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    Festival de Cannes 2017: Abertura morna com o elaborado (e bagunçado) Les Fantômes d'Ismael
    Por Francisco Russo — 17 de mai. de 2017 às 18:21
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    Com Matthieu Amalric, Marion Cotillard e Charlotte Gainsbourg.

    Ao longo de semanas, muito se especulou sobre qual seria o filme de abertura da 70ª edição do Festival de Cannes. Falou-se em Dunkirk e Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, mas ambos não ficaram prontos a tempo. Dentre os inscritos, rumores apontam que O Estranho que Nós AmamosLe Redoutable teriam sido sondados para tal posto, mas seus diretores, Sofia Coppola e Michel Hazanavicius, respectivamente, teriam recusado.

    Após tantas interrogações (e recusas), o posto ficou com Les Fantômes d'Ismaël, novo trabalho do diretor francês Arnaud Desplechin, que já concorrera à Palma de Ouro em outras cinco oportunidades (La Sentinelle, Comment Je Me Suis Disputé... (Ma Vie Sexuelle), Esther KahnUm Conto de Natal e Terapia Intensiva). Exibido em primeira mão à imprensa mundial na manhã desta quinta, a repercussão foi do mais absoluto desdém. Sem aplausos nem vaias, as pessoas simplesmente se dirigiram à saída tão logo a projeção chegou ao fim.

    Tamanha reação faz um certo sentido. Se por um lado o longa-metragem traz uma proposta narrativa elaborada - saiba mais na crítica do filme! -, por outro tantas trucagens estruturais o prejudicam bastante devido à falta de coesão, fazendo com o filme seja bastante bagunçado. Ainda assim, a ausência até mesmo dos aplausos protocolares chamou a atenção, especialmente por Cannes ser um festival conhecido pela reação do público, pro bem e pro mal.

    @Mathilde Petit / FDC
    O diretor Arnaud Desplechin (centro, de óculos) ao lado de Matthieu Amalric, Marion Cotillard, Charlotte Gainsbourg, Louis Garrel e elenco

    Em uma coletiva que demorou a encher - mais um indício do quanto o filme foi ignorado pela imprensa em geral -, o diretor Arnaud Desplechin comentou sobre uma polêmica que cerca a produção: uma versão especial, com 20 minutos extras, será exibida apenas em um cinema de Paris, pertencente ao produtor Pascal Caucheteux. Ou seja, não foi exibida em Cannes, o que levantou rumores de brigas nos bastidores.

    "Esta é uma ideia que existe há bastante tempo", comentou Desplechin. "Não são dois filmes. Existe a versão original e a que vocês viram [se referindo aos jornalistas]. A original é mais intelectual, enquanto que a exibida em Cannes é mais sentimental." Vale lembrar que a história de Les Fantômes d'Ismaël  retrata o reencontro de um homem com a esposa 21 anos após seu súbito desaparecimento, com os personagens sendo interpretados por Matthieu Amalric e Marion Cotillard.

    Ainda sem título nacional nem distribuidora no Brasil, Les Fantômes d'Ismaël estreia já nesta quinta, 18 de maio, nos cinemas franceses.

     

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