É um dos melhores filmes que assisti nos últimos Surpreendente, comovente, criativo e impactante.
Mas não é para qualquer um. Não é pra quem quer um roteiro óbvio, clichê. O Filme exige que o expectador tenha noções rudimentares dos acontecimentos políticos e da atual guerra, no oriente médio.
Já no início, nas primeiras cenas, o filme te conduz hábilmente a te situar na questão dos refugiados de guerra:
uma família de 4 membros, abandonada numa pequena ilha deserta com um farol, aguardando o que seriam traficantes de pessoas resgata-los.
Mas no decorrer da história, coisas estranhas vão surgindo e o suspense se instala, deixando o expectador tenso, tentando entender que há de erado com a ilha e com a pequena família que está lá.
A história começa tomar um pé, quando o Patriarca mergulha e visualizar o corpo de uma criança com uma sapatilha vermelha. Nesse momento o expectador começa e imaginar que a ilha pode ser um local de descarte de pessoas. Mas as cenas seguintes aumenta o suspense, pois a menininha começa a perseguir o que seriam um 5° habitante.
A partir desse momento, as cenas seguintes a descreve o estado de alucinação e confusão dos personagens, até que o personagem do irmão da uma pista do filme: ele diz para irmãzinha, não se desesperar, que ela estava segura e que aquele é o farol que ela desenhou.
Essa é a parte emocionante do filme, pois da a entender que o filme é uma metáfora, que a ilha é uma elegoria, é um lugar de fuga na mente da uma criança que está no meio de uma guerra, pois as imagens aéreas da ilha, não condiz com os túneis de palha e com os locais explorados pelos personagens.
Nesse momento o barulho de bombas vão ficando mais intensos e o véu da ilha imaginária de uma criança, cair,e surge as ruínas de um imóvel real,completamente destruído por bombas, onde contrário a tudo um dos personagens assiste TV enquanto é possível ver a beleza e tranquilidade contrastante do mar mediterrâneo, através da enorme abertura na parede do que deveria ser uma sala, muito parecida com as cenas de GAZA que vimos o sofrimento dos palestinos nos últimos anos.
Filme não é para quem quer um roteiro mastigando. Ele brinca com as possibilidades de perigos reais que uma família fugindo de uma guerra pode enfrentar. Mas no final ele vem e joga no peito do espectador que a realidade é muito pior que qualquer fantasia cinematográfica.
Chorei muito pensando nas crianças de Gaza, do Líbano e da África imaginando ilhas de fuga da realidade das bombas que dilacerando seus corpos e suas almas.