Tal franquia é enriquecida por uma gama de atores, dos quais alguns recusam apresentações como Morgan Freeman (Invictus, Um Sonho de Liberdade, Seven, Menina de Ouro ...) e Mark Ruffalo (Ilha do Medo, Zodíaco, e o “eternizado” Hulk em os Vingadores); também desfrutam de ilustres presenças como Jesse Eisenberg (A Rede Social), Woody Harrelson (Zumbilandia), Isla Fisher (a “safadinha” de Penetras Bons de Bico), Dave Franco (ainda pouco conhecido, porém com atuações singelas em Anjos da Lei e Meu Namorado é um Zumbi) e Michael Caine (imortal mordomo Alfred de Batman). Contudo, ainda nesta linha de ascensão de alguns, destaco o excelente trabalho que a linda francesa Mélanie Laurent vem demonstrando, dos quais, longe ainda de ser cogitada a protagonista em filmes de extrema audiência, vem despontando em outros marcantes e excepcionalmente aconselháveis por mim, como Amor e Ódio e Bastardos Inglórios.
A grande cartada imposta pelo diretor foi a novidade em assaltos geralmente presenciados nas telinhas, onde normalmente temos forte apreço tanto pelo policial, quanto pelo assaltante, no qual em um conflito de sentimentos, torcemos pela captura e ao mesmo tempo por uma saída de mestre efetuada pelo “meliante”, de cuja arquitetura só será de possível entendimento no fim. Partindo desse pressuposto, sua diferença se faz por um plano visivelmente impossível, onde um grupo de pessoas, escolhidas a dedo por uma outra misteriosa, se reúnem e efetuam shows de ilusionismo de proporções exorbitantes. Todavia, após tamanho reconhecimento, façanhas como assaltos paralelos às suas apresentações, em outro país, de outro continente e roubos bancários em tempo real, são exemplos de ações surreais que nos prendem até o desfecho, para plausíveis explicações táticas.
Entretanto, como nem tudo são flores, tal trama peca um pouco na tentativa frustrada de elucidar situações perceptivelmente irreais, oriundas de fortes pretensões mentirosas “hollywoodianas”, das quais não é recomendável grande desprendimento de valor pelo telespectador, uma vez que o contexto geral não é influenciável. Somando-se ainda a esta linha de atitudes fictícias e artificiais, a conclusão do mesmo envolve uma reviravolta de proporção já esperada, deixando um pouco a desejar, uma vez que o longa fornece ao público um caráter extremamente inteligente, sendo assim, tendo um desfecho não tão primoroso como aparentava ter incialmente.
Entretanto, tais minúcias só são transparentes à críticas extremamente fundamentadas, das quais se não levadas tão a sério, propiciam um excelente entretenimento. Findando assim, uma nota 4, onde aconselho muito, porém não recomendo a se atentar aos detalhes.