"Ele não existe": Se pudesse, Harrison Ford gostaria de apagar este filme de ficção científica gravado há 48 anos
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

O lendário Harrison Ford, de 83 anos, mítico intérpretes de Indiana Jones e Han Solo, tem um grande arrependimento em sua carreira! O ator adoraria apagar essa obra de ficção científica de sua filmografia... literalmente!

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Harrison Ford é uma das estrelas de Hollywood mais idolatradas do mundo. Entre Star Wars, Blade Runner, A Testemunha, O Fugitivo, Indiana Jones e até Força Aérea Um, o ator marcou a sétima arte, sabendo incorporar muitos personagens diferentes em todos os gêneros.

Star Wars Holiday Special: Uma obra atípica na carreira de Harrison Ford

No entanto, entre todas essas obras, há uma que ele gostaria muito de apagar, e é difícil tirar a sua razão. Durante uma entrevista com o apresentador Conan O'Brien, Harrison Ford foi questionado sobre sua participação no telefilme Star Wars Holiday Special, e ele foi categórico:

Ele não existe

Ele disparou a frase com uma cara fechada e uma expressão de desgosto, o que divertiu muito o público. Além disso, toda vez que lhe fazem uma pergunta sobre essa produção, Harrison Ford desconversa, renegando completamente sua participação.

Não dá para culpá-lo, já que o próprio George Lucas deserdou o projeto, transmitido originalmente em 17 de novembro de 1978 nos Estados Unidos. O programa era tão ruim que nunca mais foi reexibido nos canais oficiais, nem comercializado em vídeo, e muito menos disponibilizado no streaming.

Desde então, o especial ganhou status de filme cult entre os fãs de Star Wars. Muitos o consideram um dos piores programas de televisão já produzidos na história, mas também uma curiosidade fascinante da franquia. Um ano após o sucesso fenomenal de Uma Nova Esperança, a televisão quis pegar carona no fenômeno lançando um especial de variedades, formato que estava muito na moda nos anos 70.

A história acompanha Chewbacca, Han Solo, Luke e Leia; o grupo tenta chegar ao planeta natal dos Wookiees, Kashyyyk, para celebrar o Life Day (o Dia da Vida), uma tradicional festa familiar. É nele que descobrimos, pela primeira vez, a família de Chewbacca: sua esposa Malla, seu filho Lumpy e seu pai Itchy.

Perturbador e cult

O que torna esse programa famoso é, acima de tudo, o seu lado... extremamente estranho, até mesmo perturbador. Há cenas longas em que os Wookiees rosnam sem nenhuma legenda, esquetes humorísticas vergonhosas, números musicais com convidados como a banda Jefferson Starship e até uma sequência de culinária completamente absurda. É uma mistura mutante de ficção científica e programa de variedades típico dos anos 70.

Apesar de sua reputação catastrófica, o especial tem um grande valor histórico: ele traz a primeiríssima aparição de Boba Fett, em um curto segmento de animação. Esse trecho é hoje amplamente considerado a melhor parte do telefilme.

O programa foi tão mal recebido que nunca foi reexibido na íntegra nem lançado oficialmente em formato doméstico. Por décadas, sobreviveu apenas graças a gravações em fita VHS feitas pelos próprios telespectadores da época. Hoje em dia, é possível assisti-lo no YouTube — se você tiver coragem, por sua conta e risco!

Paradoxalmente, as tentativas de enterrar o filme ajudaram a consolidar seu status cult. Embora Harrison Ford e George Lucas prefiram esquecê-lo, os fãs continuam a considerá-lo um vestígio fascinante dos primórdios da franquia. Um lembrete de que até os maiores fenômenos culturais podem, às vezes, resultar em fracassos espetaculares.

O desabafo de Mark Hamill

Além de Ford, Mark Hamill também renegou a produção publicamente no Reddit:

"Acho que foi um erro desde o início. Não se parecia com nada no universo de Star Wars. De início, eu disse que não queria fazer, mas George Lucas me respondeu que isso ajudaria a manter a marca na mente das pessoas. Como eu jogava no time, acabei fazendo.

Eu também disse que, na minha opinião, Luke não deveria cantar, então eles cortaram essa parte. E agora, acho que deveríamos ter vergonha desse filme. Eles deveriam colocá-lo nos extras do DVD, só para mostrar o quanto somos falíveis!"

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