Meu AdoroCinema
    Nelson Pereira dos Santos
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    Atividades Diretor, Roteirista, Produtor mais
    Nacionalidade Brasileiro
    Nascimento 26 de outubro de 1928 (São Paulo, São Paulo, Brasil)
    Morte 21 de abril de 2018 aos 89 anos de idade
    59
    anos de carreira
    37
    filmes e séries lançados

    Biografia

    - Foi o 1º diretor eleito para a Academia Brasileira de Letras;- Integrou o júri do Festival de Veneza de 1986 e 1993.

    Filmografia

    Cinema Novo
    Cinema Novo
    3 de novembro de 2016
    Tudo por Amor ao Cinema
    Tudo por Amor ao Cinema
    30 de julho de 2015
    Vinte - RioFilme, 20 Anos de Cinema Brasileiro
    Vinte - RioFilme, 20 Anos de Cinema Brasileiro
    Data de lançamento desconhecida
    A Luz do Tom
    A Luz do Tom
    8 de fevereiro de 2013
    A Música Segundo Tom Jobim
    A Música Segundo Tom Jobim
    20 de janeiro de 2012
    A Paz é Dourada
    A Paz é Dourada
    1 de janeiro de 2008
    Toda a filmografia

    Foto

    Notícias

    In Memoriam 2018: Relembre as personalidades que nos deixaram
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    Morre o diretor Nelson Pereira dos Santos, aos 89 anos
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    sábado, 21 de abril de 2018
    Um ícone do Cinema Novo se vai.
    15 notícias sobre esta personalidade
    Comentários
    • Rafael Vespasiano
      Jubiabá: Um filme menor da filmografia de Nelson Pereira dos Santos, "Jubiabá", baseia-se no romance homônimo de Jorge Amado, que mostra, tanto o filme de Nelson, quanto o livro de Amado: a vida nos morros/favelas, a vida dos negros e sua religião candomblé, mas sempre com sincretismo religioso, a vida e trabalho do estivadores no cais, em sua maioria, negros ou mulatos, mostrando aqui a discriminação racial enraizada na sociedade brasileira, pois os negros só servem para trabalho braçal, pelo menos é o que mostra o filme, e aí está uma crítica de Nelson e Amado, mostra também a luta pelos direitos dos trabalhadores (movimento sindical), por meio de uma greve que parou a cidade, mostrando, inclusive, os ditos sindicalistas que eram para defender os direitos de seus colegas, mas ficam do lado dos chefes burgueses deles, em troca de benifícios pessoais e individuais, enfim, um filme/livro que refleta a realidade brasileira; em termos de enredo, temos um órfão negro, que é criado por uma tia, que enlouquece e tem que ser internada no manicômio, então o garoto sai do morro e vai morar sobre os cuidados e proteção de um comendador, na casa deste, porém é expulso daí, pois se envolve amorosamente com a filha do comendador, o que ressalta mais uma vez o racismo, pois ele é negro e a menina, e a família dela, é branca; o garoto vai viver entre os malandros e se torna um e, por sinal, um dos mais conhecidos, cheio de amantes atrás dele, mas o coração continua apaixonado por Lindinalva; o final do filme é comovente!; mesmo não sendo o melhor de Nelson Pereira dos santos, é melhor que muito filme besteirol dos dias atuais! Com atuações destacadas de Zezé Motta, Betty Faria e Grande Otelo, como o pai-de-santo Jubiabá, conselheiro e protetor do jovem órfão negro, que se tornou o maior malandro da cidade. nota: 6,0.
    • Rafael Vespasiano
      A Terceira Margem do Rio:Nelson Pereira dos Santos sempre gostou de adaptar livros de mestres da literatura nacional para o cinema, foi assim com "Memórias do Cárcere" e "Vidas Secas", ambos de Graciliano Ramos, também com "Tenda dos Milagres" e "Jubiabá", ambos de Jorge Amado, transformou o conto "O Alienista", de Machado de Assis num filme inesquecível, com um título sugestivo, "Azzylo Muito Louco" e, mais recentemente, em 1994, adaptou cinco contos de Guimarães Rosa para o cinema, o filme recebe o nome do conto (um dos mais importantes contos da literatura brasileira modernista) que serve de base/espinha dorsal do filme e é o ponto de partida para desenvolver além dele próprio, os outros quatro contos, ele se chama "A Terceira Margem do Rio"; sempre é difícil adaptar um livro para o cinema, ainda mais se tratando de um conto tão enigmático como este, ainda mais em se tratando de um escritor, Guimarães Rosa, que tinha um jeito peculiar de usar a linguagem, sempre permeiada por vários neologismos e de difícil interpretação e, para dificultar ainda mais misturar o conto que dá título ao filme a mais quatro contos, é uma tarefa árdua, para não dizer impossível, mas que Nelson Pereira dos Santos soube administrar bem e criar um roteiro bom, que chama a atenção para o fato de um homem, que não tem mais nenhum sentido para continuar a viver, mas em vez de se matar, prefere se isolar do restante do mundo, numa canoa, no meio do rio, criando "a terceira margem do rio" e a partir daí os membros da família dele toma rumos diferentes, incluindo, abandonar o interior do país e ir viver na cidade grande; destaque para a trilha sonora de Milton Nascimento e, para as atuações de Ilya São Paulo e dos grandes nomes do cinema brasileiro, Jofre Soares, Chico Díaz e Afonso Braza. nota: 7,0.
    • Rafael Vespasiano
      Rio 40 graus:Nelson Pereira dos Santos é um dos maiores cineastas brasileiros de todos os tempos, ele pretendia fazer uma trilogia sobre a vida cotidiana, sobre os fatos corriqueiros, da cidade do Rio de Janeiro, porém, acabou apenas filmando as duas primeiras partes, essa em questão, "Rio, 40 Graus" (de 1955) e, "Rio, Zona Norte" (de 1957), o terceiro filme da "trilogia carioca" ficou, até hoje, no papel; em "Rio, 40 Graus" contamos com a participação de um dos maiores atores do cinema brasileiro, Jece Valadão; o filme procura mostrar uma visão da cidade do Rio de Janeiro, por meio de cinco vendedores de amendoim, que partem do mesmo morro, para vender o amendoim em pontos diferentes da cidade, como por exemplo, Copacabana, Maracanã, etc.; mostrando o desenrolar de situações típicas, corriqueiras, do dia-a-dia da vida carioca; excelente filme sobre o panorama da Cidade Maravilhosa nos anos 50 do século passado! nota: 8,0.
    • Rafael Vespasiano
      Vidas secas:Uma obra-prima do Cinema Novo, do Cinema Brasileiro como um todo e quiçá do mundo inteiro, filmaço!; dirigido por Nelson Pereira dos Santos, o líder da estética do Cinema Novo, em "Vidas Secas", dá uma aula de direção, com uma fotografia memorável, de Luís Carlos Barreto, (que foi indicado ao Nelson, por ninguém menos que Glauber Rocha, outro líder do Cinema Novo), que, essa fotografia, mostra muito bem e de forma realística, a secura do sertão nordestino, ainda tem o detalhe maior que contribuiu para essa veracidade, foi o fato de as filmagens do filme serem em locações reais, no sertão da cidade alagoana de Minador do Negrão; o roteiro baseado num clássico da literatura brasileira, escrito pelo alagoano Graciliano Ramos, daí o fato de filmarem o filme em Alagoas, uma justa homenagem à terra natal de Graciliano, ficou, o roteiro, perfeito, adaptação formidável de um livro para o cinema; várias cenas contemplativas, em puro silêncio, somente o barulho do vento, mostra Fabiano, Sinhá Vitória, seus dois filhos e a cadela Baleia migrando pelo sertão, fugindo da seca, tem uma cena antológica que é um plano de 10 minutos sem ninguém proferir uma palavra, sem trilha sonora (o filme todo não tem trilha sonora alguma, o que dá uma secura maior ao filme), só com o barulho do vento, para quê conversar, não é mesmo, se tudo é miséria e tristeza, o silêncio vale mais do que mil palavras; a desumanização das personagens humanas (Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos), que mais parecem bichos, enquanto a cadela Baleia é humanizada, pois se mostra mais esperta, vivaz e inteligente que os seus donos, inclusive, é ela que alimenta a família, caçando bichos no mato, é uma característica forte do livro de Graciliano, que Nelson Pereira dos Santos soube passar para o filme; maravilhoso mostra a realidade cruel que milhares de sertanejos vivem até hoje, o filme e o livro são do século XX, já estamos no século XXI, e nada mudou, por falta de interesse dos políticos em ajudar a resolver o problema da seca, ou pelo menos minimizá-lo, é a famosa "indústria eleitoreira da seca"; o filme é triste, mas mostra a realidade do nordeste brasileiro, e serve como crítica contudente, feroz e comovente aos que não fazem nada para ajudar; uma verdadeira obra-de-arte! DEZ!
    • Rafael Vespasiano
      Como era gostoso o meu francês:     Filme brasileiro de qualidade chama-se: Como Era Gostoso O Meu Francês, do excelente diretor, Nelson Pereira dos Santos, pertencente à fase do Cinema Novo Brasileiro. Num certo período da nossa história colonial, ocorreu a formação da França Antártica em nosso território, esta foi uma possessão francesa nas terras da colônia portuguesa, com isso Portugal começou a combater essa invasão às suas terras coloniais brasileiras. Os portugueses prendem um aventureiro francês e jogam-no ao mar, mas ele não morre afogado, ele consegue chegar até à praia, porém, outra vez, não teve boa sorte, é feito escravo pelos portugueses e os tupinambãs ( indígenas aliados de Portugal na luta contra os franceses ); ocorre um ataque dos tamoios ( tribo rival aos tupinambãs e aliada aos franceses ) contra àquela guarnição, todos são mortos, exceto o francês, que é tomado pelos tamoios como português, já que estava lutando junto com os portugueses; não adianta de nada ele falar que é francês, portanto, aliado dos tamoios, pois estes pensam e acreditam veemente que ele seja português, por causa de sua ajuda a aqueles e torna-se escravo dos tamoios. O filme mostra muito bem os costumes indígenas. Vale a pena ler textos do nosso Romantismo, que também mostram bem a cultura dos índios, como por exemplo: I-JUCA-PIRAMA do Gonçalves Dias e O Guarani, Ubirajara e Iracema do José de Alencar, que com certeza serviram de base para o diretor realizar esse filme. Inclusive no filme mostra-se trechos de alguns escritores da época colonial como: Padre Anchieta, Padre Manuel da Nóbrega, Hans Standen, Pero de Magalhães Gândavo, Gabriel Soares de Sousa, entre outros. O filme foi premiado com os seguintes prêmios: melhor roteiro, melhor diálogo e melhor cenógrafo, Festival de Brasília-1971, entre outras premiações. nota: 8,0.
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