Achei um filme interessante no início, pensei que tratava-se de um simples filme policial, ou algo assim. Certo, logo no começo, fiquei impressionado com as magias e gostei bastante de todos os personagens, a não ser do "Sr. Hipnose", que tinha habilidades muito estranhas ao meu ver, certo, continuei assistindo. Mais a frente, durante a revelação do plano, quando aquela "planta holográfica" aparece diante dos personagens e há algum tipo de epifania (a única explicação, já que todos eles, ou a maioria, eram oportunistas e depois tornaram-se justiceiros alá Robin Hood), já achei estranho, mas tudo bem, o tema do filme é um pouco fantasioso, nada mais. Que pena de mim, realmente acreditei nisso, ou tentei, o primeiro show foi aceitável, a explicação foi razoável, não que tenha sido uma explicação convincente. O detetive vai atrás dos personagens com o seu pet ao lado, a agente que a principio parece ser uma boa personagem e tende a desenvolver-se, mas no final das contas não faz NADA, a não ser dar informações aleatórias para contribuir com as falsas resoluções de quebras cabeças durante o filme, pois todo o mistério presente aí não passa de uma grande farsa, a maioria, se não todos, são, além de sem explicação, mal contados e mal arquitetados (e o que seria deles se não fosse uma BOA dose de coincidência, não é?). Durante o interrogatório, quando o mago passa as algemas para o policial, tive duas ideias: 1 - O Policial está completamente nas mãos deles. 2 - Esse filme é um lixo, porque eu não posso aceitar um cara passar (ou teleportar) as algemas pra um policial em um filme que não é de comédia, não é de ficção científica e não é sobre esquizofrênicos. Tudo bem, depois, veio o pior, a segunda apresentação, o papel que muda de forma diversas vezes, a mulher que voa em bolas de sabão e o homem que hipnotiza dezenas de pessoas ao mesmo tempo. Nessa hora, quem teve uma epifania fui eu! Tudo não passa de uma grande desculpa para tentar elevar os personagens, tudo era feito para faze-los parecer inteligentes e perceptivos, mas na verdade, NADA fazia sentido algum. Principais desculpas: 1 - O homem que hipnotiza qualquer um. Com um poder desse, você pode ser um jumento e ainda consegue se sobressair em qualquer situação, você pode explicar praticamente TUDO com isso. 2 - As coincidências, ninguém chega perto o suficiente para ver que há um espelho na frente do cofre, pra começar. 3 - AS COISAS QUE NEM DESCULPA TEM. Quero que alguém me explique que bosta foi aquela do cara gritar "Freeze" e dezenas de pessoas pularem em cima dele, tudo bem, a principio parece inteligente, mas é exatamente isso que eles fazem, usam poderes sem explicação para dar a ideia de algo bem elaborado, no dia que alguém me explicar como um cara, sem nenhum tipo de estimulo visual, ou sei lá o que se usa para hipnotizar, consegue fazer uma duzia de pessoas transformarem-se em "zumbis", eu dou 5 estrelas para esse filme e queimo o prédio da psicologia da Faculdade Federal, mas até hoje, esses poderes só estavam presentes em filmes como, sei lá, X-MEN?? E olha que nem era em uma proporção tão grande assim. Não sei se vale a pena comentar do final, mas já comentando, aquilo foi a reviravolta mais GENÉRICA e sem explicação. Mas eu bato palmas pro diretor dessa droga, já que ele conseguiu fazer O MAIOR TRUQUE DE ILUSIONISMO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, fazer um monte de pessoas verem reviravoltas baratas e forçadas e acharem que é tudo muito bem arquitetado e inteligente. Pra não dizerem que eu só falei coisas ruins do filme, eu gostei muito dos personagens, eles tinham tudo pra desenvolver-se mas no final do filme, eu mal lembrava seus nomes, eles não se apresentaram, não houve nenhum drama, teve uma hora que o Mind Control Master (O careca) fez uma intriguinha, mas nada demais, não houve drama ou conflitos para que os personagens pudessem apresentar sua individualidade, mas poderiam ter sido muito bem aproveitados pois desde o começo, mostraram ser diferentes, só faltou desenvolver isso. E... Os cenários? Achei os palcos bem legais, bonitos... Brilhantes... Acho que é só.