Godzilla deveria estar tremendo se a teoria dos fãs que invoca um mito de horror cósmico se tornasse realidade.
Dos muitos universos cinematográficos que circulam atualmente em Hollywood, poucos são tão impressionantes quanto o Monsterverse. É fácil entender o porquê, com ícones como Godzilla e King Kong estrelando os filmes e até mesmo se enfrentando, mas vai muito além dos blockbusters lançados a cada três anos.
O Monsterverse também está cativando os fãs de fantasia na televisão, com Monarch: Legado de Monstros, uma das séries de ficção científica visualmente mais impressionantes em exibição atualmente. Sua 2ª temporada continua a expandir a história desse universo cinematográfico e está se aventurando em território desconhecido.
O chamado da criatura
O segundo episódio desta nova leva de capítulos pode ter quebrado completamente seus próprios padrões ao apresentar o Titan X, uma imensa criatura marinha com tentáculos e a capacidade de brilhar, inspirada em animais marinhos reais que se movem pelas profundezas. E, segundo muitos fãs, também em algumas das histórias de terror mais fantásticas de todos os tempos.
A apresentação de Titan X lembra a forma como um certo monstro lendário é retratado. Sua capacidade de brilhar, sua localização nas profundezas, uma comunidade pesqueira que o venera como um deus. Todos esses elementos remetem fortemente a "A Sombra sobre Innsmouth", a novela de H.P. Lovecraft que menciona Cthulhu, a monstruosa entidade cósmica com partes de polvo e dragão que aspira a governar a Terra.
Aventurar-se no puro horror cósmico seria arriscado demais para Monarch: Legado de Monstros, pois complicaria ainda mais o Monsterverse. Introduzir Cthulhu como uma criatura ao entrar em domínio público não seria impossível, mas representaria uma ameaça que faria até Godzilla tremer. Mesmo assim, as inspirações da série no folclore e na mitologia são impressionantes, tanto na expansão do universo quanto na criação de visuais deslumbrantes.