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Felipemikesr
9 críticas
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4,0
Enviada em 26 de julho de 2026
Filme muito bom. Muito realista. Interessante que em vários momentos você sente raiva de alguns personagens devido a grande interpretação. Assistam sem medo.
Uma obra prima mostrando a realidade das empregadas negras e como o preconceito era absurdo na época e mesmo assim as empregadas tiveram coragem para falar tudo, muito emocionante, incrível.
O filme apresenta um drama construído a partir de uma crítica social intensa e, ao mesmo tempo, profundamente comovente. Com um roteiro sensível e envolvente, a obra retrata de forma dolorosa o preconceito racial nos Estados Unidos no passado, conduzindo a narrativa de maneira impactante e capaz de emocionar o espectador até as lágrimas. É uma produção que merece ser assistida.
Histórias cruzadas é um filme dramático que foi dirigido e roteirizado por Tate Taylor. O filme é uma adaptação da obra de Kathryn Stockett. O longa recebeu 4 indicações ao Oscar de 2012: melhor filme, melhor atriz (Viola Davis) e 2 indicações de melhor atriz coadjuvante (Octavia Spencer e Jessica Chastain), vencendo apenas 1 premiação com Spencer. A trama é ambientada na década de 1960, no Mississippi, onde Skeeter (Emma Stone) é uma jovem da alta sociedade que decide ser escritora. Skeeter procura entrevistar mulheres negras da cidade, que trabalham como domesticas na casa de brancos ricos. Apesar de relutar bastante, Aibileen (Viola Davis) decide fazer o seu relato. Mesmo recebendo criticas da sociedade, ambas permanecem juntas em busca de novas empregadas para aumentar o número de entrevistas. O filme procura trazer todo o contexto de segregação racial sofrida pelos negros (principalmente as mulheres negras) nos EUA, durante a década de 1960. O elenco feminino deixou a narrativa mais especifica e não solta, pois contemplou os problemas enfrentados não apenas por mulheres negras, mas por algumas mulheres brancas que não aceitavam ser como a sociedade da época deseja ( casar, ter filhos, saber cozinhar, estar bem vestida e arrumada). Embora que toda a carga dramática está especialmente contida na questão feminina negra. Viola Davis e Octavia Spencer brilharam em suas atuações e deram brilho ao filme. O filme derrapa um pouco na questão de mostrar a exposição da mulher branca diante de uma negra oprimida (é preciso ter cuidado com isso), apesar do roteiro ter trabalhado bem a interação entre as 2 atrizes que foram indicadas como coadjuvante no filme. O filme, mesmo de maneira clichês procura em seu terceiro ato uma volta por cima para mostrar o brilha e a resistência das mulheres em geral em um momento obscuro de um passado não tão distante assim.
“Histórias Cruzadas” é um filme incrível: atrizes brilhantes, personagens carismáticos e uma narrativa que consegue ser leve, densa e poderosa ao mesmo tempo. É daquelas obras que não me canso de assistir. Baseado em fatos relativamente recentes, ele nos lembra, em tempos de esvaziamento de pautas essenciais como o combate ao racismo, que é preciso manter viva a empatia e a vigilância para construirmos uma sociedade que realmente ame e respeite o próximo — sem cair nos exageros e distorções da chamada “cultura woke”.
É justamente por isso que me causa estranheza e até frustração ver a imprensa e parte do próprio elenco, como a atriz Viola Davis, entrarem na onda de problematizar o filme. Algumas críticas negativas parecem partir mais de um desejo de encontrar defeitos a qualquer custo do que de uma análise honesta da obra. O woke contemporâneo, que deveria lutar por diálogo e transformação, muitas vezes acaba atacando produtos culturais que, na prática, despertam consciência e promovem empatia.
“Histórias Cruzadas” não é perfeito — nenhum filme é —, mas é profundo, humano e impactante. Em vez de ser tratado como “problema”, deveria ser celebrado como uma vitória: a prova de que a arte ainda pode emocionar, abrir discussões e tocar corações sem precisar gritar slogans ou impor ideologias.
Filme extremamente impactante mas ao mesmo tempo lindo e divertido, atuações absurdas de todas envolvidas, o odio que você sente pela antagonista é quase real, apesar que o principal antagonista está a luta dos negros por direitos civis
"Histórias Cruzadas" é um filme que trata a questão racial nos Estados Unidos durante os anos 1960, focando-se na relação entre empregadas domésticas negras e suas patroas brancas. No entanto, apesar de ser tecnicamente bem executado e cativar o público, o longa peca em vários aspectos importantes de sua narrativa.
A crítica principal se volta para os estereótipos e a superficialidade com que algumas temáticas são abordadas. Uma questão que se destaca é a ideia de que apenas a jovem jornalista Skeeter (Emma Stone) parece interessada na causa das mulheres negras. Em uma cidade inteira, a ausência de qualquer outro aliado branco, inclusive da geração mais jovem que tivesse sido criada por essas mulheres, torna a história menos realista e diminui o impacto potencial de uma visão de mudança geracional em relação ao racismo.
Da mesma forma, temas complexos e com potencial de impacto são apenas tocados na superfície, como o caso do filho de Aibileen (Viola Davis), cuja história trágica poderia ter sido explorada para mostrar mais da dor e da resiliência dessas mulheres. Outros personagens, como o marido agressor de Celia Foote (Jessica Chastain), acabam aparecendo sem que haja uma reflexão mais profunda sobre o machismo da época e as nuances das relações interpessoais dentro desse contexto.
Além disso, o filme quase não aborda a influência direta de figuras históricas como Martin Luther King Jr., que teve um papel central na luta pelos direitos civis e uniu negros e brancos em prol de uma sociedade menos segregada. Essa ausência faz com que o filme pareça omisso em relação a um dos principais agentes de mudança do período.
"Histórias Cruzadas" é, assim, um filme que oferece uma janela para uma época dura e ainda dolorosa da história americana, mas que não aproveita totalmente as complexidades de seu tema. Em vez disso, prefere uma abordagem mais leve e melodramática, que embora emocionem, deixam de lado uma profundidade que poderia torná-lo realmente transformador.
Eu poderia assistir esse filmes 100 vezes seguidas que não enjoaria. Com certeza um dos meus favoritos da vida. Mulheres fortes e corajosas como nesse filme me inspiram na minha vida pessoal.
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