O Primata é uma obra de entretenimento tosca, porém eficaz, que mostra que tudo o que é preciso para ser aterrorizante, é de um macaco.
Misturando terror, sobrevivência e muito gore, O Primata aposta em uma premissa simples, mas eficiente: um chimpanzé infectado pelo vírus da raiva transforma uma reunião familiar em um verdadeiro pesadelo. Após passar pelos cinemas no início deste ano, o longa está no streaming pelo Prime Video, através de uma assinatura com a Paramount+, oferecendo uma experiência sangrenta para os fãs do gênero.
Um chimpanzé fora de controle
Dirigido e coescrito por Johannes Roberts, O Primata combina elementos de slasher, filmes de sobrevivência e terror com animais enlouquecidos. Sem tentar esconder suas intenções, a produção entrega um entretenimento violento e, em diversos momentos, deliciosamente exagerado.
A trama acompanha Lucy (Johnny Sequoyah), que retorna para casa após concluir a universidade. Ela pretende passar alguns dias tranquilos ao lado do pai, da irmã e de Ben (Miguel Torres Umba), um chimpanzé extremamente inteligente que faz parte da família, enquanto todos ainda lidam com a recente morte da mãe.
Quando algumas amigas chegam para uma confraternização, tudo muda drasticamente. Ben é infectado pelo vírus da raiva e passa a agir de forma extremamente agressiva, transformando a casa em um cenário de puro terror.
Terror direto ao ponto
Roberts simplifica a história ao máximo, deixando claro desde o início qual é a proposta do filme. Não há grandes reviravoltas nem pretensões de reinventar o gênero. Em vez disso, o diretor aposta em uma narrativa objetiva e utiliza com eficiência os recursos clássicos do terror envolvendo animais assassinos.
O cineasta também demonstra habilidade ao construir a tensão e explorar a violência. O espaço da casa é utilizado de maneira inteligente, enquanto enquadramentos através de vidros e superfícies desfocadas ajudam a criar uma identidade visual interessante. Já as cenas de gore surgem com frequência e são executadas sem qualquer economia.
No fim das contas, O Primata não tenta ser mais do que realmente é. A direção é competente, os efeitos sangrentos cumprem seu papel e há um chimpanzé completamente descontrolado aterrorizando todos ao redor. Às vezes, isso é exatamente o suficiente para garantir 90 minutos de diversão para quem gosta de um bom terror descompromissado.