O filme trata da História de Teerã, uma cidade do Irã que 'tirou do poder' o antigo xá - Uma espécie de ditador trouxe muita fome, miséria e tortura, enquanto ele próprio vivia no luxo. Os Estados Unidos forneceram então abrigo político para esse xá. A partir de então, a população se revolta contra os EUA, pois querem que o ditador seja julgado pelo povo Iraniano pelos crimes que ele cometeu lá. Basicamente é isso.
No início do filme, essa história é contada por uma animação narrada quase que como uma explicação didática da época. Isso já contextualiza o espectador.
O povo revoltado com os EUA, faz protestos queimando bandeiras, enforcando qualquer um que parecesse ser americano em locais públicos e... Invadindo a embaixada americana. Ao invadir eles fazem de reféns os servidores americanos - os torturando e obrigando a viver de forma humilhante durante a ocupação. Porém seis destes servidores conseguem fugir durante a invasão, abrigando-se na embaixada Canadense sob sigilo absoluto.
Os protestos tornaram-se diários e cada vez mais brutos, nenhum dos servidores (nem sequer os canadenses) podiam sair na rua pois podiam ser confundidos e mortos.
O governo americano toma consciência disso e então começam a planejar maneiras de resgatar sem intervenção militar dos seis refugiados. É então que a história toma um rumo inesperado - O agente especializado em resgate- Tony Mendez (Ben Afleck - também diretor do filme), enquanto assistia um filme de ficção científica, tem a ideia de forjar um filme falso de ficção científica, para que possa fazer um teste de locação de ambiente para as filmagens no oriente médio (Teerã) e assim fazer com que os refugiados se pareçam com pessoas da equipe do filme. (Diretor, roteirista, designer entre outros) e possa sair do país.
É desta forma então, que ele encontra formas de criar esse filme fictício. Conta com a ajuda do maquiador John Chambers (John Goodman) do filme "Planeta dos Macacos" (isso é baseado em fatos reais, ele realmente era maquiador) e também a ajuda do produtor de cinema Lester Siegel (Alan Arkin), que ajudam-o a pensar em como será esse filme, a forjar um escritório, uma falsa conferência de prováveis atores do filme... Tudo para que realmente engane o governo do Teerã.
O que se dá a seguir eu não vou contar, pois quero muito que você assista esse filme pelos seguintes motivos:
1º É um filme baseado em fatos reais, apesar de que só mostra o lado americano da história e também há alguns acontecimentos que não aconteceram, ou seja, não é uma história que segue a risca a história (por isso é baseado.
2º As fimagens e a ambientação tentaram retratar da melhor forma possível os anos 70 - E nisso contaram com todo o figurino, ambiente, música... Até o ruído (aqueles grãos que aparecem na tela) ele aumentou. E também as imagens de guerra - Nos créditos do filme mostra algumas imagens de arquivo que compara os personagens do filme com os funcionários (em fotos), mostra também imagens da ocupação sendo retratadas durante o filme...
3º Na medida certa mistura humor, sarcasmos, ironia com uma certo drama, um suspense... Aquele frio na barriga de que a qualquer momento o plano pode dar errado e que se você não conhece a história, pode imaginar que todo mundo morre.
Espero não ter dado muitos spoilers (e realmente não dei, o filme é maravilhoso e cheio de sagacidades, não falei de muita coisa
Assistam, o filme é MUITO BOM apesar de tudo! E tudo vale graças ao plano incrível de um filme "de mentirinha"... Das mais improváveis formas...
A coragem de Ben Affleck ao revelar ao mundo a história (muito bem contada) de Argo o colocou ao nível dos grandes diretores de Hollywood. Talvez não reconhecido pela ousadia em contar como visto por olhos civis, sem enaltecer o governo Americano no acontecido e não agradando muito Hollywood com sua crítica inteligente aos diretores e produtores. Premiado pela Critics Choice Awards 2013 como melhor diretor e melhor filme e causando estranheza a Academia Hollyoodiana ao premia-lo como melhor filme e sequer indicar Ben Affleck como melhor diretor. A realidade nos relatos dos fatos ocorridos, tornam a estória contada de uma maneira dinâmica, não deixando duvida nos fatos. Isso tudo o faz jus aos prêmios recebidos, moralmente reconhecendo Ben Affleck como o grande diretor do ano, apontado pelos críticos de cinema do mundo inteiro, inclusive por Rubens Ewald Filho aqui no Brasil. Ótimo filme, recomendo à quem gosta de uma boa história!
Muito bom filme. Incrível! Foi tão bem feito que a impressão que se tem é de que realmente foi filmado nos anos 1970. O filme é imparcial, pois logo no início é informado ao expectador que o Xá Reza Pahlevi, que é um ditador sem escrúpulos, foi colocado pelos Estados Unidos. Também nota-se isso quando um dos americanos na embaixada afirma que "nós o apoiamos e agora a população se virou contra nós". Também o filme mostra a que ponto pode chegar o fanatismo religioso. Com toda certeza mereceu o Oscar de melhor filme.
Excelente, um super filme, tudo vai se desenvolvendo no tempo certo, o Ben Affleck soube contar a história sem deixar o filme longo e chato, pelo contrário, é o tipo de filme que você fica preso a ele, sente a emoção. Recomendo que assistam!
O plano de resgatar americanos levados à força para Israel é conduzido com extrema habilidade por Ben Afleck. Dessa vez, ele prova, definitivamente, seu talento como diretor. A premissa do filme parece complicada; muitos pesonagens, politicagem americana, sub-tramas e, ainda, tem que mexer com os “inimigos” dos americanos. Felizmente, Ben Afleck mexe nisso tudo de forma exemplar. O filme explora as personagem sem deixa-lás rasas, mas não chega à desviar o foco do filme. Ele mexe na política americana tentando mostrar os fatos sem enaltecer ou desmerecer, apontando os defeitos e qualidades daquele sistema e mostrando que o personagem central, Tony Mendez (Ben Afleck), é o herói da história. Ele pode até se encaixar no padrão do “herói americano”, mas ele mesmo não enaltece seu país e sabe de seus defeitos, mas busca a ajuda no sistema, do qual faz parte, e, assim, consegue os aliados necessários. E, em relação aos mulçumanos, eles aparecem de forma mais sóbria possível. O roteiro adaptado, também, é digno de elogios. Custurando tudo de forma competente, o roteiro explora o drama das personagens sem exagerar, costrói os momentos investigativos sem caricaturas e sabe quando dar os alívios cômicos. As referências à indústria Holywood também pontuam diálogos inspirados. Para dar o acabamento impecável, o diretor dá força ao elenco, fortalecendo a união dos atores, sem evidenciar um ou outro. Afinal, a grande atenção está focada na história, que ganha tom de trilher, graças à direção que sustenta o clima de tensão em diversos momentos empolgantes.
ainda não acabei de assistir mas pelo que puder ver nesses primeiros minutos de filme que esse é mas um recado dos americanos pro Irã, mas uma justificativa de que o Irã será a bola da vez.
Merecia a indicação e o Oscar de melhor diretor. Nesta onda de retrô, o Ben Affleck foi perfeito: fez um ótimo filme, com roteiro detalhista e muito emocionante! Bem retrô isso. rs
Diante de tantos elogios e premiações eu esperava mais. A meu ver se trata de um filme comum de sequestro, mas que está sendo superestimado. Não merecia o Oscar. Ben Affleck, sempre fraco como ator, desta vez acumula funções surgindo também como diretor. A destacar apenas o fato de trazer a tona acontecimentos envolvendo a situação vivida pelos americanos no Irã, que se viram alvo de sequestro por ocasião da queda do regime do Xá Reza Pahlevi. A trama se desenrola com um filme dentro do filme, todavia de forma confusa e com pouca imaginação.
Um ótimo filme para quem gosta de conspirações e afins. O elenco foi muito bem escalado, história real bem contada, sem enrolação, filme tenso e direto. Mereceu o Oscar, com certeza. Ben Affleck continua sendo um péssimo ator, chato, sem graça, sem carisma, mas aparentemente se achou como diretor, se ele continuar assim, deve definitivamente largar a carreira de ator e investir pesado na de diretor.
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