O AdoroCinema já assistiu A Última Casa, novo filme de suspense e ficção científica da Netflix, estrelado por Wagner Moura e Greta Lee.
Após brilhar em O Agente Secreto e ser indicado ao Oscar, Wagner Moura agora enfrenta um novo desafio no filme de ficção científica e suspense A Última Casa, dirigido por Louis Leterrier, responsável por Velozes & Furiosos 10 e Truque de Mestre. E já posso adiantar que o ator brasileiro é um dos grandes acertos da produção da Netflix.
Qual é a história de A Última Casa?
Ann (Greta Lee), Jason (Wagner Moura) e seus dois filhos ficam, de maneira inesperada, confinados dentro da própria casa, enquanto uma força desconhecida transforma o lar em uma espécie de prisão. Os membros da família tentam manter a esperança e encontrar uma maneira de sobreviver, porém, a falta de água, comida e outros recursos essenciais faz com que o desespero tome conta do ambiente. Além disso, o confinamento prolongado desperta a desconfiança de que a chave para escapar talvez esteja escondida dentro da residência. Entre o medo do que existe do lado de fora e a tensão crescente dentro de casa, todos precisam decidir até onde estão dispostos a ir para permanecer vivos.
Wagner Moura é uma das melhores coisas de A Última Casa: Novo filme da Netflix é tenso, mas cansativo
A Última Casa funciona como um filme de confinamento, se passando praticamente o tempo inteiro dentro de uma casa, e Louis Leterrier faz um bom trabalhar em construir a tensão na luta pela sobrevivência dos personagens. Neste contexto, a relação dessa família é essencial para o funcionamento da trama e as atuações, principalmente de Wagner Moura e Greta Lee, fazem com que a gente consiga se conectar e importar com eles.
É por isso que Jason é uma peça-chave para o desenvolvimento do drama, com seu desespero para manter seus filhos e sua esposa a salvo. Wagner Moura consegue passar toda a carga emocional do personagem e também o colapso mental dele com o passar do tempo, oferecendo momentos realmente emocionantes e que podem arrancar lágrimas – especialmente em diálogos com Greta Lee interpretando Ann. É uma história de confinamento que reflete a experiência traumática que vivemos na pandemia.
"Uma história sobre família, proteção e conflito": Assim Wagner Moura define o seu novo filme de ficção científica que chega à NetflixEnquanto ficção científica, A Última Casa remete a outras narrativas apocalípticas da Netflix, como Bird Box e O Mundo Depois de Nós, mas tenta inovar um pouco em sua reflexão sobre impactos da humanidade do mundo. O filme tem sucesso inicialmente na construção de suspense, mas se torna cansativo com o passar do tempo e repetições de situações na rotina dos personagens. Ele perde um pouco do seu impacto quando realmente resolve mostrar sua ameaça, caindo em um final hollywoodiano cheio de ação, mas bagunçado, com explicações excessivas e efeitos especiais que não se sustentam.
A Última Casa é uma ficção científica e suspense que entrega bons momentos de tensão na luta por sobrevivência dos personagens, que são sustentados por atuações intensas de Wagner Moura e Greta Lee. Mas não espere por nada tão fora da curva e inventivo em relação ao seu mistério. O filme estreia no catálogo da Netflix nesta sexta-feira.