"Funciona como um avatar": Foi assim que Zach Cregger levou o pavor dos videogames ao novo filme de Resident Evil [Entrevista]

Em entrevista exclusiva, o diretor e o astro Austin Abrams revelam como trocaram os super-heróis por um civil comum - e o pânico real de quem tenta sobreviver sem munição.

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Por Diego Souza Carlos

O filme de Resident Evil de 2026 chega hoje aos cinemas com a missão de revitalizar uma das franquias mais valiosas do catálogo da Constantin Films. Mais uma vez ao lado da Sony Pictures, que venceu uma disputa acirrada para assumir a nova adaptação, a empresa alemã é a grande responsável por todas as produções que levaram o título de RE em live-action nos cinemas.

Apesar do histórico bem questionável, o projeto da vez ganhou uma perspectiva original aos olhos de Zach Cregger - e, como dito na nossa crítica, temos aqui a melhor releitura dos jogos da Capcom nas telonas. A inspiração para essa abordagem surgiu de uma vivência de um fã apaixonado, como indicou o cineasta em entrevista ao AdoroCinema.

Como Zach Cregger levou o pavor dos videogames ao novo filme de Resident Evil?

Essa foi realmente a inspiração: o que aconteceria se um gamer estivesse dentro desse mundo?

Após o cancelamento da vinda ao Brasil, Zach Cregger e Austin Abrams ainda conseguiram falar com alguns veículos brasileiros em formato online. A oportunidade vivida pelo AdoroCinema através deste jornalista - um fã da franquia - contou com algumas informações bem interessantes sobre o novo filme de Resident Evil.

Questionado sobre o intuito de trazer uma pessoa comum aos holofotes, citei um movimento recente da franquia de games ao introduzir este tipo de protagonista a títulos como Resident Evil 7, Resident Evil: Village e Resident Evil: Requiem. Enquanto nos dois primeiros o atrapalhado e errante Ethan Winters se torna o foco das atenções, o segundo acompanha Grace, que até tem certo envolvimento prévio com a mitologia por ser filha de Alyssa Ashcroft (Resident Evil Outbreak), mas não tem nenhum tipo de habilidade para sobreviver a um cenário de monstros, zumbis e armas biológicas.

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“Talvez o Ethan seja a comparação mais próxima, sabe? Apenas um cara comum que teve que passar por esse desafio insano”, concordou ele. “Trata-se de ter um personagem que funciona como um avatar para mim quando estou jogando.”

O cineasta contou que sua experiência com o survival horror foi o grande norte para a condução do longa. ‘Quando jogo, fico morrendo de medo e penso: ‘Meu Deus, não’”, continuou. “Fico correndo, tentando achar munição perto de uma horda de zumbis, correndo em círculos procurando por uma bala. Essa foi realmente a inspiração: o que aconteceria se um gamer estivesse dentro desse mundo?”

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Na versão do cineasta, a mitologia de Resident Evil foi livremente remodelada, mas a experiência de se estar na pele de um personagem da saga é algo que realmente fica impresso em todo o projeto que acaba de chegar aos cinemas.

Como Bryan e Ethan cruzam a franquia Resident Evil?

Presente em Resident Evil 7 e Resident Evil Village, Ethan Winters é um engenheiro de sistemas que se viu envolvido em uma conspiração bizarra após o desaparecimento de sua esposa, Mia. Poucos anos depois, ele recebe um e-mail supostamente enviado por ela. Assim, ele se direciona para a Fazenda Baker onde as coisas realmente começam a ficar estranhas. Assim como ele, Bryan também é um trabalhador comum que acaba no olho do furacão.

Interpretado por Austin Abrams, o protagonista do filme de Resident Evil é um entregador de medicamentos que está a caminho do Hospital Geral de Raccoon City para deixar uma encomenda. No entanto, o que deveria ser apenas mais uma entrega em uma noite de neve se transforma em uma corrida desesperada pela sobrevivência quando criaturas estranhas surgem na cidade.

Resident Evil já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.
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