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    Oscar 2016: Todos os 20 atores indicados ao prêmio da Academia são brancos (mais uma vez)
    Por Joao Vitor Figueira — 14/01/2016 às 16:35
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    Cinéfilos usam hashtag para criticar a falta de diversidade no maior prêmio da sétima arte.

    Pelo segundo ano consecutivo, todos os 20 indicados ao Oscar nas categorias de atuação são brancos. De Eddie Redmayne a Saoirse Ronan; de Rachel McAdams a Christian Bale. Todos brancos (veja a lista completa de indicados aqui).

    Há quem argumente que "os atores não-brancos simplesmente não atuaram bem o suficiente para merecer uma indicação", mas não deixa de ser estranho que essa tendência tenha se repetido mais uma vez, logo agora em que a diversidade racial e a representatividade se tornaram bandeiras tão fortes e relevantes — vale lembrar que antes de 2015 a última vez que as 20 categorias de atuação foram preenchidas exclusivamente por brancos foi em 1997.

    Ano passado, muitas vozes criticaram o fato de Selma - Uma Luta Pela Igualdade, longa sobre a vida do ativista Martin Luther King, ter sido indicado em apenas duas categorias (melhor filme e melhor canção original), ignorando o trabalho da diretora Ava DuVernay e do ator David Oyelowo. Em 2016, o trabalho de atores negros foi deixado de lado mais uma vez. Quanta "coincidência".

    No Twitter, cinéfilos e ativistas trouxeram de volta a hashtag #OscarsSoWhite para criticar a falta de diversidade nas categorias de atuação. Fãs apontaram nomes Michael B. Jordan (Creed - Nascido Para Lutar), Idris Elba (Beasts of No Nation), Samuel L. Jackson (Os Oito Odiados), Will Smith (Um Homem Entre Gigantes), Mya Taylor (Tangerine) como alguns dos mais esnobados.

    Alguns dos filmes mais elogiados e mais amigáveis às temáticas que a Academia costuma reconhecer de 2015 também ficaram de fora da lista de indicados ao Oscar de melhor filme: Creed: Nascido para LutarStraight Outta Compton - A História do N.W.A..

    O primeiro aborda a história de um azarão que luta para superar as adversidades, o tradicional triunfo do espírito humano que o Oscar consagrou em diversas ocasiões. O segundo é uma cinebiografia musical, outro subgênero favorito da Academia. Creed, que é dirigido (Ryan Coogler) e estrelado (Michael B. Jordan) por negros, só ganhou uma indicação, uma nomeação para o prêmio de melhor ator coadjuvante para Sylvester StalloneStraight Outta Compton foi indicado apenas na categoria melhor roteiro original (para que conte no registro, os roteiristas Jonathan Herman e Andrea Berloff são brancos).
    Entre os latinos, o cenário também não é favorável. Nenhum dos oito filmes indicados ao Oscar de melhor filme conta a história de uma pessoa não-branca, mas ao menos o diretor de um deles, o cineasta Alejandro González Iñárritu (vencedor do Oscar por Birdman), conseguiu faturar uma nomeação por O Regresso.

    Entre os atores latinos, as esnobadas mais marcantes foram as dos atores Benicio Del Toro (Sicario: Terra de Ninguém) e Oscar Isaac (Ex_Machina: Instinto Artificial).

    Sabe-se que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não é um corpo muito heterogêneo. De acordo com um estudo publicado em 2012, pelo jornal Los Angeles Times, 94% dos atores são brancos e 77% são do sexo masculino. Com essa composição, é fácil imaginar que a falta de diversidade será refletida nas premiações. Filmes como 12 Anos de Escravidão, vencedor do Oscar em 2014, acaba sendo a exceção que confirma a regra, pois foi a primeira produção (em quase nove décadas de Oscar) que venceu o prêmio de melhor filme com a direção de um cineasta negro (Steve McQueen).

    Por conta dessas circunstâncias, cresce a expectativa de que Chris Rock, que será o mestre de cerimônias da premiação, comente a situação com o senso de humor que lhe é peculiar e várias vezes serviu para denunciar o raciscmo.

    Na cerimônia de 2015, o apresentador Neil Patrick Harris comentou a questão. "Bem vindo ao 87ª cerimônia do Oscar! Nesta noite iremos honrar os melhores e mais brancos de Hollywood. Ops, quis dizer os mais 'brilhantes'!"

    Em novembro do ano passado, o cineasta Spike Lee recebeu um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra. Ele criticou a indústria cinematográfica ao dizer que "era mais fácil um negro ser presidente dos Estados Unidos do que ser o presidente de um estúdio". "No ano de 2043, os americanos brancos serão uma minoria neste país. Todos vocês que estão na posição de contratantes hoje precisam ficar esperto porque a sua força de trabalho deve refletir o que este país é. Todos aqui provavelmente votaram no Obama, mas quando eu vou escritórios eu não vejo nenhum negro, exceto pelo cara que cuida da segurança", afirmou o cineasta.

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