Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Festival de Brasília 2019: Os 5 filmes mais surpreendentes desta edição
    Por Sarah Lyra — 2 de dez. de 2019 às 21:00
    facebook Tweet

    Entre curtas e longas, evento exibiu filmes com pluralidade de temas e formas.

    Em meio a tantas opções de filmes para assistir em festivais, há sempre aqueles que se tornam os mais aguardados, seja pela trajetória em outros eventos ou pelos nomes que compõem elenco, direção e equipe técnica. Neste 52º Festival de Brasília, as atenções estavam voltadas, principalmente, para A Febre, de Maya Da-Rin, e Piedade, de Claudio Assis, dois dos favoritos ao Candango de melhor filme.

    Diante disso, é válido ressaltar outras produções que, justamente por não estarem entre as mais badaladas, acabaram surpreendendo público e crítica ao exibir suas qualidades no Cine Brasília.

    Alice Júnior

    É verdade, Alice Júnior já vinha fazendo uma importante trajetória em festivais Brasil afora, mas o de Brasília serviu, de certa forma, como chancela. A capital federal não sedia apenas o mais tradicional evento de cinema brasileiro, mas também o mais engajado, combativo, questionador e inflamado. O número de polêmicas e fortes reações geradas ao longo da programação é a maior prova disso. Em um contexto como este, ver a calorosa recepção do longa de Gil Baroni foi, certamente, um dos pontos mais altos da semana. Não à toa, o filme foi o segundo maior ganhador desta edição (atrás apenas de A Febre), com quatro Candangos: melhor atriz para Anne Celestino, atriz coadjuvante para Thais Schier, trilha sonora e montagem.

    Para quem não teve a oportunidade de assistir ao longa nos festivais, Alice Júnior chega aos cinemas brasileiros no dia 4 de junho de 2020. 

    Rodantes

    Independente de qualquer juízo de valor sobre a obra de Leandro HBL, muitos que assistiram a Rodantes se perguntaram: “como pode não estar na Mostra Competitiva?”. Para seu primeiro trabalho à frente de um longa, o diretor demonstra impressionantes maturidade e controle sobre o material. “Simples em estrutura e com um ritmo que engaja pela fluidez e naturalidade com que passeia pelos acontecimentos na vida dos três personagens principais, o filme de Leandro HBL funciona em vários níveis de imersão, indo do contemplativo a uma emocionante cena de ação com maestria.”. Confira a crítica completa.

    Carne

    Por dias, não se falava em outra coisa: Carne, o impressionante curta-metragem dirigido por Camila Kater, exibido na segunda noite de festival, ao lado de Piedade. Não foi surpresa alguma ver o curta levar o troféu Candango em algumas das categorias mais disputadas: melhor roteiro pelo júri oficial, melhor curta-metragem pelo júri popular e melhor curta-metragem no prêmio da Abraccine. O projeto cria uma metáfora para fazer um comentário social sobre a corporeidade da mulher através dos estados de cozimento da carne: cru, mal passado, ao ponto, passado e bem passado. Poderoso em discurso e estética, a animação é narrada por mulheres em diferentes faixas etárias da vida, entre elas Helena Ignêz, ícone do cinema brasileiro.

    Dulcina

    Apesar do formato convencional, o documentário Dulcina ganha força em seu discurso, principalmente por destacar os feitos e conquistas de Dulcina de Moraes, uma das atrizes de teatro mais importantes do Brasil. Incluindo entrevistas com grandes ícones nacionais, como Fernanda Montenegro, Nicette BrunoFrançoise Forton e Theresa Amayo, o filme dirigido por Glória Teixeira foi um dos mais ovacionados pelo público em sua exibição. Além disso, arrebatou quatro troféus Candango: melhor longa-metragem pelo júri popular, melhor longa da Mostra Brasília pelo júri técnico, melhor direção de arte e melhor atriz, prêmio dividido entre Bidô Galvão, Carmem Moretzsohn, Iara Pietricovsky, Theresa Amayo, Glória Teixeira e Françoise Fourton.

    Escola sem Sentido

    Outro que se tornou um verdadeiro fenômeno no Festival de Brasília foi o curta-metragem Escola sem Sentido. Ovacionado sempre que citado pelos apresentadores, o filme de Thiago Foresti acompanha Chicão, um professor de História apaixonado por sua profissão. Ao ter uma de suas aulas filmadas por uma estudante, os pais da garota o acusam de doutrinação ideológica, e o caso ganha proporções inimagináveis até então. O curta levou para casa quatro troféus Candango: prêmio Saruê, do jornal Correio Braziliense, melhor curta pelo júri popular, melhor curta da Mostra Brasília pelo júri técnico, melhor ator para Wellington Abreu.

    facebook Tweet
    Links relacionados
    Pela web
    Comentários
    • Cido Marques
      Escola, teatro, cinema, museu, sempre foram locais de livre expressão, o professor não poder se manifestar livremente sobre o governo em sua aula é pra acabar, coisas de ditadura, nos EUA não tem isso que os coxinhas querem implantar.
    Mostrar comentários
    Back to Top