O diretor americano Clint Eastwood se pronunciou para defender seu amor pelo western e falar sobre outras formas de arte tipicamente americanas.
Hoje aos 96 anos, Clint Eastwood tem uma bela carreira dedicada ao cinema como ator, diretor e produtor. Sua rica obra já foi muito analisada e continuará sendo nas próximas décadas. Atualmente, especula-se que o ator e diretor esteja aposentado, conforme confirmado recentemente por um de seus filhos — antes de ser desmentido por outro!
"É praticamente tudo o que é realmente original"
De qualquer forma, o cineasta assinou o seu filme mais recente com Jurado Nº 2, lançado em 2024. Em uma entrevista publicada recentemente pela revista Fotogramas (e repercutida pelo site Filmstarts), Eastwood falou sobre o western, gênero que impulsionou sua carreira:
"Sinto-me muito próximo do western. Honestamente, a América é diferente da Europa. Não temos muitas formas de arte originais aqui. A maioria é derivada de formas de arte europeias. Fora o western, o jazz e o blues, isso é praticamente tudo o que é realmente original."
E tudo está em sua filmografia
Para Eastwood, apenas essas duas formas de música encontram espaço em sua apreciação, o que não chega a ser uma surpresa, já que ele nunca escondeu seu amor pelo jazz. Seu filho Kyle, inclusive, é músico, e Clint dedicou uma cinebiografia ao saxofonista de bebop (e, portanto, de jazz) Charlie Parker em Bird (1988). Quanto ao blues, o diretor comandou um documentário para a série produzida por Martin Scorsese intitulada Piano Blues (2001).
No que diz respeito ao western, poucos atores revelados nos anos 1960 têm tantos filmes do gênero no currículo quanto o grande Clint. Contando a partir de Por um Punhado de Dólares, de Sergio Leone, são 12 produções rodadas entre 1964 e 1992, das quais mais da metade se tornaram clássicos absolutos do gênero.
Embora ele cite apenas três formas de arte legitimamente americanas, o fato é que Eastwood dedicou a elas boa parte de sua vida.