Tom Cruise enfrentou a Inteligência Artificial nos últimos filmes da franquia Missão Impossível e se manifestou sobre a chegada da tecnologia em Hollywood.
Tom Cruise não é apenas um dos principais atores da atualidade, mas também um dos maiores defensores da experiência cinematográfica. Um tema que tem causado polêmica e debate em Hollywood é a chegada da Inteligência Artificial, mas o astro da franquia Missão Impossível defendeu que "as pessoas querem ver coisas reais" na telona.
Tom Cruise sobre ameaça da Inteligência Artificial em Hollywood: "Não há nada como o ser humano"
Em uma participação no BAFTA "Life in Pictures" nesta segunda-feira (21), Tom Cruise reforçou seu compromisso com a experiência cinematográfica (via Variety).
"A questão é a seguinte: não há nada como o ser humano. Não tenho nada contra o streaming ou algo do gênero", explicou o ator, acrescentando com sua visão que assistir um filme no cinema é "uma forma de arte diferente". "As pessoas querem essa experiência. Elas vão ao cinema. Eu sempre acreditei na humanidade".
Cruise também se manifestou sobre a ameaça de IA em Hollywood:
Sabe, isso está chegando e vai acontecer. Mas as pessoas querem ver coisas reais
Tom Cruise enfrentou IA em Missão Impossível
Lembrando que esse tema e posicionamento de Tom Cruise não é uma novidade, considerando que Missão Impossível 7: Acerto de Contas Parte 1 (2023) e Missão Impossível - O Acerto Final (2025) colocaram o protagonista Ethan Hunt enfrentando uma perigosa Inteligência Artificial, conhecida como "A Entidade", para salvar a humanidade.
Em entrevista ao Collider na época, o diretor Christopher McQuarrie explicou o motivo para eles terem colocado a IA como grande vilão nos filmes de Missão Impossível.
"As primeiras conversas sobre isso, provavelmente as primeiras conversas sobre o assunto, aconteceram em 2018/2019, e estávamos procurando o vilão, a próxima ameaça em Missão Impossível. Estávamos olhando para o futuro, e a principal conversa que tive com Tom [Cruise] logo no início foi sobre tecnologia, tecnologia da informação, e o que, agora, todo mundo está falando é sobre inteligência artificial", disse McQuarrie sobre a escolha.
"Eu sentia, no espírito da época, essa ansiedade em relação à tecnologia e como ela estava começando a influenciar nossas vidas, e como poderíamos pegar essa ansiedade que o público trazia para o filme e dar a eles uma válvula de escape? É basicamente isso que o filme aborda. Quando você assiste a Top Gun em 1986, a Guerra Fria era uma realidade. Essa ansiedade era algo que você trazia consigo, e você gostava do filme porque ele dizia que tudo ficaria bem no final. Você estava mostrando a eles uma saída", completou.