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    Westworld
    Críticas dos usuários
    Críticas da imprensa
    Média
    4,6
    1327 notas e 101 críticas
    distribuição de 101 críticas por nota
    55 críticas
    24 críticas
    13 críticas
    7 críticas
    2 críticas
    0 crítica
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    anônimo
    Um visitante
    Crítica da série
    2,0
    Enviada em 24 de março de 2020
    Sempre achei essa série bem fraca. Fora o bom elenco e valores de produção, sempre achei muito enfadonha e pretensiosa. A premissa não tem metade da originalidade e inteligência que se faz crer. Jonathan Nolan, criador da série, pelo visto não aprendeu as lições mais importantes com seu irmão mais velho, Christopher...Não basta apenas ter uma concepção ambiciosa para um projeto se você não sabe muito bem como executá-la. Não é só de boas ideias que se faz um filme ou uma série, como neste caso. Para mim, é um verdadeiro mistério Westworld ter chegado à terceira temporada, com uma trama arrastada e personagens antipáticos assim. Enfim, parece que tem gente que gosta mesmo, caso contrário já teria sido cancelada, mas eu não poderia estar mais desinteressado em acompanha-lá.
    Dudu S.
    Dudu S.

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    Crítica da 3 temporada
    4,0
    Enviada em 11 de maio de 2020
    As duas temporadas anteriores da série foram excelentes, e surpreendentes, uma das grandes expectativas para essa temporada foi a Dolores chegar ao mundo real, e colocar seu plano em prática, desde do começo da temporada teve uma estranheza, por a série ter mudado totalmente, as temporadas anteriores se passavam em um parque virtual com o cenário do velho Oeste, e nessa temporada a série se passa no mundo real no futuro. Durante essa temporada Dolores continuou sendo implacável e a melhor personagem da série, já a Maeve foi uma das piores personagens nessa série, ela mudou completamente, e na condiz com a Meave das duas primeiras temporadas, só no episódio final, ela volta a ser a Maeve que conhecemos, ela foi um ponto ruim da temporada, o Caleb o novo personagem da série é um dos pontos positivos, ele é humano, mas se assemelha muito anfitriões, e sua vida é revelada aos poucos, e no começo ele não tem um grande destaque, mas pro final ele é um dos personagens mais importantes, outro grande destaque da temporada foi o Homem de Preto que foi incrível nessa temporada novamente, principalmente pela interpretação do Ed Harris, nessa temporada o Homem de preto tem um conflito interno, que faz ele refletir sobre seus erros, e ele quer consertar um dos seus maiores erros, que não vou falar para não dar spoilers. Nessa temporada a história foi contada de forma mais linear, diferente das anteriores que foi contada de forma não linear, isso provavelmente aconteceu por a 2 temporada ter sido difícil para a compreensão dos fãs. O final da temporada é decepcionante, principalmente pelo o que acontece, o final deixa algumas perguntas para o futuro. Bem a temporada no total foi muito boa, apesar dos erros, a melhor temporada da série continua sendo a primeira, e agora é aguardar o lançamento da 4 temporada e que ela seja boa.
    Fabricio Menezes
    Fabricio Menezes

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    Crítica da série
    4,5
    Enviada em 10 de maio de 2020
    Série maravilhosa!! Fica melhor a cada temporada. Já estou super ansioso pra próxima e curioso tb pra saber o que vai vir depois desse final da season 3.
    Caio B.
    Caio B.

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    Crítica da 1 temporada
    5,0
    Enviada em 12 de outubro de 2016
    Uma obra de arte, esta série promete revolucionar o jeito de ver o mundo, com profundidade inacreditável e diferentes núcleos fundidos de personagens fazem com que vc não queira, perder nem mesmo uma fala.
    Charlys F.
    Charlys F.

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    Crítica da série
    5,0
    Enviada em 3 de outubro de 2016
    Tudo que uma série precisa, ação, mistério, locações fascinantes, e um bom enredo. Espero que não cometa os erros de várias de suas antecessoras, lançando caminhos que não chegam a lugar nenhum, deixando o expectador sem respostas, se perdendo na mitologia criada. Acompanhemos pois se a serie seguir o que foi apresentado tem tudo para se tornar pop.
    EDJAN OLIVEIRA
    EDJAN OLIVEIRA

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    Crítica da série
    2,0
    Enviada em 2 de abril de 2020
    Os primeiros episódios são entediantes, cansativos loops dos anfitriões e a gente fica tentando entender o propósito dos protagonistas. Começa a ficar interessante a medida que os robôs vão mostrando que são conscientes, porém a série se perde na lógica.. E Começa a narrativa forçada, personagens perdidos em seus ganchos, a maioria sem propósito, divergentes, sem foco... Os anfitriões praticamente viram mutantes, todo dia descobrem uma funcionalidade... E são deixadas muitas pontas soltas.. No final da segunda temporada você já está sentindo vergonha alheia de ter assistido. Não há fidelidade à proposta da série.
    Jonas Bittencourt, Jr.
    Jonas Bittencourt, Jr.

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    Crítica da série
    2,0
    Enviada em 11 de fevereiro de 2021
    Sempre achei essa série bem fraca. Fora o bom elenco e valores de produção, sempre achei muito enfadonha e pretensiosa. A premissa não tem metade da originalidade e inteligência que se faz crer. Jonathan Nolan, criador da série, pelo visto não aprendeu as lições mais importantes com seu irmão mais velho, Christopher...Não basta apenas ter uma concepção ambiciosa para um projeto se você não sabe muito bem como executá-la. Não é só de boas ideias que se faz um filme ou uma série, como neste caso. Para mim, é um verdadeiro mistério Westworld ter chegado à terceira temporada, com uma trama arrastada e personagens antipáticos assim. Enfim, parece que tem gente que gosta mesmo, caso contrário já teria sido cancelada, mas eu não poderia estar mais desinteressado em acompanha-lá.
    Bob Carvalho
    Bob Carvalho

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    Crítica da série
    3,0
    Enviada em 18 de junho de 2020
    Westworld. A Ilha da Fantasia dos Tempos Modernos. Só que com uma superprodução, ótimos efeitos. Já começa com uma abertura impar, excelente. O problema é que daí vem os episódios. Com uma idéia fantástica, que prende para ver o final. O desenrolar que é lento. Alguns episódios sem sentido que perde-se muito tempo. Muitos flash backs desnecessários. No final, com as definições da trama, a série melhora, mas um final fraco para deixar pensar o que poderá acontecer na próxima temporada. É um risco, pois a dureza que foi para assistir até aqui, pode ser que o público tenha se cansado de esperar algo mais da série e simplesmente desista.
    Sal Machado
    Sal Machado

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    Crítica da 1 temporada
    0,5
    Enviada em 13 de abril de 2020
    Temporada superestimada. Aborda questões interessantes, mas a narrativa é cheia de furos acerca da tecnologia empregada no funcionamento dos anfitriões, funcionamento da empresa e contexto no qual a tecnologia se insere, de maneira que não há espaço para teorizar, uma vez que os momentos 'revelação' são de total domínio dos showrunners. A narrativa forçadamente traz humanos desprovidos de qualidades e robôs com comportamentos humanóides para que haja uma empatia forçada com os últimos. O timing é super lento e os objetivos dos personagens são um enigma. Diferentemente das séries com teor de suspense em que era possível a teorização, em westworld isso não é possível pois o espectador não conhece nenhum personagens. Humanos e robôs são zumbis. A sensação é a de ver um filme de 10 horas de suspense, construído em cima de cenas de impacto, superficiais, onde a história pode ir para qualquer lugar, conforme conveniência do roteiro, pois não se conhece nada sobre ninguém.
    Rodrigo E
    Rodrigo E

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    Crítica da série
    3,5
    Enviada em 4 de abril de 2020
    A série tem um ótimo enredo, ótimos atores e uma história cativante. Porém! Brinca o tempo inteiro com nossa inteligência. Segue alguns SPOILERS. spoiler: 1) Os anfitriões são Android's controlados por um sistema complexo de computadores e linhas extremamente complexas de programação, mas na série o cara que é o Faxineiro consegue ter acesso ilimitado aos Android's. Que sistema seguro ehn!? 2) Na série as armas usadas dentro do parque não são reais e as munições não podem ferir um ser humano, mas sem qualquer explicação essas armas começar a ferir e matar seres humanos. 3) As armas usadas no parque são calibres que se usava no velho oeste americano, sendo assim não existiria na época atual munição real suficiente pra essas armar. 3) Os anfitriões tem contato com NITROGLICERINA, um agente químico extremamente potente e explosivo. A questão é: O que NITROGLICERINA fazia em um parque temático, sendo acessada por hóspedes e anfitriões? 4) Todos morem com apenas um disparo de arma de fogo(aquelas de calibre do velho oeste) porém a Bonitinha da Dolores leva uma chuva de disparo de uma Sub-metralhadora e não sente absolutamente nada. 5) A equipe de segurança que vai até o parque pra fazer os resgates, estão equipado com alta tecnologia e coletes a prova de bala de última geração, porém um único disparo de uma espingarda do século XV é o suficiente pra matá-los. 6) Ouve uma chacina sem precedentes dentro do parque, dezenas de outros hospedes estão presos sendo mantidos reféns, mesmo assim nenhuma autoridade pública toma nenhuma iniciativa de regaste ou invasão do parque. Han? Como assim? Está é uma avaliação pessoal da primeira e segunda temporada. É apenas uma visão minha da série. *Todo texto oculto Contém spoiler da primeira e segunda temporada
    Lais V
    Lais V

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    Crítica da 2 temporada
    4,0
    Enviada em 2 de maio de 2020
    Impressionada com a qualidade dessa série... Há tempos não me animava para maratonar... Agora já há 3 dias que assisto vidrada... Sci-fi de qualidade. A. I. impressionante. Amei!!!! Dei pulos de entusiasmo no primeiro episódio... Destaque para Dolores! Lais Viajante
    Emanuel D.
    Emanuel D.

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    Crítica da série
    5,0
    Enviada em 28 de novembro de 2016
    Melhor série de TV dos últimos anos... Fazia tempo que uma série não prendia tanto minha atenção... Esperando pelas próximas temporadas!!!
    Renato B.
    Renato B.

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    Crítica da série
    4,5
    Enviada em 7 de outubro de 2016
    A série é bem complexa. Precisei assistir mais de uma vez o episódio piloto para ter uma conclusão. Vários portais deram notas infladas, no IMDB por exemplo, ela já esta com 9.3, nota mais alta que a excelente True Detective, para se ter uma ideia Breaking Bad e Game of Thrones tem 9.5, ou seja, Westworld já esta entre as melhores 10 séries de todos os tempos (segundo as notas das criticas). A série parece seguir a mecânica de LOST, teremos muitas referencias filosóficas, analogias, metáforas, tudo para fazer o telespectador criar suas próprias teorias e conclusões. A série é abstrata, e não me parece seguir uma lógica direta, nada será entregue de bandeja. Vamos torcer para ela manter uma boa narrativa. Pelo time envolvido, isso é quase certo!
    anônimo
    Um visitante
    Crítica da 1 temporada
    5,0
    Enviada em 7 de dezembro de 2016
    Instigante! Para mim essa é a palavra que define Westworld, ao menos na primeira temporada. A série que aborda as aventuras vividas num parque ambientado no Velho Oeste onde todos que lá "Habitam" são robôs destinados a satisfazer os desejos de seus visitantes, sejam eles sexuais ou aventurescos! A primeira coisa que vemos quandoa série começa é sua abertura, lindíssima por sinal, que mostra o processo de montagem dos Anfitriões, mesclando com elementos do Velho Oeste, como o Deserto e as Montanhas refletidas nos olhos recém montados, ao som de uma linda, (Mais uma). canção composta pelo Incrível Ramin Djawadi, se superando a cada momento; aliás, a trilha sonora é um dos pontos fortes dessa produção, como não poderia ser difierente! Agora vamos falar do roteiro, SENSACIONAL, sem mais, faz tempo que não assisto uma série que te instiga tanto a saber mais e mais sobre os acontecidos no episódio, que te faz passar a noite refletindo e discutindo as inúmeras teorias e dúvidas nas quais fomos apresentados desde primeiro episódio, e por falar nisso, é importante salientar que a série se e se desenvolve em cima desses questionamentos, tantos dos anfitriões, Maeve e Dolores entre outros, quanto de nós, telespectadores. Um roteiro assinado por Jonathan Nolan já lhe dá a percepção que coisas incríveis vêm por aí, sem querer vangloriá-lo, mas o que ele, e seus parceiros Lisa Joy e Halley Wegryn Gross, fizeram dessa vez é digno de ganhar todos os prêmios possíveis, algo que acho que acontecerá no próximo Emmy, pois eles merecem! Outro ponto a destacar é a Edição da série, podemos dizer que Charles Yu fez muita gente ficar louco! Agora o que falar do elenco, Supimpa, (que expressão velha), só pra dar um "gostinho", Anthony Hopkins está nele, interpretando o criador do Parque, mais uma vez Anthony me surpreende, finalente um papel incrível digno de sua pessoa, quem imaginaria que logo ele, Ford, que sempre relutou a ideia de seu falecido amigo, e também criador do parque, Arnold, de que os Robôs deveriam ter consiência seria o responsável pelas, spoiler: enormes mudanças de atitude e evolução dentro da trama de vários anfitriões, Maeve e Dolores estão aí pra mostrar isso! Evan Rachel Wood vive Dolores, uma das anfitriãs mais antigas e que vive uma jornada de alta descoberta, spoiler: incitada por Arnold/Bernard (Jeffrey Wright, que teve uma ótima atuação) , a procurar pelo labirinto, uma metáfora que permeia a cabeça de muitos personagens da séries, criado pelo Arnold, esse Labirinto seria uma forma de que o Anfitrião alcançaria a total consciência, e que "estaria livre". Nessa "Jornada Inseperada" Dolores conhece Logan e William (Jimmi Simpson e Ben Barnes), de personalidades bastante opostas, logo "Will" e Dolores começam a se envolver, mas não me aprofundarei nesse assunto. É justamente em busca desse "Labirinto" que o mistérioso "Homem de Preto" (Ed Harris) e, depois de um tempo, Teddy (James Marsden), se aventuram; spoiler: no último episódio é revelado o que muitos suspeitavam, William é o Homem de Preto, o que também revelou de cara outra teoria importante de que a linha temporal estava dividida em três partes, uma à 35 anos, logo no início do Parque, outra à 30 anos, quando Dolores se aventurou em busca do Labirinto pela e outra que se passa no presente onde ela, novamente faz essa Jornada. . Outro destaque do elenco é Thandie Newton, que está INCRÍVEL, a evolução da personagem que, antes de ser realocada para dona do Bordel Mariposa, era uma simples camponesa vivendo com sua filha no campo, é sensacional, à cada episódio ela descibria um nove segredo sobre seus "Deuses" spoiler: e força dois funcionários da Delos, Felix e Sylvester, a ajudá-la, algo bem louco e irresponsável por sinal, pois isso causa os efeitos mais "devastasores" do parque, aumentando sua inteligência e poder sobre os outros anfitriões, algo que logo depois ela começa à "testar"; e a fugir, algo que ela alcança no último episódio, com ajuda de Hector ( "Nosso" Rodrigo Santoro, que também está muito bem), mas logo desiste e vai à procura de sua filha , deixando uma ótima "ponta solta" para a próxima temporada! Só posso dizer uma coisa para encerrar, no começo a série pode ser um tanto difícil de se compreender, pelo fato das inúmeras dúvidas deixadas a cada episódio, mas quando as descobertas vierem, sua cabeça vai explodir, literalemente falando! Se prepare para enlouquecer e se surpreender bastante!
    Marco Paulo
    Marco Paulo

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    Crítica da série
    4,0
    Enviada em 16 de outubro de 2016
    Imagine uma pequena comunidade no centro de um vasto território do velho oeste norte-americano. Povoe esse mundo com todos os tipos de pessoas e estórias de um filme de faroeste, tais como bandidos assassinos, saloons com mesas de poker e prostitutas, grupos de cidadãos que se juntam ao sheriff para caçar um criminoso foragido, ranchos de criação de gado e de cowboys, enigmáticos vilões que sadicamente executam quem cruza seu caminho, hordas de índios sedentos por escalpos, mocinhos que voltam à cidade para reencontrar seu amor, lindas filhas de fazendeiro prestes a descobrirem seus destinos. Estas são algumas dentre inúmeras estórias acontecendo em todos os cantos da região, diversas possibilidades de aventura, prazer, redenção e brutalidade. Acrescente a esse mundo visitantes determinados a vivenciar essas possibilidades com a garantia de que nenhum prazer será negado e nenhum pecado será punido. Nem a morte terá poder sobre eles. Bem que poderia ser, mas essa não é a descrição do jogo Red Dead Redemption. {Este artigo traz três referências a cenas do filme que não chegam a comprometer a surpresa de quem for assistir. Se mesmo assim não desejar conhecer detalhes da estória, assista o filme antes de ler o artigo.} Em 1978 a série Ilha da Fantasia explorou a ideia de um mundo onde os sonhos dos visitantes se realizavam. Chegavam de avião e eram recebidos pelo sr. Roarke e seu pequeno assistente Tattoo, que lhes ofereciam a chance de experimentar uma vida alternativa. O risco era o sonho se tornar pesadelo. Se na ilha do sr. Roarke as fantasias se concretizavam graças a cenários realistas e atores humanos muito bem treinados, em Westworld o mundo alternativo surge da bioengenharia e sofisticados sistemas de inteligência artificial, ingredientes ideais para os piores pesadelos. Na nova série da HBO, homônima do filme de 1973 que a inspirou, é um grande parque de diversões onde adultos gastam alguns milhões de dólares para vivenciarem experiências ao estilo dos jogos eletrônicos de mundo aberto. Na Ilha da Fantasia o hóspede vivia uma experiência criada por atores, o que impunha óbvias limitações às estórias. No parque de Westworld os anfitriões são seres orgânicos construídos por bioengenharia com inteligência artificial. Numa experiência onde nenhum crime contra os anfitriões é proibido para o visitante a consciência individual destes é o único limite. E consciência e senciência são chaves na trama na série. As personagens que às dezenas um jogador mata nos jogos Grand Theft Auto ou Red Dead Redemption não são seres individualizados, com inteligência, sentidos, emoções e memórias, nas quais possamos suspeitar haver alguma autoconsciência ou sofrimento. Em Westword, entretanto, as personagens têm inteligências artificiais que as levam a se comportar como humanos, num nível em que pode ficar difícil distinguir a imitação do imitado. A ideia por trás do Teste da Sala Chinesa, imaginado por Alan Turing, é que se não podemos distinguir entre uma consciência humana e uma imitação, podemos, então, considerar ambos como consciências. O que nos leva à pergunta: é possível que, de alguma forma, esses androides estejam sofrendo? Poderiam ter consciência disso? Filósofos e psicólogos como Kant e Freud pensaram a consciência como a operação pela qual um ser se percebe individual frente ao restante do ambiente e passa a refletir sobre si e sobre o outro. Isso nos leva ao o diálogo ocorrido aos 42 minutos do primeiro episódio entre os criadores dos anfitriões (dr. Ford, por Anthony Hopkins, e dr. Wright, por Bernard Lowe). Ford lembra que “a evolução criou toda a vida senciente” na Terra usando o erro (evolucionismo darwiniano). Nós, humanos, somos o “produto de trilhões deles”, o que nos permitiu desenvolver o que chamamos de autoconsciência, que não é mais que uma “autoilusão”. Na medida em que desenvolvemos Ciência “conseguimos escapar da prisão evolutiva” e dominamos a natureza. Na série o conhecimento pode ter levado os humanos a criarem um novo tipo de ser que, de mera cópia de nós mesmos, a partir de novos erros evolutivos, pode vir a se tornar algo mais que nós. A inteligência (artificial), criada para iludir outras inteligências (humanas), pode estar a um passo de desenvolver a capacidade de se autoiludir e adquirir autoconsciência. Com efeito, quando a anfitriã Dolores (Evan Rachel Wood) se observa no reflexo de uma janela aos 20 minutos do segundo episódio é o momento em que notamos que ela passa a ter consciência de si mesma. Ela se percebe individual frente ao ambiente que a cerca, o que fica claro por seu estranhamento frente ao seu reflexo. O que pode acontecer, então, quando uma criatura começa a refletir sobre sua própria condição e sobre a natureza de sua realidade? Como reagiria uma inteligência artificial que consegue se perceber como indivíduo e descobre que está presa a um mundo cujo único significado é a satisfação de prazeres egoístas de seus criadores? Do que seria capaz para preservar sua existência e evitar o sofrimento? Antes que alguns caiam na tentação de responder pelo óbvio, ao estilo do que ocorre em Exterminador do Futuro, onde máquinas simplesmente decidem pelo extermínio de seus criadores, devemos lembrar que androides que pensem como humanos, a exemplo de seus criadores, poderiam tomar outros caminhos imprevisíveis. Nisto, esperamos, reside a grande oportunidade desta série. Escrito por Jonathan Nolan (Interstellar, Batman: O Cavaleiro das Trevas) e Lisa Joy Nolan com base no trabalho original de Michael Crichton (Jurassic Park, Coma, Twister, ER – Plantão Médico) e produzido por J. J. Abrams e Bryan Burk (Lost, Star Wars VIII, Star Trek, Missão: Impossível), Westworld em seus primeiros episódios abre muitas e estimulantes possibilidades para boa uma série de TV. O primeiro episódio, “The Original”, dirigido pelo próprio Jonathan Nolan, tem um roteiro muito bem estruturado. Ainda que o espectador previamente saiba do que se trata a série, se sente envolvido pela trama o tempo todo. Pedaços de um diálogo com a anfitriã Dolores (Evan Rachel Wood) sobre os fatos que ocorrem no fim são distribuídos ao longo do episódio de forma que o espectador gradualmente vai construindo o significado do que está para ser revelado. Mas na narrativa persistem alguns elementos que não são elucidados no episódio e prometem trazer revelações ao longo da série. O enigmático homem de preto, por exemplo, interpretado por Ed Harrys, traz um interessante contraponto à aparente previsibilidade da série. Numa primeira análise é um simples vilão, que mata e estupra com crueldade pelo prazer sádico. Mas se considerarmos a forma como os jovens hoje se comportam em jogos de mundo aberto (como em GTA), notaremos que essa personagem pode ser muito mais complexa do que parece. Talvez para o homem de preto matar e se divertir sadicamente não seja moralmente errado, já que suas vítimas não passam de programas executados em corpos robóticos. Não há culpa nem crime, somente um jogo que o diverte há 30 anos. Mas agora ele parece ter um objetivo pessoal a ser atingido. Que objetivo seria esse que se torna tão interessante para quem joga há tanto tempo no parque? Não sabemos ainda se o homem de preto notou o que está para acontecer com os anfitriões. Mas fica claro no episódio segundo, “Chestnut” (castanha), que os criadores dos androides, dr. Ford e dr. Wright, sabem de algo que o resto da administração do parque parece ignorar. Dolores é parte de uma simulação violenta, onde desejos brutais são satisfeitos por seres humanos que se permitem o que de pior pode existir na humanidade. Uma frase lhe foi dita ao ouvido e soou como uma senha para seu despertar. Ela está para descobrir o significado da citação de William Shakespeare que seu pai lhe sussurrou: “O prazer brutal tem final violento”. NOTAS Red Dead Redemption é um jogo eletrônico de ação-aventura desenvolvido pela Rockstar San Diego e publicado pela Rockstar Games em 2010, ambas pertencentes ao mesmo grupo da Rockstar North, desenvolvedora de outro jogo de mundo aberto de grande sucesso, o GTA - Grand Theft Auto. Em jogos de mundo aberto o jogador tem a liberdade de se movimentar por todo o território, podendo explorar como quiser ou ingressar em qualquer das diversas estórias paralelas que acontecem. O Teste da Sala Chinesa foi proposto pelo matemático Alan Turing como meio de se verificar em que momento os computadores chegariam ao ponto de simular perfeitamente uma consciência humana. Um filme que explora mais profundamente essa ideia é o britânico Ex Machina, escrito e dirigido por Alex Garland e lançado em 2015. Ilha da Fantasia (Fantasy Island) é uma série para TV produzida por Aaron Spelling e Leonard Goldberg, que foi originalmente ao ar na televisão norte-americana de 1978 a 1984, com Ricardo Montalbán no papel do anfitrião sr. Roarke e Hervé Villechaize no papel de seu pequeno assistente, Tattoo. Exterminador do Futuro (The Terminator) é um filme norte-americano de 1984, dirigido por James Cameron, onde um androide construído para matar chega de um futuro onde máquinas e humanos estão em uma guerra sem tréguas, com a missão de eliminar um importante alvo estratégico.
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