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Luiz Cappellano
63 seguidores
104 críticas
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4,5
Enviada em 31 de março de 2016
HAIR foi originalmente um musical da Broadway, lançado em 1967, no bojo da contra-cultura , do pacifismo e da contestação à Guerra do Vietnã, sob os "slogans' do "PAZ E AMOR" e "FAÇA AMOR, NÃO FAÇA A GUERRA" veiculados pelo movimento hippie. O título do filme, "cabelo", refere-se aos longos cabelos da maioria de suas personagens e que, na época, eram uma forma de contestação aos valores sexistas da sociedade tradicional, além de uma manifestação da estética adotada pela juventude . HAIR, produzido na década de 1980, é o fiel retrato de uma época em que se consolida o poder da flor e que, pela primeira vez na história, os jovens do mundo todo assumiram uma postura crítica e ativa: já não eram mais os jovens rebeldes da década anterior (1950), eram jovens genuinamente revolucionários. A sua atitude deixou de ser pautada por um pacifismo apenas conformista, deixou de ser passiva e desengajada, a sua crítica passa a ter consistência. Em várias partes do mundo os jovens demonstram que já tem consciência de sua própria força, participando nus no Central Park de manifestações contra a Guerra do Vietnã (1968) ou então de manifestações em prol dos direitos civis dos negros no sudeste dos Estados Unidos e contra o Apartheid na África do Sul. O que nós podemos vislumbrar, além dos conflitos internos intrínsecos das personagens, é o conflito social e o choque cultural inerente a esta época, o que nos faz afirmar que existe uma grande dose de universalidade no filme HAIR, pois os ideais de seus jovens personagens são também os ideais de todos os nossos jovens que resistiram à ditadura e que procuraram democratizar as relações intersexuais , questionando os papéis homem/mulher, interaciais, religiosos e políticos.
Um dos meus favoritos, um clássico moderno por diversas cenas e pelo todo da obra, ainda que em muito diferente da peça de teatro que originou o filme. . Além da abertura antológica, Age of Aquarius, gosto especialmente das cenas que se desenvolvem com as músicas I got life e Hair. Sempre recomendável assistir em um tempo em que muitas das críticas do filme ao establishment continuam atualíssimas...
Hair é atual e sempre será, a despeito dos yuppies... Duas passagens no filme que são verdadeiras lições e que acabam passando despercebidas: se é para se brigar por um nacionalismo que não se acredita, a resposta é um retumbante NÃO. Mas.... Se é para propiciar a um(a) amigo(a) algumas horas felizes antes de se colocar a serviço de uma causa que não se acredita, a resposta é SIM... Ainda que à custa da própria vida. LET THE SUNSHINE IN [FOREVER!]
-Filme assistido em 11 de Março de 2016 -Nota 7/10
Outro fantástico musical lançado na época em que o gênero ainda tinha fôlego em Hollywood. "Hair" nos passa uma ótima mensagem,que é até hoje é válida.O filme explora temas como sexo,homossexualidade e drogas,tudo de uma forma clara além de músicas. Os personagens são cativantes, muitos deles desconhecidos,que acabaram migrando do Teatro para o Cinema.
Um filme belo e sensível, que resiste ao tempo, na sua mensagem de paz e amor da geração hippie, na rebeldia da juventude contra o establishment e, especialmente, da guerra do Vietnã. Direção inspirada de Milos Forman, excelentes fotografia e trilha sonora e bons desempenhos de John Savage, Treat Williams e Beverly D'Angelo.
Fantástico, brilhante! Uma obra prima. O melhor musical de todos os tempos. Os musicais costumam ser cansativos, mas não é o caso desse filme onde as composições musicais são geniais, dançantes e os atores, intérpretes excelentes. O final é fortíssimo, tem grande impacto e como sempre a música traduz perfeitamente cada situação do filme.
A Guerra ao Vietnã é o pano de fundo dessa história que retrata os anseios de liberdade da juventude naquela época. Ideal proclamado pela esperada Era de Aquário, onde acreditava-se que as relações de amizade se tornariam superior a qualquer outro conceito que vigoraria num futuro próximo. Bela trilha sonora, com letras que somam-se ao roteiro do musical. Tem um desfecho surpreendente, deixando uma mensagem consistente. É ver e rever.
Um dos meus filmes favoritos! Musical de primeira qualidade, história pertinente e uma equipe de atores novatos mas extremamente competentes. Destaque para a cena final, os soldados entrando no avião a caminho da morte. Treat Williams na sua melhor atuação.
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