,5
Enviada em 19 de janeiro de 2025
Numa época que os EUA começaram questionar a guerra do Vietnam, uma crítica à guerra com uma visão 100% norte americana. Para quem não é americano, não emocionou.
A música e as coreografias são muito boas para época, reconheço que ainda não entendi a letra da música tema.
Belo, sensível e atual! Em plena era de guerra do Vietnã surgia o movimento hyppie que era mais do que um movimento de liberdade sexual (não que isto seja pouco), era um movimento em busca dos valores que não se podem comprar no mercado: amizade, confiança, liberdade, felicidade, amor e rebeldia. Não a rebeldia sem causa, mas a rebeldia contra os valores que os valores fúteis... os valores yuppies daqueles que hoje são os "homens de Chicago".. aqueles que ficaram no passado e não conhecem a amizade real!
HAIR foi originalmente um musical da Broadway, lançado em 1967, no bojo da contra-cultura , do pacifismo e da contestação à Guerra do Vietnã, sob os "slogans' do "PAZ E AMOR" e "FAÇA AMOR, NÃO FAÇA A GUERRA" veiculados pelo movimento hippie. O título do filme, "cabelo", refere-se aos longos cabelos da maioria de suas personagens e que, na época, eram uma forma de contestação aos valores sexistas da sociedade tradicional, além de uma manifestação da estética adotada pela juventude . HAIR, produzido na década de 1980, é o fiel retrato de uma época em que se consolida o poder da flor e que, pela primeira vez na história, os jovens do mundo todo assumiram uma postura crítica e ativa: já não eram mais os jovens rebeldes da década anterior (1950), eram jovens genuinamente revolucionários. A sua atitude deixou de ser pautada por um pacifismo apenas conformista, deixou de ser passiva e desengajada, a sua crítica passa a ter consistência. Em várias partes do mundo os jovens demonstram que já tem consciência de sua própria força, participando nus no Central Park de manifestações contra a Guerra do Vietnã (1968) ou então de manifestações em prol dos direitos civis dos negros no sudeste dos Estados Unidos e contra o Apartheid na África do Sul. O que nós podemos vislumbrar, além dos conflitos internos intrínsecos das personagens, é o conflito social e o choque cultural inerente a esta época, o que nos faz afirmar que existe uma grande dose de universalidade no filme HAIR, pois os ideais de seus jovens personagens são também os ideais de todos os nossos jovens que resistiram à ditadura e que procuraram democratizar as relações intersexuais , questionando os papéis homem/mulher, interaciais, religiosos e políticos.
-Filme assistido em 11 de Março de 2016 -Nota 7/10
Outro fantástico musical lançado na época em que o gênero ainda tinha fôlego em Hollywood. "Hair" nos passa uma ótima mensagem,que é até hoje é válida.O filme explora temas como sexo,homossexualidade e drogas,tudo de uma forma clara além de músicas. Os personagens são cativantes, muitos deles desconhecidos,que acabaram migrando do Teatro para o Cinema.
Um dos meus favoritos, um clássico moderno por diversas cenas e pelo todo da obra, ainda que em muito diferente da peça de teatro que originou o filme. . Além da abertura antológica, Age of Aquarius, gosto especialmente das cenas que se desenvolvem com as músicas I got life e Hair. Sempre recomendável assistir em um tempo em que muitas das críticas do filme ao establishment continuam atualíssimas...
Um filme belo e sensível, que resiste ao tempo, na sua mensagem de paz e amor da geração hippie, na rebeldia da juventude contra o establishment e, especialmente, da guerra do Vietnã. Direção inspirada de Milos Forman, excelentes fotografia e trilha sonora e bons desempenhos de John Savage, Treat Williams e Beverly D'Angelo.
Um dos meus filmes favoritos! Musical de primeira qualidade, história pertinente e uma equipe de atores novatos mas extremamente competentes. Destaque para a cena final, os soldados entrando no avião a caminho da morte. Treat Williams na sua melhor atuação.
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