"Uma das maiores provocações": Marjorie Estiano e Any Gabrielly estreiam Habeas Corpus na Netflix com expectativa de mudanças

Ao AdoroCinema, atrizes que lideram o elenco de Habeas Corpus explicam como a série aborda temas tão complexos quanto necessários ao público brasileiro.

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Por Diego Souza Carlos

Já parou para pensar que a Netflix Brasil tem um jeitinho curioso de introduzir grandes histórias de maneira silenciosa ao grande público? Com Habeas Corpus, por exemplo, o anúncio feito há alguns meses deixou um tempo curto para que, "do nada", uma das grandes estreias do ano desembarcasse no catálogo da plataforma. Assim, pouquíssimo tempo após o anúncio oficial, a primeira série jurídica nacional da plataforma está entre nós.

Marjorie Estiano e Any Gabrielly, as protagonistas da série, conversaram com o AdoroCinema sobre suas expectativas com a trama cheia de reviravoltas e temas muito importantes para qualquer brasileiro.

Como Habeas Corpus vai impactar o público?

Como a primeira série jurídica da Netflix Brasil e com uma base de um projeto real, Habeas Corpus tem o poder de cativar o público com sua história, mas também ser um ponto de mudança na vida das pessoas que conhecem casos semelhantes ao visto na série. Sobre esse ponto, Marjorie Estiano confirmou que existe uma esperança de que a produção movimente as pessoas.

"A expectativa é que provoque as pessoas a refletirem sobre o assunto. Sobre justiça de uma maneira geral, porque a série traz essa intimidade mesmo, apresenta a complexidade da justiça, do sistema judiciário, apresenta as faces e as falhas, os elementos inspiradores, a importância dela", explicou a atriz de Boas Maneiras.

"Se vai virar, se vai se apaixonar por Direito e querer ser um membro da justiça, um instrumento da justiça, não sei, pode até ser. Porque a gente até falou sobre isso, sobre o quanto uma pessoa apaixonada pelo que ela faz é apaixonante, enquanto você se projeta um pouco dentro daquele tesão todo da vida", acrescenta ela.

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A atriz também refletiu como a trama pode fazer com que a audiência entenda que há uma necessidade de apropriação do sistema de justiça, ou seja, ter a compreensão de que fazemos parte dessas engrenagens e, a partir disso, agir de diferentes formas.

"O sistema de justiça é nosso. É fundamental, é um alicerce da sociedade", continua a artista. "Sem ele a gente não existe enquanto sociedade, não existe convívio. Então a gente precisa fortalecer. Eu acho que a gente costuma lutar melhor por aquilo que a gente conhece mais e reconhece a importância. Esse chamado para compreender e se apropriar, se implicar mais no seu sistema de justiça, talvez fosse uma das maiores provocações, pretensões talvez."

Série jurídica da Netflix propõe diferentes perspectivas do mesmo caso

Durante a entrevista, as atrizes comentaram sobre as diferenças entre as personagens. Enquanto Inês (Estiano) utiliza as ferramentas que já tem para rever um caso, Marina (Gabrielly) tem uma relação diferente com a justiça - tanto pela juventude quanto pela própria história. "O grupo de estudantes de Direito tem muito esse brilho no olho, que é justamente alguém que se apaixonou ali ou que, às vezes, tem motivações pessoais", comenta ela.

"Sem dar spoiler, a gente vai falar sobre isso. Mas dentro da faculdade existe essa vontade de mudar o mundo", acrescenta a dona da voz brasileira da Moana. "Eu acho que isso é muito um movimento da juventude no geral, mas quando você se propõe a estar dentro de um sistema, seja ele da saúde, seja ele da justiça, você quer mudança, você quer mudar o mundo por dentro, sabe? Então eu acho bonito isso. Espero que isso desperte essa vontade nos jovens [espectadores]."

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Com 8 episódios, a série Habeas Corpus já está completa no catálogo da Netflix.

Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.
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