"É aí que traço o limite": Steven Spielberg detona inteligência artificial no cinema e faz alerta para o futuro de Hollywood
Luiza Zauza
Jornalista em formação dividida entre a paixão pelo cinema e pela música. Como coração é grande, cabe desde comédias românticas até documentários musicais. Sempre em busca de encaixar sua devoção por Jorge Ben Jor e John Carpenter em alguma conversa.

Steven Spielberg é assertivo e se coloca contra o uso de IA na produção cinematográfica, enfatizando que um algortimo nunca substituirá a subjetividade humana.

Não é de hoje que o assunto mais badalado e polêmico do momento gira em torno da inteligência artificial estar tomando conta de cada espaço da nossa realidade. No cinema, essa discussão chegou com toda força e instiga comentários dos mais cascudos profissionais da indústria. Steven Spielberg é um deles. Recentemente, numa conversa com a ex-primeira dama Michelle Obama e o ator e comediante Craig Robinson no podcast IMO, o renomado diretor manifestou sua oposição ao uso de IA como ferramenta criativa.

Embora reconheça a utilidade da tecnologia para tarefas logísticas e “encontrar soluções para problemas médicos”, o cineasta rejeita a ideia do algoritmo dominar o processo criativo em Hollywood, sendo impossível substituir a subjetividade humana.

Spielberg critica uso de IA em trabalhos criativos

Ian West/PA Images via Getty Images

"O que não me agrada na IA é quando ela assume uma posição ou quando há uma cadeira vazia na mesa dos roteiristas”, disse Spielberg. “Não estou disposto a substituir, sabe, porque realmente não acredito nessa consciência. Não acredito que haja substituto para a alma. Não acho que seja um algoritmo que possa ser inventado… Um computador que acredita sentir mais do que nós sentimos é um anátema [uma maldição] para a maneira como fui criado e como vou exercer minha profissão de produtor e diretor no futuro.”

Para o diretor de clássicos como Tubarão e Jurassic Park, o futuro da inteligência artificial pode até ser promissor no sentido de ajudar a “poupar muito trabalho braçal” ao realizar tarefas como a procura por locações, mas deve atuar apenas como um instrumento técnico, sem nunca ocupar o lugar de artistas reais ou ser uma autoridade capaz de ditar para ele ou qualquer membro de sua equipe como fazer filmes.

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"Não me digam como escrever os diálogos de tal personagem. Não me digam para onde a câmera deve se mover. E também não me digam como deve ser o cenário, a menos que a IA seja simplesmente mais um dispositivo na vasta caixa de ferramentas do diretor de arte”, acrescentou ele. “Usem a IA como uma ferramenta, mas não a utilizem como a palavra final em qualquer questão criativa. É aí que traço o limite.”

Spielberg não é o primeiro, nem será o último artista a falar abertamente sua opinião sobre a utilização de IA no cinema. Recentemente, uma carta aberta contra o uso deliberado e não autorizado de obras para treinar os sistemas de Inteligência Artificial recebeu a assinatura de grandes nomes, como Cate Blanchett, Kevin Bacon, Scarlett Johansson, entre outros.

Dia D
Dia D
Data de lançamento 10 de junho de 2026 | 2h 25min
Criador(es): Steven Spielberg
Com Emily Blunt, Josh O'Connor, Colin Firth
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2,6
Adorocinema
4,5
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O próximo filme de Steven Spieleberg, o thriller de ficção científica Dia D, estreia dia 11 de junho nos cinemas.

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