Estrelada por Lucy Lawless e Renée O'Connor, Xena: A Princessa Guerreira fez sucesso na década de 1990.
Sem sombra de dúvida, Xena: A Princesa Guerreira é uma das séries mais lendárias da televisão. Lançada em 1995 sob o protagonismo de Lucy Lawless, a produção contou a história de uma guerreira em busca de redenção que percorre o mundo ao lado de Gabrielle (Renée O'Connor), uma trovadora de uma pequena cidade.
De grande impacto cultural, o show tinha de tudo: ação, comédia, mitologia, drama e até elementos de suspense. Em determinados momentos, o enredo flertava com um romance lésbico entre Xena e Gabrielle - que oficialmente não eram um casal, mas cuja relação era permeada por um forte subtexto amoroso.
Lembra dela? Como está Xena: A Princesa Guerreira, 31 anos depoisO relacionamento de Xena e Gabrielle foi censurado
Durante uma entrevista de 2025 para a Entertainment Weekly, o criador da série, Robert G. Tapert, revelou como o relacionamento entre Xena e Gabrielle foi limitado pelos executivos da Universal Television. Originalmente, a ideia era explorar sutilmente o romance entre as duas “sempre que fizesse sentido”, mas algumas ordens vindas de cima podaram essa possibilidade.
“Essa foi uma das poucas vezes em que [os executivos do estúdio] disseram: ‘Vocês não podem fazer isso, vamos perder anunciantes’", começou Tapert. “Levou um tempo até percebermos. Quero dizer, nós realmente não estávamos fazendo isso para o público. Estávamos fazendo para sermos ousados”, acrescentou.
Ele ainda completa:
“Quando penso nisso, era uma época tão diferente que, quando começamos Xena, o estúdio não permitia que Xena e Gabrielle sequer aparecessem juntas na sequência de abertura. Eles eram muito rigorosos em não querer insinuar que havia algo mais entre elas do que apenas boas amigas. Nunca foi realmente a intenção que a série fosse sobre duas mulheres lésbicas viajando juntas, isso se desenvolveu naturalmente.”
Roteirista do show, R.J. Stewart também colocou:
“Nós abraçamos o subtexto lésbico com alegria desenfreada. Ouvir que havia noites temáticas de Xena em bares gays pelo país me fez rir muito. Foi perfeito. Nossa regra geral era aproveitar o subtexto sempre que fizesse sentido. Todo mundo fazia isso, então quase não havia necessidade de falar sobre o assunto. Lembre-se, tínhamos um episódio para fazer toda semana. As reuniões de roteiristas eram para desenvolver a história e nós fazíamos um trabalho incrível nisso, não é? Antigamente, quando me perguntavam se Xena e Gabrielle eram lésbicas, eu costumava dizer: ‘Deixo isso para os fãs decidirem’. Mas 30 anos depois, os fãs falaram. Elas definitivamente são lésbicas agora.”
Com seis temporadas completas e um total de 134 episódios, infelixmente, Xena: A Princesa Guerreira não está disponível para streaming no Brasil.