Esses filmes se consolidaram como clássicos da ficção científica e, embora sejam aclamados pela crítica, não te culpamos se você assistiu até o final, mas não entendeu nada.
Embora a ficção científica tenha nos mostrado histórias de praticamente outro universo, passando por monstros, criaturas alienígenas e viagens no tempo, às vezes o mais impressionante de sua transposição para as telonas não é o lado fantasioso de suas tramas, mas sim a maneira como terminam. Será que realmente entendemos o final ou não conseguimos captar o que o diretor estava tentando nos dizer? Filmes como A Chegada e Tenet são exemplos disso, mas há outros títulos que são quase impossíveis de decifrar de primeira.
2001: Uma Odisseia no Espaço
Apenas Stanley Kubrick conseguiria alcançar um legado tão confuso quanto o que conquistou com o final de 2001: Uma Odisseia no Espaço. Depois de exibir mais de 10 minutos de um astronauta atravessando a barreira do tempo, do espaço e de várias outras dimensões, o único homem a bordo da nave, Dave Bowman, acaba se tornando um homem idoso que passa por diversos cômodos de um lugar antes de se deparar com um monólito, que posteriormente o transforma em um feto celestial que observa a Terra do lado de fora. Embora seja interpretado como a evolução humana, essa sequência final deixou muitas pessoas sem entender praticamente nada.
A Origem
Christopher Nolan entregou diversas histórias complexas de analisar graças aos seus estilos de narrativa e ao uso do tempo, mas a que possui o final mais intrigante de todas é A Origem. Cobb (Leonardo DiCaprio) parece ter retornado para sua família na realidade e deixado para trás seu trabalho como invasor de sonhos, mas o cineasta nunca nos permite ver se o seu peão para de girar, abrindo a dúvida se ele realmente conseguiu sair daquele sonho ou não.
eXistenZ
David Cronenberg apresentou um filme de ficção científica grotesco e surreal que termina com seus protagonistas acordando em uma igreja, após terem testado um jogo de realidade virtual como parte de um grupo de foco. Tudo o que aconteceu antes ocorria dentro do jogo, mas quando os dois se revelam como ativistas reais, o longa deixa um final aberto no qual o público se pergunta se o que está acontecendo no momento ainda faz parte do jogo, ou se sequer vale a pena fazer essa pergunta.
Blade Runner, o Caçador de Androides
Na última cena do longa-metragem, Ridley Scott mostra Rick Deckard (Harrison Ford) encontrando um unicórnio de origami e lembrando de sua conversa com o replicante Gaff sobre o animal, aumentando a intriga sobre a possibilidade de o próprio Deckard ser um replicante com memórias implantadas em sua mente.
Aniquilação
Alex Garland apresentou uma jornada de terror e ficção científica em Aniquilação, na qual também retratou como a perda e o luto afetam a psique humana. No final, Lena (Natalie Portman), que perdeu o marido, é possuída pelo "Brilho" (The Shimmer), uma entidade alienígena que encapsula metaforicamente o luto das pessoas. No desfecho, quando Lena retorna ao mundo real, o público não sabe se ela é o doppelgänger criado pelo Brilho ou se a verdadeira Lena conseguiu sair do portal.