Alexandre Astier é um fervoroso defensor da cultura geek e dos super-heróis! No entanto, há uma coisa que ele lamenta na visão dos heróis modernos, particularmente na Marvel.
O diretor francês Alexandre Astier é um grande fã de super-heróis e um defensor ferrenho da cultura geek. No entanto, ele não aprecia muito os trabalhos recentes da Marvel, que se distanciam demais de sua visão do que um super-herói deveria ser.
Super-heróis e solidão
O criador da saga Kaamelott discutiu o assunto com o cinegrafista Patrick Baud no canal do YouTube Axolot. "Quando eu era pequeno, o que me fascinava nos super-heróis era o fato de eles estarem sozinhos", explicou Astier inicialmente.
"A situação particular deles, a singularidade, os levou a ter que fugir. Isso era muito verdade para o Hulk. Na série que eu assistia quando era criança, Bruce Banner ia de cidade em cidade pedindo carona, porque toda vez que ele estava em algum lugar e alguém pisava no pé dele, ele destruía tudo", continuou.
"Então, ele teve que ir embora, e havia música de piano, e estava chovendo, e era triste. E o cara chegou na cidade seguinte querendo apenas uma coisa: paz. Só que ele encontrou uns canalhas, mudou de ideia, rasgou a camisa. De qualquer forma, havia uma solidão no cara", analisa Alexandre.
Os Vingadores? Não para ele
"O Homem de Ferro era alcoolista. Sério. Para mim, um super-herói está sozinho no mundo. É ele + nós, mas não são 50 deles. Super-heróis não são caras que têm salas de reunião. Agora, o Hulk usa óculos, ele conseguiu evitar ser transformado em outra coisa: 'Pronto, preparei algo no laboratório, valeu, pessoal, quando vamos explodir o planeta?'" , brinca o diretor.
"Já não entendo o sofrimento dessas pessoas. Já não compreendo como o fato de serem quem são as isolou dos outros. Interessa-me um pouco menos, é outra coisa, já não me diz respeito", concluiu Astier.