Invasão ao Serviço Secreto provou mais uma vez que adoramos ver o ator de 300 no limite.
Gerard Butler é, sem dúvida, uma das maiores estrelas de ação do século XXI , um ator que combina carisma, presença física e uma capacidade quase inata de liderar franquias explosivas como a que estamos discutindo hoje. A saga "Invasão à Casa Branca", que começou há 13 anos com Invasão a Casa Branca (2013) e continuou com Invasão a Londres (2016), culminou – por enquanto – em Invasão ao Serviço Secreto (2019), onde o vimos mais uma vez como o agente Mike Banning, desta vez acusado de tentar assassinar Morgan Freeman. Mas você e eu sabemos que isso é impossível.
Os dois filmes anteriores desta saga, que mistura conspirações, terrorismo internacional e um ritmo de ação clássico e direto, deixaram algo claro, é que Butler pode ser muitas coisas, mas um traidor do Presidente dos Estados Unidos está fora de questão. Banning é, acima de tudo, um homem leal, obstinado e altruísta, o tipo de herói que carrega uma franquia inteira com sua mera presença.
Invasão ao Serviço Secreto: Um filme de ritmo acelerado e cheio de suspense
Quando Invasão ao Serviço Secreto foi anunciado, não fiquei totalmente convencido. A ideia de tornar Banning alvo de todas as agências do país – e de todos os criminosos do momento – parecia um truque barato para justificar mais uma caçada presidencial. Mas a surpresa veio: funciona melhor do que eu esperava, recaptura parte da energia do primeiro filme e, acima de tudo, faz um excelente uso da tensão de ver Banning encurralado, forçado a provar quem ele é quando todo o sistema se volta contra ele.
Esse conflito dá um novo fôlego à saga e, embora não reinvente a roda, entrega exatamente o que promete. Aliás, eu diria que é o melhor filme de toda a série.
O primeiro filme tem seu charme: você descobre o personagem, entende a dinâmica que sustenta a franquia e, além disso, vê Butler em seu auge, com aquela mistura de ferocidade e carisma que definiu sua entrada definitiva no cinema de ação. E há o curioso detalhe de que Invasão a Casa Branca foi lançado apenas algumas semanas antes de O Ataque (2013), aquele blockbuster com Channing Tatum e Jamie Foxx que ofereceu uma versão mais polida e hollywoodiana do mesmo ataque à Casa Branca. Mas o interessante é que este terceiro filme, com mais conspirações, traições internas e um jogo político mais complexo, consegue levar a história por caminhos um pouco menos previsíveis – dentro dos limites do gênero, é claro – sem perder aquele ritmo incrivelmente acelerado.
E, claro, o elenco contribui muito: ter Morgan Freeman como presidente, assim como em Impacto Profundo 20 anos antes, traz uma autoridade e presença que elevam cada cena. No geral, é um filme que prova que a saga ainda tem muita vida pela frente, embora por enquanto ainda estejamos esperando por um quarto filme.