A criatividade deve estar presente na elaboração de uma obra cinematográfica. É importante entender que tal obra deve ser inventiva e deve estimular nossa imaginação e nossos sentidos. Isso é inegociável, é inestimável. Quantos filmes comerciais não se tornam obras esquecíveis pelo simples fato de que decidiram não ousar para não correr o risco de afetar a bilheteria? Como se a arrecadação viesse primeiro quando, na verdade, é a criatividade o princípio que guia o filme e que determina se ele terá alguma aceitação notável. O lado comercial, claro, deve estar presente e não pode ser negligenciado, em nenhuma hipótese, porque, como sabemos, essa seria uma atitude irresponsável e essa é, como anunciado, a receita para o desastre. Filmes como Moonfall, por exemplo, que tiveram uma aceitação considerável e um excelente desempenho comercial só serão entendidos se soubermos mergulhar nas suas extensas camadas na procura por seu valioso significado (de fato, o significado de Moonfall é muito sutil). Mas estamos aqui pra falar de Sr. Ninguém, filme francês ao qual poucas pessoas deram valor. É importante salientar o básico essencial: no final de uma década, mais precisamente em 2009, surge a necessidade de abordar uma história com o máximo de criatividade excêntrica que se pode embutir em um filme. Não nos esqueçamos: filmes são obras que influenciam sensivelmente a sociedade e, por extensão, o próprio cinema. E essa influência dita os eventos e desdobramentos futuros que, aqui, são vislumbrados como uma nova década. Portanto, julgamos Sr Ninguém como uma inovação necessária capaz de gerar impacto mensurável, mas todo o processo e todas as suas camadas também devem ser levadas em conta. Seu brilhantismo, no final da história, não é o seu propósito, mas sua própria apresentação.
Sr. Ninguém é um filme de ficção científica/drama que contou com a direção e roteiro de Jaco Van Dormael. A trama é ambientada em um futuro, no ano de 2092, na qual todos os seres humanos são imortais, com exceção de Nemo (Jared Leto), o último mortal vivo, com 118 anos. Somos introduzidos a história de vida de Nemo a partir de uma entrevista para um jornalista (Daniel Mays). É fato que o filme é longo e a forma em que é contada (não linear) possa desagradar o grande público. O longa trabalha com algumas questões filosóficas interessantes, entre elas a questão do tempo e das possibilidades em que temos em vida. Para não se perder em diversas questões, o filme procura do seu foco narrativo as escolhas amorosas de Nemo, que ao todo são 3, cada uma representa uma possibilidade de vida: 1- casamento com sua esposa depressiva; 2- A outra seria a prosperidade e 3- A busca do seu grande amor. O filme também procura trabalhar a questão do choque dos opostos usando o tempo: passado x futuro; morte x imortalidade. A mensagem deixada no filme é puramente existencialista, ao perceber a efemeridade da vida, o ser humano passa a ter a coragem de viver, se arriscando e fazendo suas escolhas. No mais, o filme coloca uma trilha sonora dos anos 1980/90 marcantee sofre um pouco com a sua montagem.
Simples: uma b. (Tem que ter no mínimo 100 caracteres... então.... passo a continuar perdendo tempo por causa desse filme.... rsrsrsr.... tomara que alguém veja essa crítica e seja útil, "salvando" duas horas e meia... rsrsrsr.... sério mesmo, esse filme é uma b.)
É um filme que exige mais dedicação do espectador, para quem está acostumado a mexer no celular ou ficar batendo papo , provavelmente grande parte dessas pessoas não irão gostar. No entanto se você conseguir acompanhar a linha de raciocínio verá que é uma baita reflexão, uma grande experiência, não somente um mero entretenimento.
Fui pela nota e fiquei decepcionada. Infelizmente não consegui encontrar sentido no filme. Te dá muitas possibilidades, é confuso e desconexo. spoiler: Não te dá soluções, te conta três histórias distintas e no fim, são hipóteses mal desenvolvidas, colocando situação hipotéticas que não se concretizam. Sendo que no fim, nem aquela parte é real . Talvez eu não tenha entendido o filme. Mas realmente, fiquei frustada pois a nota do filme me deu muita expectativa.
Um filme que nos faz pensar muito. Para entender precisa estar atento e focado no filme. É extremamente reflexivo, te faz perguntar o sobre suas atitudes na vida. Não vi como motivacional, mas filosófico
filme é grande (+ de 2h),mas você não percebe passar. Ainda mais com a dinâmica não linear que ele possui, contando fatos científicos e os romances da vida do protagonista e suas diversas possibilidades. Mas,confesso que fiquei com pena dele devido à escolha da esposa,mas é aquilo né? Vai fazer o quê?! O começo com o pombo é super interessante. Passei o filme todo achando que o Jared era o Zac Efron! Ele velhinho ficou parecendo o Benjamin Button e o filme tem a mesma pegada de "Efeito borboleta ",dois filmes que adorei.
Citação:
"Cada pessoa é um universo de possibilidades e ainda assim infinitamente fascinante."
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