A compra da Warner Bros. pela Paramount segue a todo o vapor, mas ainda não foi, de fato, concluída. Isso, no entanto, não impede David Ellison, CEO da empresa responsável pela saga Pânico e Um Lugar Silencioso, de fazer promessas por aí. Segundo Tom Cruise, as palavras do executivo no encontro de resultados do da empresa, em se comprometer com o aumento do volume de longas-metragens lançados anualmente, é um benefício à indústria, que ele chama de "minha família".
Tom Cruise celebra fusão entre Warner e Paramount
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“Eu acho incrível”, disse Cruise ao programa The Pat McAfee Show. “Sabe, é o seguinte. Eles vão entregar 30 filmes. Para mim, é uma comunidade. Não é apenas uma indústria. As pessoas nesses estúdios não são apenas pessoas que trabalham nos estúdios. São minha família. Eu sei que vamos ter esses 30 filmes. Quero que todos nós nos unamos como uma comunidade para ajudar a fazer esses 30 filmes. Não vai ser só a Paramount que vai fazer isso. Todos vão precisar da ajuda de todos os artistas para que isso aconteça.”
Ele continuou: “Nós nos damos bem com esses filmes, esses 30 vão se transformar em 40. Ter essa janela de oportunidade e o que ela significa — não é suficiente que eu só consiga fazer [Dias de Trovão 2]. Vejo tantas pessoas talentosas e quero que elas tenham a oportunidade de fazer os filmes que desejam… Assim como esses artistas, todos esses grandes, precisam ganhar experiência e aprender da mesma forma que você aprende atuando."
"Anne Hathaway é uma escolha péssima": Ator chama Tom Cruise de covarde após anúncio de sequência deste clássico de 1990O ator ainda cita grandes nomes da indústria para ilustrar seu ponto. "É um passo de cada vez. Cada um deles. Os Iñárritus, os Spielbergs, os Nolans, eu — todas as oportunidades que tive, quero para todos os roteiristas, diretores, produtores, artistas. E a única maneira de fazer isso é criando em abundância. Produção gera produção”, completa.
Sob o discurso de "amor e comunidade", Tom Cruise ignora as consequências da fusão
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O fato de que Tom Cruise feche os olhos para os problemas que um novo monopólio da indústria cinematográfica causará a curto e longo prazo tem motivos bem claros. Ele é aliado de Ellison por ver suas franquias, Missão: Impossível e Top Gun, receberam injeções de investimento para produção e distribuição.
O que o artista não comenta, no entanto, é como ter uma única empresa responsável por uma fatia tão grande do mercado pode afetar o viés criativo do que é lançado - a Paramount, por exemplo, tem uma suposta "lista negra" de artistas que apoiam a causa palestina e criticam as ações em Gaza. Inclusive, se uma perspectiva conservadora se posiciona em um lugar com tanto poder, a diminuição de narrativas inclusivas e diversas será apenas uma questão de tempo com a conclusão deste negócio.
A lendária atriz que odiava Tom Cruise: "Ele não é um grande ator nem lenda alguma. É escandaloso, inadequado e vulgar"Além desses pontos, a fusão é fruto de uma crise jurídica, já que há um processo movido por 12 estados americanos e pelo sindicato de roteiristas (WGA), sob a alegação de que o negócio destrói a concorrência. Além disso, mais de 5 mil profissionais de Hollywood assinaram uma petição, chamada de #BlockTheMerger, para que o acordo não seja efetivado.
“Quando você está fazendo um filme, todo dia é dia de jogo. Se nos unirmos como uma comunidade, podemos entender o que o público quer e contar as histórias que queremos contar”, disse Cruise.